segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Agosto é nosso

É no mês de agosto que se comemora a visibilidade lésbica. Muitas na verdade nem gostam assim de tanta
visibilidade, preferem viver com certa privacidade em torno de sua orientação sexual e é necessário se respeitar isso.
Algumas pessoas me perguntam se tooooodo mundo sabe que eu sou lés.
A verdade é que sabem as pessoas que me interessam, que convivem comigo no meu dia a dia, minha família, amigos mais íntimos e nem tão íntimos assim kkk, o pessoal onde trabalho, a galera da facul. Eu não saio por aí com uma bandeira do arco íris amarrado ao pescoço, mas quando alguém me perguntam eu não me omito e falo tranquilamente que sim, SOU LÉSBICA.
Apesar de não ser ativista, eu acho importantíssimo ter esse mês voltado para as questões do mundo lésbico. Existem muitas questões sociais referentes ao nosso meio que precisam ser solucionadas. Dentro de um contexto de uma sociedade capitalista marcada historicamente pelo patriarcado, machismo e heteronormatividade, sem dúvidas as relações lésbicas são mais susceptíveis a discriminações sociais, pois questionam duplamente o papel da mulher nesta sociedade, sendo atacadas por homofóbicos e machistas conservadores.
Já li em diversos blogs, que haverá muitas atividades neste mês em várias cidades espalhadas pelo país, em especial os grandes centros.
Eu irei procurar alguma coisa por aqui por perto e caso de certo de participar eu colocarei aqui a minha experiência.
Enquanto isso eu desejo a todas nós, uma vida de muita paz interior, não é fácil ficar o tempo todo se perguntando, por que eu? É necessário nos aceitarmos primeiro, só assim as pessoas ao nosso redor iram nos aceitar. Para muitas o caminho é longo e difícil, mas é essencial que isso aconteça. Viver se escondendo dos outros é uma escolha de cada uma, mas não tem como se esconder de nós mesmos.
Lembrando que o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, é comemorado em 29 de agosto. Este dia surgiu das lutas contra a homofobia no ano de 1996 em que se realizou o 1° Seminário Nacional de Lésbicas – SENALE. A necessidade de se estabelecer este dia surgiu devido a condição da mulher lésbica de ser duplamente oprimida e explorada.

Que neste mês de agosto possamos sair do armário pelo menos para o nosso EU.

Beijos
Angie...

Dia da Visibilidade Lésbica: Ester Biazzi fala sobre machismo

A segunda entrevista da série sobre o Dia da Visibilidade Lésbica do site MixBrasil, é com Ester Biazzi, 21

Ester também tem uma opinião formada em relação ao preconceito e aos direitos das lésbicas hoje. “Encaro, na maioria das vezes, a minha sexualidade como a coisa mais normal do mundo, mas daí quando menos espero me deparo com pessoas extremamente preconceituosas como se [ser lésbica] fosse uma doença contagiosa! Não sei o que passa na cabeça dessas pessoas, que, por sinal, não têm nenhum tipo de evolução mental! Estamos no nosso direito de ser quem somos, creio eu.”

O dia 29 de agosto foi escolhido para ser comemorado como o Dia da Visibilidade Lésbica porque, nessa data, no ano de 1999, foi realizado o I Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), no Rio de Janeiro (RJ). Um total de 100 mulheres homossexuais se reuniu para debater questões, como, por exemplo, o machismo dentro do movimento LGBT.
anos, designer de móveis que adora pintar e costurar. Esse seu mundo de criações está em oposição ao “machismo que existe em toda sociedade. Em tudo que envolve dinheiro há o machismo e muita competição. Mulheres são mais do que muitos homens por aí e não precisamos deles, nem para trocar o chuveiro. Desejo e espero um lugar em que toda pessoa possa ser respeitada e tenha outras maneiras de agir e pensar daquelas que existem hoje”, explica a mineira em entrevista ao Mix.

Fonte: Mix Brasil

Dia da Visibilidade Lésbica: Yone Lindgren fala sobre direitos em série de matérias

Para comemorar o Dia da Visibilidade Lésbica, festejado no dia 29 de agosto, o site MixBrasil foi ouvir

Ela vê as questões lésbicas de uma forma diferente da maioria das pessoas. “Quais direitos? Ainda não conquistamos nem os direitos ao nosso corpo enquanto mulheres. Continuamos lutando por essas garantias.”

Mesmo assim, Yone ressalta uma verdadeira vitória para as mulheres gays: “a inclusão das lésbicas na lei Maria da Penha!”, enfatiza. Ela também diz que “o machismo existe em todos os movimentos, não só no LGBT”.

O dia 29 de agosto foi escolhido para ser comemorado como o Dia da Visibilidade Lésbica porque, nessa data, no ano de 1999, foi realizado o I Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), no Rio de Janeiro (RJ). Um total de 100 mulheres homossexuais se reuniu para debater questões, como, por exemplo, o machismo dentro do movimento LGBT. 
opiniões de várias mulheres homossexuais sobre a sua visão do mundo LGBT. A primeira entrevistada da série é Yone Lindgren (57), consultora em direitos LGBT, analista comportamental e uma das mais atuantes militantes quando o assunto é cidadania das mulheres homoafetivas.

Fonte: Mix Brasil

Ben Whishaw assume que é gay e casado há um ano

O agente de Ben Whishaw pôs um fim às especulações sobre a orientação sexual do ator afirmando, na
noite de sábado, 03, que Whishaw é gay e casado há um ano com o compositor australiano Mark Bradshaw.
“Posso confirmar que Ben e Mark estabeleceram uma parceria civil em agosto de 2012. Eles tiveram orgulho de fazê-la e estão muito felizes”, revelou seu representante.
E concluiu: “Ben nunca escondeu sua sexualidade, mas como muitos atores, ele prefere não discutir a sua família ou a vida fora do seu trabalho”.

O ator britânico de 32 anos alcançou a fama em Hollywood com “Perfume – A História de um Assassino” (2006) e recentemente interpretou o chefe de pesquisa do MI6 chamado Q no longa do agente 007, “Skyfall”. Ele repetirá o personagem no próximo filme da franquia, “Bond 24″.

Fonte: Parou Tudo

Livro (LGBT): "Mamães e Papais", de Emerson Machado

Emerson Machado, jornalista, morador de Curitiba, 22 anos, tem quatro livros publicados. O mais recente,
“Mamães e Papais”, da editora mineira AAATCHIM!, fala sobre filhos adotados por casais homossexuais. No lançamento do livro, que aconteceu em junho em Curitiba, estiveram presentes vários casais gays que levaram seus filhos para comprar o livro.

Segundo Emerson, a lei não fala sobre gays adotando crianças. Aqueles casais que decidem adotar dão um drible no caminho legal e fazem a adoção em nome de um dos dois, como se fosse a ação de um solteiro, com toda a dificuldade que isso acarreta ao processo de seleção.

“Eu sou homossexual, tenho alguns amigos que querem adotar, já visitei orfanatos para saber como funciona e a questão é que não faltam crianças precisando ser adotadas e não faltam casais homossexuais querendo adotar. Eu próprio quero adotar uma criança, tenho vontade de ter uma família. Por que para mim tem que ser tão complicado?”, diz ele. ”Agora que os gays podem se casar, espero que a lei seja alterada com relação à adoção.”

Sobre “Papais e Mamães”, ele explica que é dedicado aos pais, mas escrito com uma linguagem de que as crianças gostam. “É indicado a partir dos 8 anos de idade, quando os pais tiverem que lidar com aqueles inevitáveis porquês. Trata a homossexualidade como uma coisa natural. É um fato da vida, não tem como fugir desse assunto.”

A literatura de Emerson é quase toda baseada na defesa de causas que ele considera importantes. Dois dos livros anteriores tratam de doação de órgãos (“Investigador de Sótãos” (2009) e “Rua Número 12” (2012)). O primeiro, “Nevon – O Pacto de Morte” (2008) é uma aventura fantástica voltada para os adolescentes.

Seu best-seller até agora é “O Investigador”, que vendeu 30 mil cópias e em 2011 foi selecionado pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), do MEC.

“Ainda não dá para viver dos livros”, conta ele. “Trabalho em uma multinacional, na área de comunicação.”

Leia a seguir um trecho de “Mamães e Papais”

— Você gosta de ter duas mães?

— Gosto — respondeu Otávio sem hesitar. — Elas cuidam de mim, me dão carinho e não deixam que falte nada. Imagine se eu ainda morasse no orfanato… Eu não estaria feliz como estou agora.

— E você não tem pena das outras crianças que não têm dois pais nem duas mães, ou nem pai e mãe?

— Eu tenho, disse Otávio. — Porque as minhas mães disseram que tem muitas mamães e papais que queriam ter filhos, mas não sei quem não deixa eles pegarem essas crianças não sei por quê.

— E as crianças continuam sem ninguém?

— Sim. Não é triste?


— Muito.

Fonte: IGual

Professores gays repreendem menos a homofobia nas escolas

Uma pesquisa com mais de 350 professores e diretores elaborada pela Universidade de Millersville, na
Pensilvânia, Estados Unidos, concluiu que professores homossexuais tendem a repreender menos atitudes homofóbicas dos alunos nas escolas com medo de serem prejudicados.

Professores gays, lésbicas, bissexuais ou transgêneros têm medo de intervir quando os estudantes usam palavras homofóbicas, inclusive quando praticam bullying chamando outra criança de “gay”. 

“Eles temem pelo trabalho ou pela repercussão de serem vistos como gays”, afirmou Tiffany Wright, que participou da pesquisa publicada pela revista “TES”.

Segundo a pesquisadora, mais de um terço dos professores entrevistados temem que seus empregos fiquem em risco, caso a sua sexualidade seja descoberta.

Dois terços dos pesquisados responderam que raramente ou nunca veem outro professor intervir quando presencia algum comentário homofóbico. Mais grave: 59% disseram que já ouviram comentários homofóbicos feitos por outros professores.


Fonte: Parou Tudo

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

"Autoestima vaginal: como anda a sua?"

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

Josafá Filho sobre Filipinho, de Sangue Bom: ‘’Quando falam que ele é gay, ele fica bravo. Ele ainda está se descobrindo’’

A experiência em fazer teatro e dança ajudou Josafá Filho, 28 anos, a se destacar e a chamar a atenção de
Vincent Villari e Maria Adelaide Amaral. O ator, atualmente em Sangue Bom, no papel de Filipinho, apelidado de ‘Famosinho da Casa Verde’, havia trabalhado com os autores no remake de Ti Ti Ti e, através disso, conseguiu o papel na atual novela das sete da Rede Globo.

Mas, além de conseguir o trabalho, Josafá está rodeado de atores de peso no meio artístico, com quem não só criou uma amizade, como também aprende todos os dias. Entre eles estão Malu Mader e Felipe Camargo, que interpretam Rosemere e Perácio, pais de Filipinho na trama. “A minha admiração por eles só aumentou depois que começamos a trabalhar juntos”, contou o ator em entrevista por telefone à Contigo! Onilne. Saiba mais sobre sua história.

Desde a infância

A paixão pelo teatro começou quando Josafá ainda era criança. “Foi escrevendo as minhas próprias peças aos 10 anos. Fiz uma versão de Sai de Baixo, chamadaFamília Maluca. Na adolescência, eu era o líder do grêmio, fazia festas e arrecadava dinheiro para fazer as produções. Trabalhei no teatro e fiz faculdade de dança”, contou o ator, que nasceu em Franco da Rocha, região metropolitana de São Paulo.

Filho de pais separados, Josafá conta que eles o incentivaram na carreira. “Meu pai é marceneiro, ele construía os cenários para mim. Eu pintava também, cerrava. Sempre que vou fazer minhas peças, performances eu mesmo cerro, pinto, faço meu cenário. Eu gosto de transitar em todas as partes de uma produção”.

Já a mãe, sempre demonstrou apoio ao filho. “Ela é mega corujona, de incentivar mesmo, desde a época da escola, ela gravava minhas apresentações. Mas ao contrário da Rosemere [personagem de Malu Mader] que é super protetora, ela me criou para que eu fosse para o mundo”, explicou.

Os primeiros trabalhos profissionais de Josafá foram com o teatro infantil. “Entrei para a escola de teatro aos 17 anos e, depois comecei a trabalhar em uma companhia”, lembrou.

Malu Mader

Quando descobriu que trabalharia diretamente com uma das atrizes mais renomadas da televisão, Malu Mader, Josafá conta que a parceria já rendeu uma amizade: “Foi mega inspirador, porque lógico que naturalmente ela é um ícone de uma geração. A conhecendo pessoalmente eu me tornei realmente um grande fã, porque ela é uma pessoa intensa, dedicada, temos muitos pontos parecidos. Ela é muito do trabalho, passamos as cenas várias vezes. Tivemos essa identificação direta, está sendo algo super especial”.

Quem também Josafá não poupou elogios foi Felipe Camargo: “Ele é um grande ator. Tenho uma grande admiração muito grande por ele”.

O futuro de Filipinho

O personagem de Josafá Filho passa por muitas aprovações, entre elas, a forma protetora como é criado pela mãe, Rosemere, além dele ainda estar se descobrindo, percebendo se é aquela fama que deseja ou não. Outra questão é que esta mãe super-protetora sempre quer saber se o filho tem uma namorada ou não e, nas cenas, Filipinho se mostra um pouco confuso e até mesmo com medo de falar a respeito. Há boatos de que o personagem tenha dúvidas sobre sua opção sexual e Josafá também não sabe qual será o destino do ‘Famosinho da Casa Verde’.

“Está tendo uma grande expectativa com relação a isso. Eu procuro não adiantar a história porque ela vai ganhar mais força. Ele está se descobrindo, está na transição da adolescência para a vida adulta. Ele é tímido nesse aspecto, sempre que as mulheres dão em cima dele, ele recua. Quando falam que ele é gay, ele fica bravo. O traço da pureza é forte nele. O Filipinho está amadurecendo da forma de perceber o que ele realmente sente”, explicou.

“Hoje em dia já estou fazendo o Filipinho de outra forma. O mundo da fama está obrigando ele a amadurecer, a ponto dele perceber se ele é gay ou não, do que ele deseja e se o sonho dele ser um ator de musical, se é mais da mãe do que dele mesmo”, finalizou.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Dicionário Lésbico

Fuçando na net, eis que acho esse mini dicionário lésbico kkk
Alguns termos eu até conhecia, mas outros nunca tinha ouvido falar...
Está aí para a galera se manter informada...
Vamos lá então:


Cafuçu: Lesbica suburbana
Embucetada: apaixonada ou extremamente irritada
Bifar: ficar
Agrega: quando a bolacha é bonita ou quando a situação é favorável. Exemplo: Ficar solteira, agrega!
Acho justo: quando há uma concordância geral
Mina bife: mina gostosa
Ingênua / Girina: menina que acabou de entrar no mundo lésbico
Cuendar: ficar com alguém
Cuendassexual: pegadora nata
Soy/Raxa/Dyke / Bolacha / Tête / Sapa / Entendida / Hari / Fancha / Tuxa / Preula: lésbica
Brejo: grupo de lésbicas
Dykona: extremamente sapatão
Do Arouche: falsificada, de mentira. Ex. Ela parece a Shane, só que do Arouche
Participativas: as que são ativas e passivas
Lesbian chic / Dyke-executiva: lésbica que utiliza trajes formais
Tomboy / machinho: lésbica com visual masculino
Sapa-bofinho: lésbica masculinizada com visual mais moderninho
Dyke FMU: lésbica que faz educação física, visual esportista
Lady: lésbica com visual feminino
Caminhoneira: visual e conduta totalmente masculinos
Caminhão com caminhão: quando duas caminhoneiras namoram ou ficam
Pochetinha / Sapa-mirim /  Melissinha / Leitinho: lésbica mais nova
Butina: lésbica do interior
Pão com ovo: a rodada, que já ficou com várias meninas
Pirulita: bissexual
Panqueca: passiva
Predadora: a xavequeira
Tchola: órgão sexual feminino
Tchola manca: órgão sexual feminino que “não agradou muito”
Teta com teta: o sexo lésbico
Amapô: mulher. Gíria usada também no mundo gay masculino, entretanto, no feminino ela é mais utilizada para mostrar alguém. Ex. Olha aquela amapô que gata!
Regina: ato ou estado de extrema tosquice
Colar modão: colar em alguém, dar em cima
Pedagoga: lésbica mais velha que se esforça para esconder sua homossexualidade
Draga: feia, chata ou inconveniente
Dykeland: paraiso de dykes, muitas dykes bonitas juntas.
Calça Batom: a calça que realça os grandes lábios
As "bixas": gays masculinos
Sequilho: bixa amiga
Que tudo!: que ótimo
Acordar com o pau na boca: praga
Alguém avisa: termo para designar que algo não está bom. Ex: alguém avisa que o som é péssimo?
Rebuceteio / Rebuciranda: a ciranda típica do mundo lésbico (fulana que já ficou com ciclana que já namorou beltrana)

Estudo aponta clínicas que dizem curar gays. Militância pede apuração das denúncias

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) concluiu seu “Relatório da 4ª Inspeção Nacional de Diretos

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuai já enviou pedido ao Ministério Público Federal (MPF) para que apure as denúncias apontadas no levantamento do CFP – realizado em 24 Estados brasileiros e no Distrito Federal em parceria com cerca de 200 ativistas dos direitos humanos.

Eles visitaram 68 instituições de internação de dependentes químicos para reabilitação, onde encontraram pelo menos 19 casos onde a diversidade sexual não é respeitada e onde às vezes os pacientes são obrigados a se testarem para a sorologia do HIV e a se converterem à fé dos fundadores.

No relatório traz informações como: “A diversidade sexual não é respeitada”, “Indícios de situações de

O documento traz ainda absurdos como “Internos homossexuais são evitados, mas, quando aceitos, recebem um trabalho para alterar sua orientação sexual”, “Um dos conselheiros afirmou que há um menino que precisa ficar em quarto separado dos demais por causa do ‘problema de homossexualidade’”, “Segundo os usuários, eles são orientados a seguir a palavra de Deus e mudar o comportamento. A unidade acredita que a homossexualidade é um problema espiritual”, “Foi relatado pelo responsável que a instituição, além de dependentes químicos, recebe homossexuais que, por motivos pessoais, desejem se internar para tentar deixar esta orientação sexual”, entre outras atrocidades, financiadas com o dinheiro público.
Humanos: locais de internação para usuários de drogas”, de sua Comissão Nacional de Direitos Humanos, e constatou: existem no Brasil clínicas, ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), que realizam a chamada “cura gay”. A maioria das clínicas denunciadas é de organizações evangélicas.

O relatório aponta “claros indícios de violação de direitos humanos em todos os relatos. De forma acintosa ou sutil, esta prática social tem como pilar a banalização dos direitos dos internos. Exemplificando a afirmativa, registramos: interceptação e violação de correspondências, violência física, castigos, torturas, exposição a situações de humilhação, imposição de credo, exigência de exames clínicos, como o teste de HIV − exigência esta inconstitucional −, intimidações, desrespeito à orientação sexual, revista vexatória de familiares, violação de privacidade, entre outras”.

A ABGLT pediu ainda ao MPF que tome providências contra a discriminação e preconceito aos pacientes homossexuais. “Por se assentar sobre princípios morais e religiosos, essas práticas, de forma aberta ou velada, também produzem, em seu cotidiano, outras situações de constrangimento. Por exemplo: o constrangimento a que são submetidos os homossexuais, travestis, lésbicas, entre outros, considerados, todos, como portadores de uma sexualidade desviante. Registramos a afirmativa de uma profissional que se propõe a “curar homossexuais”, contrariando orientação expressa em seu código de conduta profissional e adotando, desse modo, posição clara de desrespeito ao direito de orientação sexual. E não podemos deixar de destacar a imposição da abstinência sexual, registrada na maioria desses lugares. Isto é, o sexo, qualquer que seja a orientação, também é percebido como vício, e o direito à sexualidade é interditado.”

constrangimento e vexatórias: homossexual saiu da instituição por pressão do pastor responsável”, “A doutrina religiosa ensina que a homossexualidade é errada”, “A instituição não permite nem a manifestação e nem a prática da homossexualidade e realiza todo um trabalho religioso para converter o interno... Desrespeito à livre orientação sexual e à identidade de gênero”, “Há contradição entre o discurso da instituição e a abordagem e o tratamento da orientação sexual, pois, apesar de afirmarem receber homossexuais, ficou a clara impressão de que a homossexualidade é vista como doença a ser tratada e curada”, “A homossexualidade é tratada como uma disfunção sexual, como doença, e o homossexual é percebido como compulsivo” e “Não aceita o ingresso de homossexuais”.

Fonte: Mix Brasil