segunda-feira, 8 de abril de 2013

Primeiro casamento gay do Piauí


Não digo que as coisas estão mudando? O Piauí é o sexto estado brasileiro a realizar união civil entre homossexuais.
Quatro casais de lésbicas oficializaram a relação durante o primeiro casamento civil entre homossexuais no Piauí. A cerimônia foi realizada na última sexta-feira (5) na capela do Tribunal de Justiça pela juíza Zilnéia Barbosa. A pedagoga Rosângela Alencar e a funcionária pública Lourdes Oliveira moram juntas há cinco anos, mas só conseguiram oficializar a união nesta sexta-feira. Lourdes foi casada durante 14 anos e tem três filhos de 19, 16 e 14 anos. Ela contou que após separar do marido resolveu morar com Rosângela.
O filho mais velho de Lourdes acompanhou a cerimônia. Karl Marx, 19 anos, conseguiu compreender que a mãe não era feliz no casamento, mas confessou que no início foi difícil entender a relação entre duas mulheres. “A gente costuma aceitar e achar bonito quando acontece em outra família, mas quando a situação é dentro da sua casa, não é tão fácil assim. Hoje eu sei que a minha mãe está mais feliz assim. Compreendi que ela queria mudar de vida”, disse Karl. “Hoje é um dia de muita comemoração. Estou muito feliz e sei que aquele receio que tinha da sociedade agora não existe mais. A partir de hoje tudo será diferente”, disse Lourdes.
Morando há oito anos juntas, a psicóloga Alessandra Oliveira e Virgínia Lemos, que é professora, também comemoraram a oficialização do relacionamento. Elas não comentaram muito sobre a vida íntima, mas sabem que agora tudo será diferente. O casal agora pensa em aumentar a família. “Estamos felizes. Sabemos que agora tudo será diferente. Demorou bastante para justiça reconhecer o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.”, disse Virginia. “Era um sonho antigo e que agora se torna realidade”, completou Alessandra Oliveira.
Para Marinalva Santana, diretora do Grupo Matizes, que luta pelos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) no estado, a cerimônia de casamento civil homoafetivo é um grande avanço. “É uma solenidade histórica, um divisor de águas para os nossos direitos”, ressalta. O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em outubro de 2011. De acordo com Marinalva Santana, depois da regulamentação todos os pedidos que chegam aos cartórios piauienses deixam de depender do entendimento individual de cada juiz e passam a obedecer aos critérios estabelecidos pelo Provimento nº 24/2012.
“A partir de agora o véu da censura cai por terra. A união entre homossexuais no Piauí é reconhecida. Estamos cumprindo a lei e nos próximos casamentos comunitários não haverá cerimônias separadas como esta de hoje”, disse a juíza Zilnéia Barbosa.

Crescimento

Desde janeiro de 2012, quando a Justiça de Alagoas publicou um provimento que obrigava os cartórios a realizarem casamentos entre homossexuais, outros nove Estados garantiram que gays podem se casar nos cartórios, como qualquer outro casal, garantindo, ainda, os mesmo direitos e deveres (adoção, partilha de bens e troca de sobrenomes, entre tantos outros).
Os Estados são: Bahia, Sergipe, Espírito Santo, São Paulo, Piauí, Ceará, Mato Grosso do Sul e Paraná, além do Distrito Federal. Em pouco mais de um ano, foram nove decisões, as três últimas (Ceará e Mato Grosso do Sul) aconteceram no mês de março e Paraná no início do mês de abril.
De acordo com dados do IBGE de 2010. Estes nove Estados (+ o DF) possuem, juntos, 90 milhões de habitantes, cerca de 40% da população nacional, ou seja, dá pra afirmar que o casamento gay está garantido para quase metade da população brasileira. A OAB Diversidade, braço da Ordem que acompanha as jurisprudências e decisões do tipo, diz que as Justiça de Minas Gerais está próxima a aprovar o casamento gay. No Rio Grande do Sul, a maioria dos cartórios já os realiza, mas ainda não há normatização.


Fonte: G1

Vamos começar bem o dia kkk

Olá meninas queridas, bom dia!
Que maravilha de dia por sinal, segunda-feira que começou com carinha chuvosa aqui na minha terrinha, agora tem a presença do astro maior, o sol está lindo lá fora kkkk
E para começarmos bem essa manhã aí vai uma musiquinha para animar...
Antiga eu sei, mas acredito que oportuna no momento kkk..
Beijos
Angie...


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Apoiado!


Após a declaração de Daniela Mercury de que estaria casada com uma mulher, várias artistas falaram sobre o assunto.
Sabrina Sato é uma delas.
Cheia de fãs homossexuais, Sato fez questão de afirmar que defende o casamento gay. "Eu sou a favor", contou ao Famosidades.
A japa aproveitou para comentar a revelação feita por Daniela Mercury acerca de seu relacionamento com a jornalista Malu, na última quarta-feira (3).
"Eu amei, palmas para ela. Eu achei muito bacana, principalmente neste momento. Foi uma atitude muito legal", disse a artista, que entrevistou o Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano, assumidamente contra a união entre pessoas do mesmo sexo.
E completou: "Ela foi corajosa de assumir o que está sentindo, e fazendo isso ela só está fazendo o bem a todo mundo". 
Outra que também apoio Daniela foi Alinne Rosa. Ela já sentiu na pele o que é ser alvo de preconceito. Em 2009, em cima de um trio, ela deu um selinho em Daniela Mercury e passou muito tempo respondendo sobre o que significava aquilo. Mesmo assim, a cantora não voltou atrás sobre sua postura em fazer o que quer e o que acha certo e, ontem quinta-feira, 4, relembrou a cena postando a imagem em seu “Instagram”. Na legenda, ela aproveitou para protestar contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano. “Mais felicidade, menos Feliciano“, escreveu.
“Acho que ela foi bem corajosa. Em um mundo cheio de declarações homofóbicas, ela foi mais que certa. As pessoas têm que ser felizes, não tem que se esconder, nem fazer nada pensando nos outros, não. Sou uma pessoa muito coração. O que estou a fim de fazer, eu faço. Sei que muitas pessoas, mesmo em pleno século XXI, ainda são preconceituosas, mas quem pensa assim é que é ultrapassado”, disse ela acreditando ainda que a carreira de Daniela não deve sofrer nenhum revés por conta da declaração.

Fonte: Ego

Thammy Miranda de novo visual...


Tudo bem que por enquanto são apenas os olhos, mas o novo visual de Tammy Miranda que estará participando da novela Salve Jorge promete, pelo menos é o que dizem por aí...
A atriz e amiga Giovanna Antonelli postou ontem, quinta-feira (4) uma foto de Thammy com os olhos maquiados. "Vem aí... #salvejorge!!! Aguardem", escreveu a atriz ao divulgar a imagem.
Nos próximos capítulos da trama das 21h, Thammy vai se passar por uma jovem traficada.
Mas Giovanna preferiu fazer mistério. Na foto, aparecem apenas os olhos da colega de elenco.
Na trama de Gloria Perez, a filha da cantora Gretchen que vive a policial Jô irá se infiltrar na máfia comandada por Lívia (Cláudia Raia). Para isso, irá incorporar o visual feminino deixando as roupas mais largas de lado.
Em recente entrevista ao EGO, Gretchen rendeu elogios ao novo look da filha. “Um escândalo de linda”. Então é isso, o jeito é esperar para ver o resultado!

Fonte: Jornal do Brasil

Aprendi...



Que o coração não para de bater por mais ferido e desritimado que esteja;
Que os pensamentos não param de se formar por mais que a cabeça pareça explodir; 
Que o tempo não para enquanto vivo coisas boas, mas que pode voar quando elas são ruins; 
Que boa parte do dia pode ser difícil, mas a madrugada, trás o sono e juntos amenizam tudo; Que as mesmas lágrimas que caem, mais cedo ou mais tarde secam; 
Que os mesmos lábios que murcham, uma hora voltam a sorrir; 
Que a mesma fé que se balança, inesperadamente pode se fortalecer; 
Que as mesmas dúvidas sem resposta, podem com o tempo responder; Que o vento trás a tristeza, mas ele mesmo a leva; 
Que “amores vem e vão, mas que os verdadeiros amigos ficam”; Que literalmente “vão-se os anéis e ficam-se os dedos”;

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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Para descontrair...


Pra que lado fica o inferno??

São Pedro, na triagem celeste, perguntou ao americano:

- O que é mole, mas na mão das mulheres fica duro?
O americano pensou e disse:
- Esmalte.
- Muito bem, pode entrar – disse São Pedro.

Perguntou ao italiano:
- Onde as mulheres têm o cabelo mais enrolado?
O italiano respondeu:
- Na África.
- Certo. Pode entrar.

Para o alemão:
- O que as mulheres têm, com 6 letras, começa por B, termina com A, e não sai da cabeça dos homens?
O alemão respondeu:
- A Beleza.
- Certo. Pode entrar.

Para o francês:
- O que as mulheres têm no meio das pernas?
O francês respondeu:
- O Joelho..
- Muito Bem. Pode entrar também.

E perguntou ao inglês:
- O que é que a mulher casada tem mais larga que a solteira?
O inglês respondeu:
- A cama.
- Ótimo. Pode entrar.

E ao espanhol:
- O que é redondo, tem duas letras, um furo no meio, começa com C, quem dá fica feliz, e quem ganha fica mai feliz ainda?
O espanhol respondeu:
- CD.
- Certo! Entre também.

O brasileiro virou-se e foi saindo de fininho… São Pedro o chamou:
- Você não vai querer responder a sua pergunta?
O brasileiro respondeu:
- Sem chance! Errei todas… Para que lado fica o inferno???


kkkkk....

Bom dia...

Olá meninas, bom dia...
Que essa quinta-feira seja repleta de bons momentos...
Grande beijo...
Angie...


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Eita que tá dando o que falar




Bombando nas redes sociais a notícia de que Daniela Mercury está casada com a jornalista baiana Malu Verçosa.
De acordo com informações a própria cantora usou seu Instagram para assumir a relação com a jornalista. Daniela publicou uma série de fotos em que exibe alianças do compromisso, além de uma declaração.
"Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar", escreveu.
A cantora, que também é embaixadora do Unicef, tem mais de 30 mil seguidores no Instagram e 338 fotos publicadas. A fotografia de Daniela com Malu já recebeu mais de 440 comentários, boa parte elogiando a atitude desejando felicidades ao casal.
A assessoria de imprensa da artista foi procurada, mas a mesma afirmou que a conta na rede social é de uso pessoal de Daniela e que não irá comentar o assunto até falar com a cantora. A cantora baiana está em Portugal onde faz show esta semana em Lisboa na próxima sexta-feira, 5, e em Porto no sábado, dia 6.
Agora é esperar para ver no que vai rolar essa declaração e as fotos publicadas. No face, acompanhando os comentários percebi que a maioria parabeniza, mas claro que sempre tem aqueles que dizem que isso é uma vergonha...
Bem, eu claro, fico muito feliz e espero que seja verdade e que ambas sejam muito felizes...


Ameaçada de morte, Maria Berenice Dias já celebrou 200 uniões gays

Algumas pessoas fazem a diferença na nossa sociedade e uma delas é Maria Berenice Dias, em especial quando o assunto é homofobia e para mostrar a luta da advogada pela criminalização da homofobia e pela
aprovação do Estatuto da Diversidade Sexual, eu trago hoje, uma entrevista muito interessante concedida ao iGay. Maria Berenice começou a advogar aos 24 anos. Pioneira, ela foi a primeira mulher a se tornar desembargadora no Rio Grande do Sul e reconheceu há 12 anos a primeira união civil gay no Brasil.


“Entrei para causa gay brigando pelas mulheres”

Ocupando o posto de desembargadora no Rio Grande do Sul e enfrentando pesada resistência no meio jurídico, Maria Berenice Dias reconheceu há 12 anos a primeira união civil gay no Brasil. O gesto pioneiro rendeu aplausos, mas também ameaças de morte. As possíveis represálias não impediram que ela legitimasse com sua assinatura mais 200 relações homoafetivas. "As pessoas odeiam os homossexuais porque eles constroem as relações baseados no afeto e no prazer ".

Hoje, Maria Berenice, aos 65 anos, não ocupa mais o posto de desembargadora, mas se mantém firme na primeira fila do front de defesa dos direitos da comunidade LGBT, agora como advogada especializada na área. Sua maior briga atual é por uma legislação que condene os crimes de ódio contra os gays, criminalizando a homofobia.
Mas ela tem consciência que esse objetivo não será alcançado facilmente. “Não se pode condenar aquilo que não é definido como crime. Existem pessoas que querem continuar com o direito de dizerem o que dizem e saírem impunes”, observa Maria Berenice.
Além de advogar na causa LGBT, Maria Berenice também celebra uniões gays como juiz de paz. Aliás, de casamento ela entende por experiência própria. Mãe de três filhos, ela foi casada cinco vezes, sempre com homens, apesar das insinuações de que atuaria em causa própria nos tribunais. “Ninguém acredita que eu não sou lésbica”, brinca ela, se divertindo com as provocações alheias.
Na entrevista que concedeu ao iGay, Maria Berenice falou dos preconceitos que os gays sofrem não só na sociedade, mas dentro de casa. Ela contou ainda que a causa tem atrapalhado sua vida amorosa. 
Confira. 

iG: A senhora já comprou algumas brigas com a Justiça. A primeira como mulher. Depois, pela causa gay. Qual foi a mais difícil?
Maria Berenice Dias: A causa gay é a mais difícil de avançar. As mulheres são alvo da discriminação. Os homossexuais do ódio. O estado renega, as religiões renegam, a sociedade renega. As pessoas odeiam os homossexuais porque eles constroem as relações baseados no afeto e no prazer. As famílias rejeitam porque o ideal de felicidade, nos filmes e novelas, preconiza que o certo é casar e ter filhos. Quando você foge deste caminho, a mensagem que fica é que é impossível ser feliz. E a fuga não só compromete a felicidade própria como também a felicidade dos pais, porque rompe com o conceito de procriação e fere a vontade de ser perpétuo. Você só existe enquanto é lembrado e se o meu filho não tiver filho ele me condena ao esquecimento, põe fim à linhagem. Uma loucura que ainda resiste no cenário

iG: A senhora nasceu mulher, então, podemos dizer que a causa feminina foi “imposta” no nascimento. E a causa gay, como surgiu?
Maria Berenice: O fato de eu ter sido alvo de tanta discriminação me fez olhar para eles. Quando comecei no Direito, a lei tratava mal as mulheres. A justiça que eu havia aprendido na faculdade era muito diferente da prática. Peguei casos em que o homem pleiteava não pagar mais pensão alimentícia aos filhos porque a ex-mulher estava tomando pílula anticoncepcional. Eu mesma fui jogada para o movimento de mulheres porque era ridicularizada nos concursos por ser mulher, bonitinha. Até sobre a minha virgindade questionaram no início da minha carreira. Dentre todas as áreas jurídicas, a que mais maltratava o universo feminino era o direito de família. Então, foquei minha atuação aí. Pesquisando o direito de família, em nome das mulheres, fiquei completamente surpresa por não ter encontrado nenhuma decisão neste Brasil dizendo que homossexuais eram famílias e poderiam ter direitos reconhecidos. Entrei para causa gay brigando pelas mulheres.“

iG: Qual a maior dificuldade da causa gay?
Maria Berenice: Dos segmentos defendidos pelos direitos humanos, os homossexuais são os mais excluídos. Os negros são discriminados na rua, na escola, no trabalho. Mas quando chegam em casa têm apoio da mãe. E o gay? A família também, por vezes, é um espaço de rejeição. Por isso, precisamos de uma atenção maior, por uma razão de solidariedade. Apesar dos avanços, as pessoas acreditam que todos que levantam a bandeira gay fazem isso em causa própria

iG: Ou seja, as pessoas acham que a senhora é gay…
Maria Berenice: Só a metade acha. A outra tem certeza (risos). Dizem que eu só posso ser lésbica. Não teria o menor problema se eu fosse. Mas quando dizem que eu sou homossexual é para justificar que eu atuo em causa própria, o que não é verdade. Tem muita gente que considera improvável uma mulher, heterossexual, juíza e desembargadora querer dar voz aos homossexuais. Eu quero.

iG: Pela causa gay, a senhora diz ter abandonado o cargo de desembargadora. Não é contrassenso jurídico?
Maria Berenice: Eu queria julgar as ações e fazer surgir jurisprudência em favor das uniões estáveis entre os homossexuais. Estas uniões sempre existiram mas eram invisíveis no acesso ao direito, à herança, aos bens. A sociedade é normatizada pela justiça então estas famílias eram condenadas à invisibilidade. O problema é que, mesmo sabendo da existência destes núcleos familiares, os processos que pleiteavam uniões eram em número muito pequeno. Quando existiam, as partes eram mal instruídas. Os gays sequer procuravam advogados porque acreditavam que não tinham direitos. Eu percebi que para ajudar na causa, precisaria atuar antes. Então, deixei o cargo de desembargadora e há quatro anos abri o primeiro escritório do Brasil especializado em direito homoafetivo.

iG: Mas você não ficou trancada no escritório, não é mesmo?
Maria Berenice: Não, eu comecei a criar comissões junto a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para capacitar advogados do País todo. Viajei o Brasil fazendo isso, instruindo os colegas e, ao mesmo tempo, pedia que os profissionais me mandassem ações, que haviam resultado em vitória, em favor das uniões estáveis entre homossexuais.
A minha ideia era reunir o máximo de jurisprudência possível para levar um corpo sólido no Supremo Tribunal Federal (STF). O curioso é que quando o Supremo decidiu favoravelmente sobre união deles ( em 2011, o STF decidiu que união homoafetiva seja reconhecida como uma entidade familiar e, portanto, regida pelas mesmas regras que se aplicam à união estável dos casais heterossexuais ) eu já tinha 1046 ações isoladas que eram favoráveis aos gays.

iG: Além de orientar os casais homossexuais, a senhora também celebra casamentos como juíza de matrimônio. Por que celebrar?
Maria Berenice: Porque o casamento é recheado de simbolismo. No fundo, no fundo, é só um papel, mas os homossexuais não tinham espaço de solenizar essa união. Formalizar é ótimo, mas e a festa? Acho importante e não abro mão quando os noivos desejam. Por vezes, a celebração é no próprio escritório, mas em algumas ocasiões sou convidada para celebrar em clubes, no jardim das casas, onde for. Eu, ainda que seja um espaço sem pompa e circunstância, coloco uma toalha de renda branca na mesa, arranjo de flores, umas velinhas. Não vira um altar, mas fica bonito. Digo para os noivos trazerem testemunhas, amigos. Raros vêm sozinhos, mas só 10% dos casos estão presentes os pais dos dois lados. Coloco uma música, falo do significado da união, tudo que os noivos passaram até chegar lá. E aí os convido para lerem os votos e pergunto se estão certos da decisão para ter o momento do “sim”. Então peço o beijo amoroso, depois da troca de alianças. E sempre tenho champanhe para fazer o brinde. Tiro fotografia, registro tudo. Mando a certidão da união acompanhada do porta-retratos com a foto que tirei deles.“
Dos segmentos defendidos pelos direitos humanos, os homossexuais são os mais excluídos. Os negros são discriminados na rua, na escola, no trabalho. Mas quando chegam em casa têm apoio da mãe

iG: Nesta defesa do amor gay, já sofreu ameaças odiosas?
Maria Berenice: Recebo ameaças por e-mail sempre, mas por duas vezes já precisei acionar o serviço de inteligência do poder judiciário por precaução. Eram ameaças mais contundentes. No geral, dizem que vão me matar por estar acabando com as famílias.

iG: Definir a homofobia em crime é a sua causa agora?
Maria Berenice: Sim. O poder judiciário já fez o que podia fazer. Agora é com o legislador. Por isso, eu fiz o estatuto da Diversidade, com a proposta de emenda constitucional. Quero apresentar a lei por iniciativa popular. Mas o legislador é perverso porque não faz a lei e não quer que ninguém faça. Então são exigidas mais 1 milhão e 400 mil assinaturas populares para a emenda ser votada, número que muitos deputados não atingem para serem eleitos. Inspirada na Lei da Ficha Limpa, eu estou colhendo assinaturas por email, em uma petição pública . 

iG: A senhora já foi cinco vezes casada. É esperança ou desilusão no casamento?
Maria Berenice: Eu acredito que é importante ficar junto enquanto a felicidade dura Quando vejo que a coisa está desandando, pulo fora. Acho que por isso que nunca levei um pé na bunda. Quando eu comecei a defender a causa gay, estava casada com o meu quinto marido. E coincidiu de também começar a pensar em disputar uma vaga para ser ministra do Supremo.
O casamento já andava um pouco mal e este marido achava que eu ficaria com ele para mostrar para a sociedade que tinha uma estrutura familiar. Assim eu ficava mais credenciada para o STF. Aí o casamento perdeu, né? Separei. Desde então tive alguns namorados, mas nada que durasse.
Queria ser como a Susana Vieira (atriz). Acho divino sair com garotões. Mas não consigo, gosto dos mais velhos. E os mais velhos ainda são muito fechados para a causa gay. Está difícil

iG: E balada gay, a senhora gosta?
Maria Berenice: Adoro, vou com os meus três filhos (todos na faixa dos 30 anos). É mais divertido. Adorei a The Week no Rio de Janeiro e falei para os meus filhos: agora estou com um novo gosto estético: se o homem não for depilado, não quero (gargalhadas)

iG: Rick Martin saiu do armário e foi muito importante para a militância. Acha que a classe artística brasileira é muito bundona este movimento?
Maria Berenice: O problema não é ser bundão. O problema é saber que vão existir consequências. Dias desses, recebi um email de uma trans que queria muito, muito ser juíza. Ela perguntou: se eu assumir as características femininas, mesmo tendo identidade de homem, será que eu passo no concurso? E com uma dor incrível eu tive que dizer a verdade. Dizer que as chances dela de passar na avaliação diminuiriam. Me violenta dizer isso, mas eu preciso ser leal. Por isso, entendo os artistas que ficam dentro do armário. Com muita dor, eu entendo. No mundo ideal, todo mundo vai sair do armário. Mas ainda não posso exigir esta postura.
“A causa gay é a mais difícil de avançar. As mulheres são alvo da discriminação. Os homossexuais do ódio”.

Fonte: Fernanda Aranda, IG SP.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Olá meninas, bom dia!

Espero que a Páscoa tenha sido tão boa para vocês, como foi para mim.
Cheguei de viagem na tarde de ontem, 01 de abril, depois de passar dias maravilhosos ao lado da minha namorada em Teresina, cidade natal da Edi.
Durante os dias que fiquei fora, não pude acompanhar o blog, nem tão pouco fiz atualizações. No entanto, nessa semana as cosias voltarão ao normal e pretendo estar atualizando o blog com mais frequência. Desde já, eu agradeço as meninas que nos visitam e espero que voltem sempre!
Para iniciar bem a semana (ok ok eu sei que já é terça-feira kkk, mas...), segue abaixo um poema muito interessante da escritora gaúcha Martha Medeiros, poema esse que na maioria das vezes é atribuído a Pablo Neruba.

Beijos Angie...

A morte devagar

“Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito e do trabalho, repetindo todos os dias o mesmo trajeto, quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o “preto no branco” e os “pontos nos is” a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeções, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não tentando um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. 
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples ato de respirar. 
Estejamos vivos, então!” 

Martha Medeiros