quinta-feira, 6 de junho de 2013

Entrando no clima

O Ator Thiago Fragoso está em Amor à Vida como Niko, um gay casado com Eron, personagem de
Marcello Antony. E para encarnar o papel, ele viveu uma experiência nova - que deixaria muito marmanjo com medo! O ator encarou a depilação com cera quente, praticamente no corpo todo.
"Nunca tinha me depilado", diz o ator, que contou com a solidariedade da mulher, Mariana Vaz. "Ela me falou que eu ia sofrer muito. Quis saber o que eu ia depilar e eu respondi: 'tudo'. Ela perguntou: 'Peito?'. Eu falei: 'Peito, perna, braço, costas. Tudo.'", conta, corajoso.
"Ela olhou para mim e falou: 'coitado'", conta Thiago, rindo. "Fiquei duas horas naquela mesa, sofrendo, mas faço tudo pelo personagem", afirmou o ator.
Thiago está empenhado em conquistar o público. Revela estar preocupado com os detalhes e o tom certo para encarnar Niko. "Ele tem essa coisa de ser o único gay – gay da novela. Ele não é bissexual, ele é efetivamente gay. É o gay que se veste como gay, que usa base na unha", conta o ator. Tudo para fugir do caricato e fazer com que as pessoas se envolvam na história do personagem, como explica Fragoso: "O personagem precisa ter uma credibilidade, para que aconteça, para que as pessoas gostem e comprem a história."

Fonte: Globo

quarta-feira, 5 de junho de 2013

É chegada a hora


Dois encontros haviam acontecido. Nosso relacionamento se tornava mais e mais importante com o passar dos dias. Os contatos diários, as conversas por telefones, por sms, MSN e e-mails continuavam num ritmo alucinante.
Marcamos então um novo encontro e para mostrar a seriedade de nossas intenções, a Edi iria conhecer parte da família e também alguns amigos mais chegados.
O encontro seria no feriado de 12 de outubro e dessa vez ficaríamos na minha casa de praia. Demos então, início aos planos. A Edi se encarregou das passagens e juntas fizemos a programação.
Ela chegaria na madrugada do dia 11 para o dia 12, viríamos direto para a casa da praia. Na sexta-feira dia 12, dia da criança, seria dedicado a minha filha. Sábado almoçaríamos com um casal de amigos. No domingo subiríamos a Serra do Rio do Rastro e na segunda-feira estaríamos de volta a Florianópolis para que ela pegasse o vôo de volta para casa.
Conversei com a minha mãe sobre a chegada da Edi, tentei fazer com que o encontro entre as duas fosse o mais tranquilo possível. A minha mãe no princípio ficou bastante relutante, mas com o passar dos dias e com a data se aproximando ela começou a se acostumar com a ideia.
Eu estava bastante ansiosa como sempre, na verdade mais que o normal. Ela iria conhecer a minha família, era um passo muito importante. Eu a imaginava aqui em casa, junto da minha filha, com os meus pais e ao mesmo tempo ficava preocupada, e se algo desse errado?  E se meus pais agissem de maneira grosseira? E se a minha filha ficasse com ciúmes?
Eram muitos questionamentos, mas que somente seriam respondidos com a chegada dela.
Apesar de toda preocupação, a alegria de poder revê-la era muito maior.
Fiz uma faxina na casa da praia que estava há meses fechada, afinal é utilizada apenas durante o verão. Fiz compras para deixar a geladeira e o armário com mantimentos suficientes para os dias em que estaríamos ali.
E finalmente chegou a quinta-feira, trabalhei até as cinco da tarde e corri dar os últimos retoques na casa e aproveitar para descansar um pouco. Ahhhh e eu havia comprado as flores!

Vixiii que esses políticos são muito ruins....

CQC: reportagem sobre a tentativa do PSC de impedir o casamento gay no Brasil



Kayky Brito participará de Malhação com personagem gay

O ator Kayky Brito gravou uma participação especial em "Malhação", da Rede Globo. No folhetim teen, ele
será Ricardão e surge para consertar um vazamento no banheiro de Fatinha (Juliana Paiva). A cena irá ao ar em breve.
No início, vai parecer que ele está dando em cima de Fatinha, mas na verdade, o negócio dele é com Bruno (Rodrigo Simas). "Que tal nós dois, em uma banheira de espuma", dirá Ricardão para Bruno.
Pela primeira vez em "Malhação", Kayky se divertiu com as cenas.
"Achei o personagem muito engraçado e acabei conseguindo fazer todo mundo rir. Estava um pouco tenso, mas depois que todo mundo riu, fiquei mais relaxado", contou o ator, que disse ter evitado atuar de forma muito caricata.
"Tentei não fazer nada muito escrachado, preferi focar na expressão facial".


Fonte: UOL

Atriz do seriado "Glee" assume que é lésbica

Mais conhecida no Brasil por sua participação no seriado musical “Glee”, a cantora e atriz filipina Charice
Pempengco , 21, assumiu ser gay numa entrevista a um programa de TV das Filipinas. “Sim, eu sou lésbica”, revelou Charice, quando questionada sobre o assunto na atração “The Buzz”.
Segundo versão online da revista People, Charice se desculpou com os conterrâneos que possam não entender a sua atitude de tornar pública sua orientação sexual.
"Eu tenho uma profunda gratidão pelos filipinos, porque eles são os únicos que sabem quem eu realmente sou. Eu não sei se isso será um problema, porque para mim, não há nenhum problema com isso. Mas eu gostaria de me desculpar com as pessoas que talvez não entendam a situação”, declarou Charice.
Charice também falou do alívio que está sentindo por não precisar esconder a sua sexualidade. "Eu só quero dizer a todos que me sinto muito leve, sabendo que eu posso sair de casa tendo a certeza que eu não estou escondendo nada", revelou. "Eu me amo, e por isso sou capaz de tomar esta atitude", concluiu ela, com lágrimas nos olhos. Já conhecida nas Filipinas, Charice ficou famosa ainda criança nos Estados Unidos, quando apareceu soltando a voz no programa da apresentadora Oprah Winfrey .
Depois dessa participação, ela gravou CDs e chegou a cantar junto com os cantores Céline Dion e Andrea Bocelli , entre outros artistas.
Em “Glee”, ela interpretou a personagem Sunshine Corazon, nas temporada 2010/2011 do seriado musical. Atualmente, ela atua como jurada na versão filipina do reality show inglês “The X Factor”.


Fonte: Tribuna da Bahia

terça-feira, 4 de junho de 2013

Daniela Mercury agitou a Parada Gay de SP

A cantora baiana Daniela Mercury fez o público dançar e cantar durante a Parada Gay de São Paulo,
ocorrida neste domingo (2). A artista discursou contra a homofobia e se declarou para sua namorada, a jornalista Malu Verçosa.

O show da cantora começou na Rua da Consolação, com as músicas "O Canto da Cidade" e “Ilê Pérola Negra”. Por quase duas horas ela agitou o público, inclusive cantando marchinhas de carnaval. Apesar da chuva, o público não se intimidou e seguiu seu trio.

No meio da apresentação, Daniela beijou a namorada, sendo ovacionada pelo público. A cantora recentemente se assumiu homossexual e, desde então, tornou-se crítica contumaz da homofobia. "A Constituição aceita todo mundo do jeito que é", disse.


Antes de cantar "Qualquer maneira de amor vale a pena", Daniela contou ao público que gravou a música, de autoria de Milton Nascimento, coincidentemente quando conheceu sua namorada. "Feliciano, qualquer maneira de amor vale a pena", cantou, em referência ao deputado Marco Feliciano (PSC). Ligado à ala evangélica da Câmara, o polêmico presidente da Comissão de Direitos Humanos é considerado homofóbico e racista por entidades ligadas aos gays.

Fonte: G1

"Feliciano em comissão é tragédia grega", diz Marta Suplicy durante Parada Gay

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, comparou neste domingo o comando da Comissão de Direitos
Humanos e Minorias do Congresso Nacional à uma "tragédia grega", em referência à presidência do deputado Marco Feliciano (PSC-SP).

— Atingimos o ápice do desrespeito aos direitos humanos, com uma pessoa com um discurso homofóbico presidindo a comissão —, disse, durante entrevista coletiva de apresentação da 17ª edição da Parada do Orgulho Gay de São Paulo.

Segundo ela, a realização da parada, que aconteceu neste domingo na região da Avenida Paulista, serve como um contraponto a manifestações e propostas encaminhadas por setores contrários à liberdade de orientação sexual.

— Precisamos ouvir coisas como um projeto de cura gay, como se isso fosse doença —, disse.

Marta avaliou que as transformações da sociedade precisarão partir de fora do Congresso e elogiou a atuação do Poder Judiciário.

— Pelo que se vê dali (Congresso), nada vai acontecer.

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) ressaltou que foram criadas frentes parlamentares destinadas aos diretos de gays, lésbicas e travestis.

— Isso é um contraponto à Comissão de Direitos Humanos, para que essa pauta não saia do Congresso —, afirmou.

Wyllys defendeu ainda a aprovação do projeto em tramitação no Congresso que torna mais rígidas as penas de lesão corporal e assassinato enquadrados em crimes de homofobia.

— Nos preocupa a composição da comissão de direitos humanos que encaminha projetos como o da cura gay, entre outros retrocessos —, disse o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT, Fernando Quaresma.

— Ao invés disso, deveriam se preocupar com problemas na educação, saúde ou drogas —, complementou.

Fonte: ZeroHora

Cinema: Marcelo Saback vive gay em nova comédia brasileira

Finalmente o Cinema brasileiro vai receber um personagem gay que não é caricato, não morre no fim da história, não é quase um figurante e não é alvo de piadas, pelo contrário, é quem as faz. Com estreia marcada para 7 de junho, “Odeio o Dia dos Namorados” traz o publicitário Gilberto (Marcelo Saback) como um dos principais personagens da doida e divertida história que tem ainda Heloisa Perissé como Débora, uma publicitária que vê sua vida passar diante de seus olhos ao sofrer um grave acidente.

Gilberto é o grande amigo de Débora, e é quem a faz rever seus conceitos sobre o que é importante ou não em sua vida. Uma mulher endurecida pelos fatos de sua trajetória, focada no trabalho e na carreira, ela tem ao lado de seu amigo a chance de percorrer todos os momentos importantes e decisivos de sua vida afetiva – e decidir mudá-la ou não.

Não sem tiradas hilárias de Gilberto, que rouba a cena ao paradoxalmente encarnar um espírito muito espirituoso. Feliz, de bem com a vida e muito bem resolvido, ele é um gay comum, que vai, ou melhor, ia quando ainda era vivo, à boate e não perde uma chance de dar uma boa conferida nos bofes bonitos que atravessam seu caminho. Um pouco afetado, mas sem exageros, comum.

É ele quem ajuda Débora a se dar conta de que seu amor verdadeiro é Heitor (Daniel Boaventura), afastado da vida da publicitária após um pedido de casamento pra lá de frustrado. É quando, logo de cara nos primeiros 10 minutos do longa, o diretor Roberto Santucci coloca um casal gay brigando e fazendo as pazes em seguida, com direito a um lindo beijo apaixonado, e uma drag mais do que fervida que dá seu pequeno show com mensagens românticas de Dia dos Namorados.

É uma comédia que extrapola o mundo heterossexual e cai de cara no universo gay e suas várias gírias. Gilberto guia Débora por essa viagem pela vida ao mesmo tempo em que capricha no pajubá e constrói um personagem cheio de sentimentos e preocupações, e um pouquinho da acidez característica do humor gay. Ele é decisivo na trama, é quem muda completamente a visão da vida que Débora tem, e, consequentemente, o fim da história.


Com serenidade e sem exageros, ele serve de guru amoroso de uma história comum onde um passado cheio de eventos traumáticos pode fazer com que as pessoas percam a fé no amor, e odeiem o Dia dos Namorados e seus ursinhos fofos, seus muitos buquês de flores e as várias e melosas mensagens de amor. Um filme para ver a dois, ou para ver sozinho quando se esqueceu do quanto é bom amar.


Publicado pelo MixBrasil

Free & Equal

O Enigma: mensagem da ONU pela liberdade sexual e igualdade de direitos!




Filhos revelam como é crescer em lar com pais gays

Como é ser criado por um casal homossexual? Há diferenças em relação à família de pais ditos "normais" ou "heteronormativos" (no linguajar politicamente correto)? Três jovens contaram ao UOL como é crescer em um lar com pais gays.
Ana Karolina Lannes, 13, é atriz de novela da TV Globo e, junto com a fama, teve de enfrentar ainda
criança a fofoca midiática a devassar sua vida íntima e a revelar que é criada por um casal de gays. "Chorei ao ouvir um locutor do Rio criticar meus pais e falar que eu ia virar lésbica. Ainda colocaram entrevistas com pessoas com a mesma opinião. Não é justo o que fizeram comigo", conta a atriz mirim, com os olhos marejados.

Após a morte da mãe quando tinha quatro anos, Ana Karolina, que não foi reconhecida pelo pai biológico, acabou adotada pelo tio, Fábio Lopes, que lutou judicialmente pela tutela da sobrinha sem esconder sua condição de homossexual e vivendo maritalmente com João.

Já Bill Sousa descobriu que era gay quando já estava separado da mulher e com uma filha pequena para criar. Bianca Sousa, 16, soube com cinco anos de idade que um amigo do pai era algo mais que isso. "É difícil explicar para uma criança, mas ela logo pescou. `Ah, é que nem o Clodovil, né?´, ela me disse. Eu dei risada", lembra Bill.

Bill casou-se logo que chegou a São Paulo vindo do Maranhão. O casamento não deu certo, mas dele nasceu Bianca. Logo depois ele foi morar com um parceiro, que tinha ciúmes da menina. "Um dia ele falou: `ou ela ou eu´. Ele sabia a resposta e foi embora", recorda o pizzaiolo.

Já Bruna Salatiel, 21, define como "pãe" tanto Rosangela, sua mãe biológica, quanto Aparecida, a parceira materna há duas décadas. Bruna é fruto de um romance com um rapaz quando Rosangela ainda se dividia entre seus desejos e a pressão da família e da sociedade.


Bruna assumiu sua homossexualidade ainda adolescente, e, mesmo como as mães lésbicas, teve dificuldade de assumir sua condição. "É uma situação complicada mesmo minha mãe sendo. Mas ela já desconfiava e brincou comigo: `sua sapatão´", conta Bruna, que organizou recentemente o casamento de suas mães e virou colunista em um blog especializado.

Fonte:UOL