quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Garoto de 2 anos sofre ataque homofóbico por usar presilha rosa

O texto abaixo é longo, mas vale a pena ser lido e acima de tudo entendido. O respeito ao próximo é válido para qualquer idade e a qualquer hora.

Uma blogueira norte-americana, chamada Katie Vyktoriah Reed, e autora do AMotherThing.com postou em seu site um desabafo, depois que seu filho de apenas 2 anos virou motivo de chacota em um Walmart. Tudo porque o pobre garotinho gosta da cor rosa e estava usando uma presilha no cabelo.
Leia o comovente post na íntegra (a tradução foi feita pela equipe do Gajjo e não é literal):



“Este é o Dexter. Ele tem 2 anos de idade. Ele ama brincar de ser o Batman, Super Homem e o Homem Aranha. Ele é um garoto de verdade. Finge que está voando e que captura os malvados que nos ameaçam.
Ele é o bagunceiro mais fofo que vocês possam conhecer.


Algumas coisas que você deve saber sobre Dexter.
Ele é um irmão mais velho fabuloso. Ele amadurece mais lentamente e tem um bom vocabulário. Ele costumava ser muito tímido, mas recentemente ele tem saído de sua “concha”. Ele ama novas pessoas e gosta de cumprimentar todo mundo com um caloroso “Oi!”.
A cor preferida dele é o rosa. Ele ama o desenho “Dora, a exploradora” e é conhecido por usar minhas saias como vestidos. Dexter ama um “dengo” da mamãe!




Na noite de ontem, levei meus dois filhos para comprar algumas coisas no Walmart. Mark (o marido da autora) teve que dar uma organizada em seu trabalho, então decidi me aventurar sozinha com os meninos, coisa que não costumo fazer com frequência. É muito trabalhoso arrumar as crianças, colocar e tira-los do carro, encontrar um carrinho de compras, mantê-los felizes enquanto eu faço as compras e chegar em casa “intactos”. Vocês pais entendem o que quero dizer.

Depois de colocar roupa e sapatos no Dexter, ainda tive que arrancar um urso de pelúcia gigante dos braços dele, pois tinha decidido que queria levá-lo conosco. Claro que isso resultou em choradeira e birra, que, de alguma forma, eu consegui apaziguar bem rapidamente. Mas, quando tentei tirar uma presilha de renda roxa em formato de flor do cabelo dele (que, inclusive, ele passou o dia inteiro usando), vi que outra briga estava prestes a começar. Então, para evitar mais uma birra, deixei ele ir usando o acessório. Afinal, a quem ele estava machucando?

Chegando no supermercado, eu consegui magicamente colocar o Dexter no carrinho sem nenhum problema. O fato de que ele estava usando uma presilha feminina e super fofa fez com que ele se sentisse bem, então ele todo cheio de si acenava para as senhorinhas como se fosse um príncipe em uma carruagem. Até tirei uma foto dele depois que duas mulheres vieram me dizer o quão adorável ele é.
Ele estava arrasando com aquela presilha.

Logo acabamos de fazer as compras e enquanto seguíamos para o caixa, ao passarmos pela seção de Beleza, duas adolescentes começaram a rir e uma delas me perguntou ”Isso é um menino ou uma menina”? Eu sorri e respondi “Ele é um menino”. Olhei para ele e lhe fiz um carinho enquanto elas continuavam rindo.
Do nada, uma voz grossa e alta: “ISSO é um MENINO?!”. Um grandalhão, de barba cheia, camiseta camuflada, short rasgado e botas gritava em nossa direção. Eu podia sentir o fedor de cigarro e bebida vindo dele.
“Sim”, eu respondi seca, mas ainda sorrindo.

De repente, o homem avançou e arrancou a presilha do cabelo do Dexter e a jogou no nosso carrinho de compras. Depois, passou o braço em volta da cabeça do Dexter (não foi com força, mas o ponto não é esse) e disse com uma risada malvada e alta “Você vai me agradecer depois, homenzinho”.
Na mesma hora que eu fui pra cima do homem, Dexter segurou a parte do cabelo em que o homem encostou, apontou o dedo para ele, pisando forte, gritou “Não!”. Entrei no meio dos dois e disse para o bêbado “Se você encostar no meu filho mais uma vez, eu vou arrancar suas mãos!”.
O cara me encarou, olhou para o Dexter com nojo e disse “Seu filho é uma bichinha desgraçada (em inglês o termo que ele usou “Fucking faggot“). Virou as costas e antes de sair completou “Ele ainda vai levar um tiro um dia”.
Eu fiquei lá, parada, tremendo com os pulsos cerrados, esperando o homem sair pela porta do supermercado. Então, fiquei arrasada. Estava tremendo tanto, segurando as lágrimas para poder confortar meu filho.
Nem uma pessoa sequer disse ou fez alguma coisa. Várias presenciaram a cena, mas ninguém veio para me oferecer apoio ou consolar a mim e ao meu filho.
Deixa eu repetir para vocês: Dexter tem 2 ANOS DE IDADE.
Eu estava lá, com um menino de 2 anos e um bebê de 5 meses, e meu filho foi verbal e fisicamente agredido por um homem. E ninguém fez absolutamente nada.
Segui para o caixa, ainda em choque, paguei pelas minhas compras e fui embora. Eu não comuniquei nem a gerência do supermercado, nem as autoridades, apesar de estar pensando em fazer isso. Mas, como eu moro em uma cidade turística, eu duvido que há alguma coisa que eu possa fazer para encontrar esse homem – ele pode ser de qualquer parte do mundo.
Já se passaram 24 horas e eu já me desabafei no Facebook, recebendo vários comentários de apoio. Já estou mais calma e consigo olhar para a situação de uma maneira bem mais objetiva.
Tanta coisa errada aconteceu lá que eu nem sei por onde começar.

Aquele homem retirou um artigo de roupa que meu filho estava usando. Não importa que tenha sido uma presilha.
Aquele homem tocou meu filho sem meu consentimento. Ele achou que seria “engraçado”. EU NÃO ACHEI.
Ele atacou meu filho com palavras extremamente degradantes e ainda sugeriu que ele merece morrer.
Isso é o significado de INTOLERÂNCIA.
Um homem adulto, que se acha o sabidão, decide que está tudo certo “ensinar” meu filho o que é ser “macho”. Ele achou que é correto julgar meu filho porque ele não estava adequado às ideias machistas do que um garoto deve ser. Claramente, aquele homem é um homofóbico, o que já é ruim o bastante – mas, não obstante, tentou atribuir tendências gays a um menino de DOIS ANOS. Isso é RIDÍCULO.
Uma criança de 2 ANOS NÃO TEM SEXUALIDADE.
Acreditar que vc pode “ensinar” uma criança a ser de uma determinada maneira é inaceitável. Mesmo que ser gay fosse uma escolha de vida (o que eu não acredito), não é uma escolha que uma criança possa fazer. E da mesma forma que meninas podem jogar baseball ou gostar de carrinhos, meninos podem se vestir com as roupas da mãe, usar acessórios, maquiagem e etc.
Tudo é novo e empolgante para crianças, já que elas estão na fase de descobertas.

Meu marido e eu somos completamente apoiadores de toda forma de amor. Seja você gay, hétero, bissexual, transexual ou poligâmico, isso só diz respeito a VOCÊ MESMO. Eu não julgo, não tento mudar ninguém.
E, quando meus filhos crescerem e perceberem que são alguma das formas que citei acima, isso não mudará em nada a maneira como eu me sinto com relação a eles.
Mas, agora mesmo, o fato de que homofobia está tão presente, que o casamento gay é ainda visto como sujo porque homossexuais são “inferiores” e, de alguma maneira, não merecem ter os mesmos direitos que pessoas héteros, como aquele homem no Walmart, me faz sentir muito medo pelos meus filhos e o futuro deles.
Mesmo que eu e meu marido vamos apoiar e aceitar nossos filhos da maneira como eles forem, eu estou extremamente assustada com como seria se eles fossem realmente gays. Por que eles devem viver com medo, simplesmente porque amam pessoas do mesmo sexo? Por que pais e mães de crianças gays devem ir dormir com mais uma preocupação, pois o mundo não aceita e está contra seus próprios filhos?
Por que isso importa? Você realmente acha que seu Deus ou seu Jesus ou sua crença seria tão julgador como você é? Até mesmo o PAPA disse que não é um problema ser gay.

Mas, deixando isso de lado, em qualquer instância, é ultrajante que alguém permita que um adulto julgue e maltrate uma criança por suas crenças, como adulto. E NUNCA ESTÁ CERTO TOCAR uma criança que não é sua sem permissão. TODO MUNDO, inclusive as crianças, merecem RESPEITO.”
O post original está no site da mãe, que está fora do ar momentaneamente, seguindo orientações da polícia, que investiga o caso.


Fonte: Gajjo  e HuffingtonPost.

Obama cancela encontro com Putin por causa de leis homofóbicas

Assim como o primeiro-ministro britânico David Cameron e o presidente francês François Hollande, o
presidente norte-americano Barack Obama mostra cada vez mais como se tornou um grande aliado dos LGBT.
O líder dos Estados Unidos cancelou o encontro que teria com o presidente russo Vladimir Putin citando entre outros motivos as leis homofóbicas aprovadas recentemente no país.
A decisão, de acordo com o jornal “The Washington Blade”, também foi baseada no fato do governo russo conceder asilo temporário a Edward Snowden, analista que vazou documentos confidenciais do governo norte-americano.

Obama estará em São Petersburgo para reunião do G20, nos dias 5 e 6 de setembro. Na noite de terça-feira, 06, o presidente dos Estados Unidos já havia criticado a Rússia , durante o programa do apresentador Jay Leno, por suas leis discriminatórias que podem continuar vigorando inclusive durante os Jogos de Inverno de Sochi, em 2014.

Fonte: Parou Tudo

Jéssica Andrade em “Armário aberto”

A “Bate–Estaca”, como é conhecida, tem apenas 21 anos. A atleta, diga-se de passagem, não veterana,
possui em seu “currículo” um cartel de nove vitórias e duas derrotas. Na Rússia, a brasileira venceu a atleta local, Milena Dudieva.
O UFC on FOX 8, que aconteceu no dia 27 de julho, sem dúvida  destacou–a no cenário esportivo, tornando-a conhecida pelos amantes do esporte em todo o mundo, porém, a jovem ficou reconhecida também pelo o público LGBT, após assumir a homossexualidade, em entrevista à revista “Tatame”, especializada em artes marciais.
“Não tenho vergonha de me assumir sexualmente. É uma escolha que cada um faz para si. Eu acho que se as pessoas têm preconceito, cada um tem sua opinião de pensar. Eu sou feliz do jeito que sou”, disse à revista.
Um fato curioso foi ter enfrentado em sua estreia no octógono do Ultimate, a primeira lutadora a sair do armário,Liz Carmouche, que também defende a bandeira gay e até luta com um protetor bucal com as cores do arco íris.
Andrade revela que, tem um relacionamento sério com Ana Carolina Celeri, a companheira que a fez seguir no MMA.

Uma noite histórica no Ultimate Fighter Championship (UFC).
A luta em julho, 27, levou ao seu octógono, a brasileira Jéssica Andrade. A paranaense de Umuarama, foi a primeira representante do país no UFC, na disputa pelo cinturão feminino do Ultimate, contra a americana Liz Carmouche, na categoria peso galo.
Entrou para a história do UFC, mesmo sem estar na lista de atletas do Ultimate. A atleta, que substituiu Miesha Tate, já venceu quatro vezes por nocaute e cinco por finalização por ligas menores no MMA.
“Comecei a treinar em 2011, quando terminava o colégio. Havia um projeto social e fiz uma aula de judô. Sexta-feira era o único dia que tinha folga e a oportunidade de praticar atividades físicas. No primeiro treino de judô, o mestre disse que eu levava jeito, comecei a treinar jiu-jitsu e alguns meses depois fiz a primeira luta de MMA e venci. Daí para frente, passei a investir nisso, a treinar outros estilos”, disse ao site oficial do UFC.

Uma história de luta!
Há apenas dois anos no MMA, não foi no UFC que a jovem começou suas lutas. Sua primeira grande batalha foi travada contra as dificuldades da vida na roça. Para Jéssica, todas as vitórias tem sabor de superação, uma vez que, outras lutas não braçais, mas psicológicas e principalmente financeiras, a fizeram passar por momentos difíceis. Sem apoio e sem patrocínio, saiu do sítio e foi trabalhar na cidade para participar dos combates.
Umuaramense, a atleta conquistou mais de 20 medalhas em lutas regionais e sete troféus no MMA.

Site: LezFemme

Livro (LGBT): All Star Azul - De Ricardo Mesquita

É possível saber quando a amizade se torna amor?


Diego, Thiago, Mah (Maria) e Jú (Juliano) são quatro adolescentes terminando o ensino médio que vivem o despertar da sexualidade entre os compromissos escolares, as baladas e aventuras dentro e fora da escola. Diego e Thiago são os melhores amigos. Diego, se descobre gay aos 14 anos e logo conta para o pai que, a princípio, não leva muito a sério mas procura ajuda de uma psicóloga. Quando entende que a homossexualidade do filho não é algo que se escolhe, o aceita com a naturalidade de quem ama incondicionalmente.

Thiago é o gazeteiro, extrovertido, anda sempre aprontando. O que Diego não sabe é que Thiago tb é gay. O problema é que quando o pai de Thiago desconfiou que ele gostava de meninos o agrediu violentamente, fazendo com que Thiago vestisse a máscara de namorador e foi assim que ele ficou conhecido na escola. Poderá uma grande amizade resgatar a identidade de Thiago? Ou ele estará condenado a reprimir seus desejos e afetos para o resto da vida? Vale a pena viver escondido, sob o peso do preconceito? Do medo, pode vicejar o amor?

"All Star Azul" é um livro singelo que conta a história desses quatro grandes amigos. Escrito por Ricardo Mesquita, o livro foi publicado pela Metanóia Editora e está disponível nas livrarias.


Fonte: Identidade G

Policiais gays e lésbicas formam rede para lutar contra homofobia

Policiais, agentes penitenciários, vigilantes ou outros profissionais que atuam na área de segurança pública e
que assumiram publicamente a homossexualidade resolveram se unir para lutar contra a homofobia. Para isso, criaram a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBT (Renosp-LGBT), que hoje conta com 50 integrantes.

São delegados, policiais civis e militares, bombeiros, guardas e agentes prisionais que passaram a não mais esconder a orientação sexual dos colegas de trabalho e a lutar contra o preconceito a gays, lésbicas, travestis e bissexuais no meio em que atuam.

Um dos integrantes, o agente penitenciário Breno Agnes Queiroz, de 26 anos, conta que o grupo foi formado durante um evento no Rio de Janeiro, em novembro de 2010, que reuniu operadores de segurança pública do país para discutir formas de lidar com a população LGBT.

“O seminário era para fazer algo para a segurança pública da população, mas aproveitamos que alguns de nós éramos homossexuais para nos reunirmos e defendermos nossos interesses”, afirma Breno, que tem o apoio dos colegas do presídio em que trabalha em Campinas, no interior de São Paulo.

“Sempre tem gente achando que vamos nos aproveitar da situação, por ser homossexual, na hora da revista de algum detento. Eles acham que tem que ser macho para colocar autoridade. Mas nossa presidente é uma mulher e sabe liderar. Há muita homofobia no meio policial”, diz.

O agente declara que “há uma homofobia institucional velada ou latente, que pode se manifestar de várias formas”. Para ele, o preconceito, porém, não é da corporação: mas sim, “das pessoas” que convivem com os policiais assumidamente gays ou lésbicas.


“Eu tive que trabalhar muito a conscientização dos meus colegas. Tive que mostrar que não sou nada diferente, que não há motivos de me impedir de fazer um tipo ou outro de serviço. Sabemos separar a orientação sexual do trabalho”, afirma.

Fonte: G1

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Na Islândia a premiê é lésbica e isso não é notícia

Quanto mais avançada uma sociedade, menor a carga de preconceito.

Os gays chineses festejaram como nunca, no mês passado, a visita de um chefe de governo estrangeiro.
A visita tinha finalidades meramente comerciais, mas os gays viram, ali, uma oportunidade de avanço para sua causa, ainda um tabu na China.
Compreende-se.
O visitante comemorado era Jóhanna Sigurðardóttir, 69 anos, premiê da Islândia. Ela é a primeira chefe de governo do mundo abertamente gay.
Mãe de dois filhos de um primeiro casamento, Jóhanna viajou acompanhada de sua mulher, uma escritora. Esteve com ela em todas as cerimônias oficiais. É, afinal, a primeira dama da Islândia.
A Islândia é parte de um dos pedaços mais fascinantes do planeta: a Escandinávia. São países singulares, em que o capitalismo se impregnou de um forte sentimento igualitário. Disso resultou um Estado de Bem-Estar Social sem paralelo no mundo.
A Escandinávia é uma espécie de utopia que hoje vai se tornando referência internacional: floresce economicamente em meio ao caos generalizado, e isso oferecendo a seus habitantes condição de vida encontradas em nenhuma outra parte.
A Escandinávia – Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Islândia – lidera consistentemente as listas sobre os países socialmente e tecnologicamente mais desenvolvidos, em que a vida é melhor para a população.
Jóhanna Sigurðardóttir, que milita no Partido Trabalhista, de centro-esquerda, faz parte de um universo singular.

Fonte: DCM


Glória Pires lança filme em que vive lésbica: desmistifica o universo gay

No início da tarde da última segunda-feira (5), a atriz australiana Miranda Otto, Glória Pires e o diretor
Bruno Barreto se reuniram em um hotel de São Paulo para conversarem com os jornalistas sobre o filme Flores Raras, que narra a história de amor entre a poeta norte-americana Elizabeth Bishop e a arquiteta autodidata Lota de Macedo Soares.
Glória ressaltou que o filme estreia em um bom momento para discutir o movimento GLS. "O filme vem em um momento importante. A discussão já está aberta e é um tema que vem sendo discutido intensamente. Acho que o filme vem acrescentar. Mostra as duas em uma vida comum. Desmistifica um pouco esse universo gay. São pessoas comuns que têm anseios, medos, seres humanos. É interessante o tempo em que o filme acontece", afirmou.
"O fato de ser uma personagem homossexual não foi problema, foi uma solução. Tem 40 e poucos anos que trabalho como atriz, maior parte fazendo telenovelas. Sempre tentei fugir às regras, mas você sempre acaba enquadrado, no bom e no mau sentido. Quando esse convite veio para mim, eu dei pulos. Foram 17 anos esperando esse filme acontecer. Foi um presente", disse.
Diretor do longa, Bruno Barreto contou que a ideia do projeto veio de sua mãe, Lucy Barreto. "Minha mãe comprou os direitos do livro em 1995, ofereceu para mim, porque achou que eu era o diretor certo para o filme. Não me interessou. Hector Babenco também não se interessou. Minha ex-mulher fez um monólogo, feito pela Regina Braga no teatro, em 2000. Quando vi a Amy fazendo o monólogo, vi que tinha alguma coisa ali. Li o livro e a cosquinha foi aumentando”, explicou.
“De 2004 a 2008, levei esse tempo tentando achar o ângulo. Não é suficiente ela ter vindo pro Brasil. É uma história de amor, porque quero contar essa história. O que permeava era a perda. Uma não sabia lidar com as perdas. Agora, a bêbada, a disfuncional, vai ficando mais forte porque ela lida com as perdas. Então, quis contar uma história de amor para falar da perda", finalizou.
O filme será distribuído para alguns países árabes, Coreia do Sul e para os Estados Unidos. "Eu não acreditei quando me falaram que países árabes queriam um filme com uma história com temática homossexual", disse Paula Barreto. "Estará em cartaz em cinco cidades americanas em novembro. Todas as audiências dessas sessões contam para prêmios e o filme tem uma grande chance de concorrer ao Oscar. Ele estreia em novembro para estar apto para concorrer a esses prêmios de melhores atrizes com a Miranda Otto e a Glória Pires", completou a produtora.
Miranda Otto, que vive Elizabeth Bishop, também comemorou ter sido chamada para o papel. "Me sinto sortuda por ser convidada para vir ao Rio e fazer o filme. Quando recebi o convite por e-mail, mal pude acreditar. Fiquei maravilhada com a beleza natural, a gentileza do povo brasileiro e toda beleza que encontrei aqui durante o período da filmagem", disse a atriz australiana, que tem entre seus principais trabalhos o filme O Senhor dos Aneis.

Miranda lamentou não ter aprendido muito a língua portuguesa, mas disse que, por sorte, ela não era o forte de seu personagem. "Aprendi a falar ‘thank you’ (‘obrigada’) e pedir três copos de cachaça, o que é útil. Viver uma pessoa real me exige mais responsabilidade, preciso ter mais respeito. Cheguei uma semana antes das filmagens, tive que me preparar muito. Fiquei feliz, porque ela não falava bem português".

Glória Pires também falou sobre a dificuldade em fazer um filme quase que completamente em inglês. "Foi bastante complicado. As cenas de emoção me preocuparam. Na hora da emoção, você vai para o seu cantinho, para o seu conforto", disse. "Sempre achei a Glória um monstro. Uma das maiores atrizes que eu conheço. Sabia que era um monstro em português, mas é um monstro em inglês também. Penelope Cruz e Antonio Banderas não vingaram nisso e moram nos Estados Unidos. Fiquei de boca aberta. Não sei o segredo, viu. Fazer isso em uma língua que não é a sua, é genial", elogiou Barreto. 


Fonte: Terra

Insulto homofóbico por jogadores poderá levar a demissão imediata

Todos os jogadores das ligas de Futebol e Premier dos 92 clubes britânicos receberão orientação sobre
linguagens racista e homofóbica no trabalho. A medida foi determinada pela Associação de Futebolistas Profissionais (PFA, na sigla em inglês).
Chamado de “O Programa do Jogador Sênior pela Diversidade e Igualdade”, ele obrigará todos os atletas a assistirem uma palestra que mostrará que são inaceitáveis esse tipo de linguagem, não só no campo, como no vestiário. O programa também quer incentivar jogadores a denunciarem incidentes – como vítimas ou testemunhas de abuso.

Os atletas também serão avisados de que novos contratos terão cláusulas relativas a condutas discriminatórias consideradas como ofensa grave e que poderão levar a demissão imediata por um clube.

Fonte: Parou Tudo

Comercial LGBT: Björn Borg underwear


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Com vista para o mar em Fortaleza, Larissa e Lili se casam de branco

Larissa e Lili se casaram na noite do último sábado, em Fortaleza. Ambas com vestidos brancos e cada uma com um buquê de flores (vermelha e amarela) nas mãos, as duas comemoraram a união em um festão com vista para a praia do Porto das Dunas, na capital do Ceará. Recém-aposentada, a campeã mundial de vôlei de praia ao lado de Juliana e a atual parceira de Bárbara Seixas, bronze no Mundial da Polônia, estão juntas há cerca de dois anos.
Bastante animada, a despedida de solteiro aconteceu na sexta-feira e teve direito até a um show de humor com a drag queen Scarllet Anima, A Dama do Humor. De vestido longo, salto alto, peruca loira e lentes azuis, Scarllet comandou as brincadeiras com os convidados do casal.



Com mensagens de amor nas redes sociais, Larissa e Lili postaram fotos da cerimônia no Facebook: "Te amo!", "Só tenho olhos pra vc!!!". A cerimonialista do casamento, Dani Duarte, divulgou fotos da decoração e do visual que os amigos e familiares das jogadoras desfrutaram em Fortaleza.
- É com muuuita alegria, satisfação e realização profissional que venho comunicar aos meus amigos e parceiros do face, que tive a honra de ser escolhida para ser CERIMONIALISTA DO CASAMENTO DA CAMPEÃ MUNDIAL DE VOLEI LARISSA FRANÇA, que foi realizado ontem em um cenário de cerimônia belíssimo, onde eu e minha equipe desempenhamos um trabalho perfeito e inesquecível também para nós... - escreveu Dani Duarte em sua conta no Facebook.

A festa de noivado de Larissa e Lili contou com a animação da drag queen Scarllet Anima, A Dama do Humor. E clima de muita festa, a drag desejou felicidades às amigas, mas não conseguiu comparecer ao casamento.

Fonte: Globoesporte.com