terça-feira, 11 de março de 2014

Bruno Gagliasso diz que chorou quando seu beijo gay não foi ao ar

Bruno Gagliasso disse no programa “Encontro com Fátima Bernardes”, na segunda-feira, 10, que
chorou quando o beijo gay que gravou com o ator Eron Cordeiro foi cortado no último capítulo de “América”, em 2005.
“No dia que eu vi que não foi ao ar eu fiquei muito chateado. Fiquei triste demais, chorei. Eu falei com a Glória (Perez, autora da novela) pelo telefone e ela também ficou muito chateada. E a gente gravou esse beijo sete vezes. E por isso eu fiquei muito triste. Principalmente por trabalhar com arte. Quem faz arte não consegue acreditar em censura. Não dá”.
Então, quando ele acusou a própria emissora onde trabalha, a TV Globo, de censura, rolou uma saia justa com a apresentadora. Fátima, desconfortável, tentou amenizar a situação dizendo que talvez o público não estivesse preparado na época. Bruno, porém não se convenceu e respondeu à apresentadora: “Quem somos nós para julgar se as pessoas estão preparadas ou não?”.

Fonte: Parou Tudo

quinta-feira, 6 de março de 2014

Em cima do muro: novo presidente da CDHM diz que não é a favor nem contra união gay

O novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), Assis do Couto (PT-RS),
está em cima do muro em relação aos direitos gays.
“Pessoalmente, por convicção, não que eu seja contrário, mas não tenho posição a favor e não me oponho à relação homoafetiva. Quanto ao casamento (gay), é complexo. Não tem como ter posição porque são várias nuances. Eu preciso aprofundar o tema”, afirmou o parlamentar, que é católico, ao G1.
Couto, que havia dito, dias antes de ser escolhido pelo PT como candidato ao posto, que sempre foi a favor das minorias, agora já dá mostras de um discurso mais conservador, posição que sempre lhe foi agregada.
“É complexo, mas terá que ser discutido [...] A comunidade LGBT, que não teve em 2013 espaço na comissão, será ouvida, ainda que por princípio eu discorde de alguns pontos”, disse.

Fonte: Parou Tudo

Aprovada lei que pune discriminação com base na identidade de gênero

O Estado de Maryland aprovou, por 32 votos a 15, na terça-feira, 04, lei que pune a discriminação por identidade e expressão de gênero.
“Hoje é um marco histórico na luta contínua a avançar pelos direitos de igualdade para todos os habitantes do Estado. Fica a mensagem em todo o nosso Estado que, independentemente de quem você é, o preconceito e a discriminação não serão mais tolerados ou isentos de lei”, afirmou o senador Rich Madaleno, autor do projeto de lei (SB 212).
Ao todo 15 Estados norte-americanos e mais Washington D.C. e Porto Rico já têm legislações semelhantes. Os próximos devem ser Nova York e Pensilvânia.

Fonte: Parou Tudo

Abrindo a porta: Senador do Arizona declara homossexualidade

O senador democrata do Arizona Steve Gallardo declarou-se gay, segundo o jornal Phoenix New
Times, dizendo: “Eu sou gay, eu sou um latino, e eu sou um senador. E está tudo bem.”
Não foi por acaso que Gallardo saiu do armário justamente numa época em que seu Estado queria discriminar homossexuais. “Vendo as pessoas lá fora, protestando. Eu pensei que era hora.”
“É hora de deixar as pessoas saberem sobre mim. E, para enviar às pessoas uma mensagem. Estou mais interessado em deixar as pessoas que lutam com este conhecimento que está tudo bem”, disse o político de 45 anos.
O parlamentares do Arizona aprovaram um projeto de lei que desobrigava qualquer estabelecimento público ou privado do Estado a atender homossexuais alegando “crenças religiosas”. No entanto, na semana passada, a governadora republicana do Arizona, Jan Brewer, surpreendentemente vetou o projeto de lei.

 Fonte: Parou Tudo

quarta-feira, 5 de março de 2014

56% dos norte-americanos são a favor do casamento gay

Pesquisa realizada pelo jornal The New York Times e pelo canal CBS News mostra que 56% dos
norte-americanos são favoráveis ao casamento gay e 39%, contra.
O debate político do país – que se dá entre os partidos Republicano e Democrata – indica uma diferença grande entre os dois lados. Dentre os democratas, 70% apoiam a união homo e apenas 40% dos republicanos são favoráveis.
O apoio é bastante expressivo dentre pessoas com até 44 anos: 85% dos que se definem como democratas e 56% dos republicanos.
A pesquisa ouviu 1.644 norte-americanos pelo telefone. Na última semana, outro estudo já havia indicado que a maioria dos habitantes dos EUA é a favor do casamento homo. O recorte por religião apontou que os judeus são os mais tolerantes.

Fonte: Parou Tudo

Mangueira fala da diversidade e homenageia paradas gays

O verde e rosa da Mangueira ficou mais colorido na madrugada da segunda-feira, 03, na Avenida
Marquês de Sapucaí. A escola prestou homenagem aos homossexuais durante seu desfile pelo Grupo Especial do Rio de Janeiro.
Bandeiras arco-íris e alas do mesmo tom foram vistas na agremiação, que trouxe um carro em homenagem às paradas gays. O enredo da escola eram as festas populares do País.
No carro alegórico, 44 homens, de sobretudo e chapéu, entravam por portas e saíam com brilhos e espartilhos, fazendo alusão à expressão sair do armário.
Na dispersão, a alegria era grande – mesmo com um dos carros tendo batido na torre dos fotógrafos e com chances de fazer a escola perder pontos. Integrantes se beijavam, emocionados.

Fonte: Parou Tudo

Irmandade homofóbica com raízes nazistas está sendo investigada no Piauí


 
Proprietária de um salão de beleza, Socorrinho, de Teresina, no Piauí, foi surpreendida na última sexta-feira por um bilhete colado em seu carro, e não era uma multa de trânsito. No bilhete, a seguinte mensagem: “morte aos homossexuais. Irmandade homofóbica. Afilie-se” e um número de celular para contato. Em cima do bilhete uma suástica que deixa clara a ligação com o pensamento ideológico nazista.
A empresária emprega diversos funcionários homossexuais, travestis e lésbicas em seu salão de beleza. “Uma das funcionárias faz parte do grupo LGBT Matizes, ao tomar conhecimento do bilhete foi tentado no mesmo dia entrar em contato com o proprietário do bilhete.
A funcionária disse que na primeira tentativa um homem atendeu e desligou a chamada, após este episódio não é mais possível entrar em contato com o número”, diz Marinalva Santana, presidente do Grupo Matizes, que já entrou com um requerimento na delegacia que investiga casos homofóbicos em Teresina.“Falei com o delegado ainda hoje, 27 de fevereiro, e ele disse que já está dando andamento à parte burocrática da investigação e vai pedir para a companhia telefônica responsável pelo número de celular para descobrir qual CPF cadastrado na linha”, explica Marinalva.

Assassinatos
Marinalva também diz que nos últimos dois meses houve pelo menos três casos de assassinatos de homossexuais em Teresina. “Em dois casos eram gays e existem semelhanças. E no terceiro caso, que foi uma travesti, ela foi brutalmente violentada e teve afundamento do crânio.” Ela denuncia que a polícia investiga de forma errada os casos. “Eles sempre seguem uma linha errada de investigação. Nós sabemos que são casos homofóbicos, um crime de ódio, mas sempre enquadram estas mortes como latrocínio ou com vínculo com prostituição ou tráfico de drogas.”
“Não sabemos se realmente existe uma ‘Irmandade Homofóbica’, mas é preciso investigar profundamente estes últimos casos para saber se existe alguma relação entre eles. É sabido que nos casos dos dois gays mortos, ambos foram vistos antes do crime com um cara conhecido na cidade como Rambo”, diz Marinalva.

Impunidade
Há três anos um grupo de jovens de classe média alta de Teresina foi indiciado e preso por crimes de ódio contra gays. “Eles agrediram alguns homossexuais com tacos de golfe. Mas como são de classe média alta, a polícia acabou os soltando por suas influência na região. Isso não pode acontecer”, faz outra denúncia a presidente do grupo Matizes.

Cartórios de SP celebram 701 casamentos gays no primeiro ano de vigência da permissão

Um ano após entrar em vigência a norma que autorizou os cartórios da cidade de São Paulo a
celebrarem matrimônios entre pessoas do mesmo sexo, a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP) realizou um levantamento junto a todos os 58 cartórios da Capital que contabilizou 701 casamentos gays somente na cidade.
De acordo com o levantamento, que é inédito, o mês de outubro liderou com folga a realização destas celebrações, com 90 cerimônias, seguido pelo mês de novembro, com 80 casamentos, maio, com 73, e agosto com 71.
Abril, com 57 casamentos, fecha a lista dos cinco meses com mais realizações. Entre os cartórios que mais realizaram estas celebrações, o Registro Civil de Cerqueira César lidera o ranking, com 41 celebrações. Bela Vista (38), Tucuruvi (35), Santa Cecília (30) e Saúde (25) vêm na sequência entre os cartórios de Registro Civil da Capital que mais realizam casamentos homoafetivos.
Editada em dezembro de 2012, a norma instituída pela Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo (CGJ-SP) que autorizou todos os cartórios do Estado a realizarem casamentos homoafetivos passou a valer no dia 1 de março do ano seguinte. Até então, a celebração destas cerimônias dependia da interpretação de cada juiz local, sendo que em junho de 2011, o Cartório do município de Jacareí, ainda antes da norma estadual, realizou o primeiro casamento gay do Brasil mediante autorização do juiz local.
Em maio de 2013, a normatização paulista foi reproduzida em âmbito nacional pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que editou a Resolução 175 autorizando todos os cartórios do País a celebrarem casamentos homoafetivos.
 
Fonte: Mix Brasil

Mídia repercute notícia falsa sobre outing de filha do presidente de Uganda

Inúmeros sites de notícias dos Estados Unidos e Inglaterra repercutiram uma falsa notícia sobre um
suposto outing da filha do presidente Yoweri Museveni, de Uganda.
A notícia, fabricada pelo site Abril Uno (1º de abril, em espanhol), dizia que Diana Kamuntu surpreendeu o país ao se assumir lésbica em entrevista ao vivo para uma rádio de Mbarara, oeste ugandense.
“Eu sou gay, eu sou homossexual. Eu sei disso desde que eu era uma garotinha. Além disso, tenho sido cristã toda a minha vida, por isso não vou tolerar qualquer lei deste país supostamente democrático, que vai colocar o ódio a qualquer pessoa apenas por causa da orientação sexual dele ou dela”, teria dito a moça.
O texto também dizia que a revelação deixou o apresentador James Kasirivu chocado e sem conseguir falar nada. Logo depois, a transmissão ao vivo teria sido cortada e só retornou depois de horas de comerciais.
Tudo isso, é claro, chamou bastante atenção da imprensa internacional uma vez que Museveni, assinou, na segunda-feira, 27, uma lei pune com prisão perpétua “gays reincidentes” e com até cinco anos de encarceramento para quem não denunciar homossexuais à polícia, dentre outros pontos discriminatórios.
Na segunda-feira, 03, o site de paródias mais uma vez tomou como foco a discriminação aos LGBT relatando que Museveni e o presidente russo, Vladimir Putin, teriam marcado um encontro em Paris, em hotel bem romântico, após perceberem que têm muitas coisas em comum, como a homofobia, culinária francesa, críquete e filmes nostálgicos.

Fonte: Parou Tudo

Lésbicas enfrentam preconceito em nome do amor no interior de Pernambuco

Se já é não fácil enfrentar o preconceito nas grandes cidades, imagine assumir quem você é na Zona
da Mata de Pernambuco? Foi o que fizeram Marta Maria da Silva e Sônia Maria de Santana.
As duas terminaram seus casamentos heterossexuais e se permitiram se amar e sem se esconderem da sociedade. “Para que viver escondida o tempo todo?. Minha mãe não aceitava que eu gostasse de pessoas do mesmo sexo que o meu. Então eu a respeitava. Quando ela morreu, resolvi me libertar e ser feliz. Não tinha para que viver fingindo mais”, disse Marta, ao G1, sobre a decisão de encerrar um casamento que lhe rendeu dois filhos adolescentes.
“Sempre soube que meu gosto era diferente, mas quis tentar. Vi que não dava mais quando conheci Marta. Fiquei apaixonada por ela e pedi o divórcio. Minha família toda aceita e apoia a minha decisão”, afirmou Sônia, que foi casada por um ano e tem um filho de seis anos.
O casal, que tem aceitação de amigos e parentes, trabalha na lavoura, ambiente em que é um desafio todos os dias. “Somos duas mulheres no meio de mais ou menos 30 homens. É complicado para eles entenderem o nosso relacionamento, mas nós enfrentamos qualquer coisa para ficarmos juntas. Desde um serviço que é considerado para homens a participar de um maracatu como caboclas de lança”, disse Marta, à reportagem.
A duas fazem parte do Maracatu Rural Coração Nazareno, único no País formado apenas por mulheres e planeja oficializar a união este ano. “Vamos dar uma festa e mostrar para todo mundo que somos felizes juntas”, afirmou Sônia.
 
Fonte: Parou Tudo