Muitos noivos gays, muitas noivas lésbicas e apenas um casal hetero. Foi assim o casamento coletivo que reuniu 13 casais no auditório da sede da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amazonas (OAB/AM), na terça-feira (16). O iGay quer dar os parabéns aos 12 casais homoafetivos e também ao heterossexual, por ter se casado e também por ter feito parte da celebração onde era a minoria.
"Informamos que seria um casamento coletivo
homoafetivo. Ao serem perguntados se ainda queriam participar, eles responderam:
'Vamos, mas será que eles (os homoafetivos) vão querer casar com a gente?'.
Isso prova que, muitas vezes, a gente enxerga preconceito onde não tem",
disse Alexandra Zangerolame, presidente da Comissão de Direitos Humanos da
OAB/AM, órgão que promoveu a iniciativa, a quarta deste tipo no Brasil.
Ponto para Manaus, que realizou o evento festivo sem nenhum
tumulto, diferente do casamento coletivo realizado no Rio Grande do Sul no
sábado (13), onde apenas um dos casais era gay e foi motivo suficiente para um
incêndio criminoso ser provocado no local da cerimônia.
A defesa do direito à felicidade fez parte do discuros do
juiz Luiz Carlos Chaves, da 4ª Vara Civil de Família e Sucessões, que realizou
ano passado o primeiro casamento homoafetivo do Estado. Ele reprovou
publicamente a conduta dos juízes de paz que se recusam a realizar casamento
homoafetivos. “Não podemos ter membros do Judiciário impondo as suas crenças e
tolhendo pessoas de seus direitos civis. Trabalhamos para que, mais para
frente, essa prática não seja mais notícia, e sim que esteja arraigadA no
cotidiano das pessoas.” 
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