sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Illinois se torna o 16º Estado dos EUA a legalizar casamento gay


Uma semana depois do Senado do Havaí aprovar a união homo, os LGBT norte-americanos podem voltar a comemorar: Illinois se tornou o 16º Estado dos Estados Unidos a aprovar o casamento gay, na quarta-feira, 20.
“O que celebramos hoje é o triunfo da democracia, o triunfo da liberdade”, disse o governador Pat Quinn, antes de assinar a lei.
“Parte do nosso trabalho inacabado é ajudar o resto dos Estados Unidos a conseguir a igualdade dos casamentos”, disse Quinn, na cerimônia que reuniu 3 mil pessoas.
“O que celebramos hoje é o triunfo da democracia, o triunfo da liberdade”, disse o governador Pat Quinn, prestes a assinar a nova lei em uma mesa usada pelo ex-presidente Abraham Lincoln.
Os outros 14 Estados que permitem a união homo são Massachusetts, Califórnia, Connecticut, Iowa, Vermont, New Hampshire, Nova York, Maine, Maryland, Washington, Delaware, Rhode Island, Minnesota e Nova Jersey, além do Distrito de Columbia.

 Fonte: Parou Tudo

 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Leandra Leal diz que sofreu preconceito para filmar travestis

 
Prestes a assinar seu primeiro longa, a atriz Leandra Leal disse que sofreu preconceito velado na captação de verbas de “Divinas Divas”, documentário sobre oito travestis veteranas do Rio de Janeiro.
 “Tive justificativas bem escorregadias. Eu tive perto de vários ‘sim’ que se converteram em ‘não’. Sempre bem escorregadios. E eu fui identificando um preconceito bem velado, porque esse filme trata de dois tabus, que infelizmente ainda são tabus no Brasil, que é a questão de gênero e a questão da idade, e as marcas não querem se associar a isso”, contou Leandra ao portal “UOL”.
 A diretora iniciou um sistema de “crowd funding” para conseguir o restante do dinheiro – R$ 100 mil – que faltam para finalizar o longa.
 Os interessados podem doar de R$ 20 a R$ 5.000 e poderão assistir ao espetáculo de dez anos, de mesmo nome do filme, que será reencenado pelas travestis em dezembro, e até fazer figuração nas filmagens.
 O projeto do filme nasceu há três anos e retratará a vida de Rogéria, Jane Di Castro, Waléria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios, travestis pioneiras que se apresentavam nos palcos cariocas nos anos 1960.
 “Eu sou muito apaixonada por elas e achei que seria muito fácil de viabilizar esse projeto. Eu nem gosto de ficar me prendendo na questão do gênero, porque elas são muito talentosas e a história de vida delas é incrível. Elas não se vitimizam, apesar de todas as dificuldades que passaram na vida”, revelou Leandra à publicação.

 Fonte: Parou Tudo

 

Sinto a tua falta...


CMDH aprova dois projetos contra gays e veta um a favor


A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CMDH) da Câmara fez, nesta quarta-feira, 20, o que
ela mais gosta de fazer desde que foi tomada por evangélicos sob a presidência do pastor Marco Feliciano (PSC-SP): perseguir homossexuais.
Sob o comando do homofóbico Feliciano e em menos de 30 minutos, a comissão aprovou a convocação de plebiscito para consultar a população sobre o casamento gay e a suspensão da resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que permite a união homo no país desde maio de 2013.
Para fechar com chave de ouro, a mesma comissão rejeitou um projeto de lei que pretende consolidar a oferta de benefícios previdenciários para o parceiro do mesmo sexo.
A ideia do plebiscito ainda precisa passar por mais duas comissões, depois ir ao plenário da Câmara e para o Senado. Já a suspensão da decisão do CNJ vai para mais uma comissão e também, plenário e Senado depois.
“Não há como fazer o necessário debate sobre o tema no Parlamento, hoje tomado pela radicalização das posições. A falta de uma norma sobre a questão gerou uma lacuna que tem levado o tema ao Poder Judiciário que, por sua vez, toma decisões que não passam por uma discussão mais ampla da sociedade”, diz o deputado Marcos Rogério (PDT-RO), evangélico, em seu relatório aprovado.

Parou Tudo

The Walking Dead coloca personagem lésbica no enredo

O seriado The Walking Dead está exibindo no Brasil a sua terceira temporada. Enquanto isto, nos
Estados Unidos, eles estão passando a quarta e com uma grande surpresa: vai ter uma personagem lésbica.

Entre os episódios 12 e 16, a aspirante a policial Tara (Alanna Masterson) deixará a cidade e o governador em busca de sobrevivência, já que a cidade não ficará muito segura. Em seu apartamento, na cidade construída por muros e que já foi pacata, que mora com sua irmã, sobrinha e pai doente e falará para a sua irmã que não gosta de pintos (assim, bem na lata!).

Ainda não se sabe o que sucederá de Tara e se ela realmente deixará a cidade, porém há uma movimentação pelas redes sociais para que a personagem não seja morta nesta temporada e continue na seguinte. Será?! Vamos torcer!


Fonte: Mix Brasil

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Não foi de amor que morreu rapaz que fez pacto de suicídio com namorado

O texto abaixo é da colunista do DC e professora da Unisul, Viviane Bevilacqua, ela fala sobre a tragédia que aconteceu na última segunda-feira na cidade de Sombrio, município localizado no sul do estado de Santa Catarina. Vale a pena ler e refletir. Compartilhei no face, no twitter e também aqui no blog, pois acho que o assunto tem que ser discutido de forma ampla.
Boa leitura.
Angie...


Não foi de amor que morreu rapaz que fez pacto de suicídio com namorado

Ouvi pessoas comentando hoje que o adolescente de 16 anos que fez um pacto de suicídio com o

A causa da morte foi muito menos glamourosa (sim, porque morrer de amor tem um toque de história shakespeariana, que encanta e seduz os apaixonados) e muito mais preocupante: o jovem morreu vítima do preconceito.

Lidar com este sentimento de exclusão e de não-aceitação é difícil em qualquer idade. O que dizer, então, quando a pessoa se sente só e desamparada em plena adolescência, uma fase da vida tão conturbada e cheia de incertezas, quando nossa personalidade ainda está em formação?

Não estou dizendo aqui que os pais precisam ficar felizes e aplaudir seu filho, quando descobrem que ele ou ela é homossexual, ou está tendo uma experiência com outro jovem do mesmo sexo. Entendo que pode ser muito frustrante ter de lidar com esta situação, pois os pais sempre sonham com um futuro diferente para seus filhos. Mas a vida é assim, feita de expectativas, sonhos e frustrações, e é preciso aprender a lidar com elas da melhor forma possível.

Não precisa demonstrar satisfação com a homossexualidade do filho, se ela não for genuína. Basta respeitá-lo, abrir-se para o diálogo, tentar entender o que está acontecendo, olhá-lo nos olhos e enxergar nele o seu menino (ou menina), aquele mesmo que você amou tanto desde o dia em que soube que seria mãe ou pai. Mas para isso é preciso, primeiro, despir-se dos preconceitos, que muitas vezes estão tão arraigados que nem nos damos mais conta de que eles existem.
namorado da mesma idade havia "morrido de amor". Não, não foi. Não existe nada de romântico nesta trágica história embora ela envolva um casal de namorados. No caso, um casal gay.
Tratar mal o filho pelo fato dele ser gay ou tentar proibi-lo de seguir sua vida e sua sexualidade nunca acaba bem. Quantos casos de suicídio como o deste menino de Sombrio acontecem por aí, sem que nem tomemos conhecimento? Li há pouco em um blog, enquanto procurava mais informações sobre este tema, que a possibilidade de tentar terminar com a própria vida é 13 vezes maior entre os homossexuais do que para o restante da população da mesma idade e condição social. Em 2009, 906 garotos preferiram morrer a continuar sofrendo humilhação e preconceito. Outras 150 garotas escolheram terminar com a própria vida porque não tiveram coragem de lutar pelo direito de amar quem elas quisessem. Foram 1.056 ao todo.
A vida da família ficou melhor sem eles por perto? Duvido muito.

Fonte: DC
Texto: Viviane Bevilacqua

Mato Grosso recebe Parada Gay no próximo sábado

No próximo sábado, dia 23 de novembro, a partir das 14h, na Praça Ipiranga (centro de Cuiabá) será
realizada a Parada Gay 2013 de Mato Grosso, com o tema “Estado Laico: sua religião não é a nossa lei”. O tema que mistura religião e política tem como objetivo discutir o respeito do direito de livre escolha e a diversidade sexual.

“O assunto vem à tona justamente nas discussões da bancada evangélica. O que queremos é que os preceitos deles não sejam considerados como lei de todos. Por isso, queremos enfatizar essa questão do Estado laico”, afirma um dos membros da comissão organizadora da Parada, Menotti Griggi.

Os participantes da Parada Gay 2013 de Mato Grosso deverão sair da Praça Ipiranga com destino à Avenida Prainha, depois subirão a Avenida Getúlio Vargas. O encerramento da caminhada será na Praça Santos Dumont. Os organizadores do evento esperam reunir de 20 a 30 mil pessoas pelas ruas da capital mato-grossense.


 
Fonte: Mix Brasil

Orlando Cruz: Primeiro boxeador assumidamente gay se casa em Nova York

 
Primeiro boxeador a se declarar abertamente homossexual, o porto-riquenho Orlando Cruz se casou na última semana com o seu namorado José Manuel Colón. A cerimônia aconteceu no Central Park, em Nova York, nos Estados Unidos.
Apelidado como "O Fenômeno Cruz" oficializou a união três meses após pedir o namorado em casamento por meio de sua conta oficial no Facebook.

"Dando graças a Deus por mais um dia de vida e com o meu marido José Manuel nele", postou o pugilista na rede social.
Em outubro, Cruz perdeu o cinturão dos peso-pena pela Organização Mundial de Boxe (OMB). Ele foi nocauteado no sétimo round da disputa pelo mexicano Orlando Salido. Ao longo do combate, o porto-riquenho teve que suportar gritos homofóbicos do público presente.
 
Orlando Cruz assumiu ser homossexual em 2012 e desde então tem convivido com o preconceito. Na luta contra Salido, Cruz entrou no ringue roupão com as cores da bandeira de Porto Rico trocadas pelos tons do arco-íris em homenagem ao movimento gay.

 

Fonte: UOL Esporte

Promotor de Lady Gaga é multado por fazer “propaganda gay” na Rússia

Uma corte russa multou o promotor de um show de Lady Gaga realizado em dezembro por fazer “propaganda de consumo alcoólico e homossexualidade”, de acordo com o site da revista The Hollywood Reporter. Mais especificamente, um juiz de São Petersburgo disse que a apresentação de Gaga violou um código administrativo que prevê que "as crianças sejam protegidas de informações que poderiam prejudicar a saúde e o desenvolvimento delas”. Apesar de a multa ser relativamente pequena – 2 mil rublos (aproximadamente R$ 1.392) – a decisão permite que o reclamante leve o promotor a uma corte criminal.

A parte queixosa foi uma mãe chamada Nadezhda Petrova, que alegou que a filha dela de 13 anos teria presenciado simulação de sexo entre duas mulheres e foi encorajada a beber álcool. Agora que Petrova venceu sua reclamação, ela pode pedir milhões de rublos pelo “trauma psicológico” que sua filha sofreu no show. Através de uma postagem do jornal online russo Gazeta.ru, o The Hollywood Repórter ligou Petrova a uma organização conservadora chamada União Trabalhista de Cidadãos Russos.
Yevgeny Filkenstein, diretor geral da promotora do show, a Planeta Plus, teria dito: “Nós não concordamos com o veredicto porque ninguém nos ouviu. Por causa destas leis contra propaganda gay adotadas aqui, por causa desses truques publicitários baratos, todos os espectadores sofrem. Recentemente, Peter Gabriel, que nunca se apresentou na Rússia, se recusou a vir por causa da lei e porque ele apoiava o grupo Pussy Riot”.

Neste ano, o governo russo acusou Gaga de violar seu visto ao se apresentar no país, alegando que ela havia apenas obtido o visto de intercâmbio cultural, que não dava a ela permissão para trabalhar. A reclamação teria sido feita pelo mesmo legislador de São Petersburgo que escreveu as leis anti-gay.
A cantora de Artpop respondeu com um post no Facebook em apoio à comunidade gay russa que pede revolução. “Enviando coragem aos LGBTs na Rússia”, ela escreveu. “O aumento do abuso governamental é arcaico. Espirrar spray de pimenta em adolescentes? Agressões? Mãe Rússia? O governo russo é criminoso. A opressão vai ser respondida com revolução. LGBTs russos, vocês não estão sozinhos. Nós vamos lutar pela liberdade de vocês. Por que não me prendeu quando teve a chance, Rússia? Por que você não queria ter que responder ao mundo?”
Madonna passou por problemas parecidos no ano passado. Em uma apresentação em São Petersburgo, em agosto, durante sua turnê MDNA, ela distribuiu pulseiras cor de rosa e apoiou os gays da cidade. “Nós queremos lutar pelo direito a liberdade”, ela disse. Uma semana depois, um grupo de ativistas entrou com um processo de US$ 10,5 milhões contra a cantora. “Exigimos que ela pague pelo dano moral que os residentes de São Petersburgo sofreram como resultado das ações dela durante o show do dia 9 de agosto”, uma porta-voz da União de Cidadãos Russos disse na época. “Nós temos que defender nosso direito de uma vida cultural normal sem a propaganda de valores e pontos de vista que contradizem a cultura Russa.”

Fonte: Parou Tudo

Alunos acusam professor de homofobia, machismo e racismo




Alunos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e participantes do grupo Levante Popular da Juventude usaram latas e panelas para protestar contra a conduta do professor Paulo Ghiraldelli, durante a abertura do I Semana Acadêmica de Filosofia da instituição, na última segunda-feira, 18. Segundo os alunos, Paulo utiliza em sala de aula palavras e discurso ofensivo contra mulheres, negros e gays. 
Durante o ato, outros estudantes que participavam do debate pediram que os manifestantes se retirassem. O professor Paulo chegou a bater boca com os estudantes, que gritavam palavras de ordem como “professor abusa, discrimina e dá risada e a universidade fica calada”. Em contrapartida, Paulo puxou novo coro, com gritos de “é mentira! é mentira!”.
Na página do Levante Popular da Juventude no Facebook, um post com o vídeo da manifestação dividiu os estudantes. Alguns defendem o professor e lembram que ele já escreveu textos sobre minorias. Outros reafirmam as acusações. Uma estudante postou um texto publicado por Paulo no mesmo dia da ação, cujo título é “Diante da mulher nua, pergunto se é Friboi (marca de carne bovina)?”, com o comentário “esse é um dos motivos”.

Em seu site pessoal, Paulo Ghiraldelli, conhecido filósofo brasileiro, se defendeu das acusações. Segundo ele, embora seu trabalho acadêmico não trate especificamente de minorias, “eles são uma clara reflexão filosófica simpática aos movimentos sociais de minorias”.

 No mesmo texto, Paulo também falou sobre a postura dos manifestantes. “A universidade é lugar da conversação. A conversação pode até ser ríspida, mas não pode ser a não-conversação, a violência. O ato dos bandidinhos fantasiados de alunos foi de violência”. Ele fez um registro de ocorrência na 48ª DP (Seropédica).
Em nota, a Rural informou que há uma investigação interna para apurar as queixas dos alunos em relação ao comportamento do professor.
 

Confira a nota da Rural na íntegra:

 “A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) informa que existe uma sindicância envolvendo o professor Paulo Ghiraldelli Jr. Trata-se de uma investigação interna do Instituto de Educação (IE), com o objetivo de averiguar queixas de alunos em relação ao comportamento do referido docente.
A Universidade informa, ainda, que quaisquer acusações formalizadas serão objeto de averiguação, seguindo prazos e normas da legislação referente ao serviço público federal.”
A professora Flávia Braga Vieira, do curso de Ciências Sociais, afirma que já ouviu diversas reclamações alunas contra o professor. Na sua opinião, a manifestação foi legítima e não violenta.
- Há muito tempo a gente ouve muitos alunos, principalmente as alunas, reclamando do Paulo. Que ele é muito agressivo com as meninas, com comentários ofensivos, e muitas se sentem desconfortáveis. Muitas vezes, não é uma agressão direta e como não há queixa formal individual ou coletiva, ficamos de mãos atadas. Não achei o ato autoritário ou violento, era um seminário aberto onde os alunos aproveitaram o espaço público para falar que não concordam com aquele professor e exigem uma posição da universidade.

Nestes casos, a professora sugere que os alunos se reúnam e apresentem uma queixa coletiva contra contra qualquer professor que tenha comportamento inadequado.

 Fonte: Extra