Na última semana foi inaugurado em Berlim um novo cemitério,
o primeiro da Alemanha onde serão sepultadas apenas lésbicas. De acordo com
Renate Rampf, porta-voz da Federação Alemã das Lésbicas e Homossexuais, o
terreno do novo cemitério, de 400 metros quadrados, com lugar para 80 túmulos,
foi doado à Fundação Sappho pela Paróquia Evangélica Protestante Georgen
Parochial.O cemintério fica em Pankow, bairro da antiga Berlim Oriental, onde a prefeita, Monika Hermann, é lésbica declarada. Segundo Hermann, depois das comunidades com prédios exclusivos para mulheres homossexuais, onde não podem viver homens, é apenas uma consequência a ideia de um cemitério comum para o sepultamento depois de mortas, lésbicas também na vida eterna.
Mas a ideia de um cemitério só para lésbicas foi também motivo de muitas críticas. Stefan Evers, porta-voz da União Democrata Cristã (CDU) sobre Integração de Homossexuais, criticou o projeto do novo cemitério como um retrocesso em termos de integração. Outros reagiram ao projeto com a pergunta: "É verdade, não é mesmo uma piada?"
Berlim tem desde os anos de 1920 uma tradição de a cidade alemã mais liberal para homossexuais. Essa tradição liberal foi interrompida bruscamente durante a ditadura nazista, mas reiniciada na parte ocidental da cidade depois da guerra. Como a reunificação da cidade, em 1990, também a parte leste adotou a tradição liberal.
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