quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Novela argentina exibe seu primeiro beijo gay com trilha de Caetano Veloso


 
Na Argentina, pelo Canal 13, El Trece, está em exibição a novela "Farsantes", com a história de um casal gay vivido pelos atores Benjamín Vicunã e Julio Chávez.
A repercussão em todo país é muito grande.

"Farsantes", definida como uma trama dos tempos atuais, tem recebido críticas bastante positivas da imprensa local.
Pois bem, na segunda-feira agora, dia 2, aconteceu a primeira cena de beijo dos seus personagens. E, como detalhe, Caetano Veloso cantando como fundo musical.


Fonte: UOL/ Coluna de Flávio Ricco

Ativista é o  primeiro condenado  por lei homofóbica na Rússia
O ativista LGBT Dmitry Isakov, de 24 anos, pode ter sido a primeira pessoa condenada por conta da lei que proíbe “propaganda homossexual” na Rússia, aprovada este ano.
O rapaz segurou um cartaz na cidade de Kazan, em 30 de julho, no qual se lia: “Ser gay e amar gays é normal. Bater em gays ou matar gays é um crime”.

Segundo o site “Pink News”, os próprios pais de Isakov ajudaram a polícia a prendê-lo. A reportagem informa que o rapaz apanhou tanto na prisão que precisou andar com muletas por 10 dias. Ele também perdeu o emprego no banco onde trabalhava.
 
Fonte: Parou Tudo

Isinbayeva poderá ser punida por comentários homofóbicos

A saltadora russa Yelena Isinbayeva poderá sofrer punição pelos comentários homofóbicos feitos
durante uma coletiva de imprensa no Mundial de Atletismo de Moscou, mês passado.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) considera entrar com uma ação contra a atleta. “Vamos considerar isso no seu devido tempo”, declarou o presidente da entidade, Jacques Rogge, ao ser questionado sobre os comentários e o cargo de embaixadora da Juventude Olímpica da russa.
Isinbayeva afirmou que em seu país “nós nos consideramos pessoas normais, vivemos os garotos com as garotas, as garotas com os garotos. Isso vem desde sempre. Não estamos proibindo que alguém participe da competição mesmo que tenha relações fora das tradicionais”, disse defendendo a lei que proíbe “propaganda gay” na Rússia.

No dia seguinte, a russa disse que foi mal-entendida porque estava falando em inglês, idioma que não domina. “O que eu quis dizer foi que as pessoas devem respeitar as leis de outros países, particularmente quando são convidadas. Mas deixe-me esclarecer que eu respeito a opinião dos meus colegas atletas e dizer em termos mais fortes que eu sou contra qualquer tipo de discriminação contra os homossexuais em razão da sua sexualidade”.
Fonte: Parou Tudo

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Tenista australiana Casey Dellacqua assume ser lésbica

A tenista australiana Casey Dellacqua saiu do armário ao anunciar que a companheira, Amanda, deu à luz ao primeiro filho do casal, Blake Benjaminm há três semanas.
“Eu sempre tive uma paixão pelo tênis, mas não é tudo para mim. É um esporte de elite, mas há muito mais na vida e, para mim, a vida é a família , então eu vou tentar fazê-la funcionar”, disse a tenista.
Não há mais informações sobre há quanto tempo o casal está junto. Casey tem 28 anos e atualmente é a número 181 no ranking.

Fonte: Parou Tudo

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A intimidade nos relacionamentos

Eu fui procurar na net, alguns artigos que falassem sobre intimidade. Li vários e juntando com o que penso, escrevi aqui algumas palavras sobre o assunto.
Quando falo de intimidade, não estou falando apenas da intimidade relacionada ao sexo, mas no geral.
Intimidade para acariciar e receber carinhos. A intimidade de elogiar e ser elogiado. A intimidade de planejar e compartilhar uma vida a dois.
O que é intimidade para você? Você sabe como construir intimidade?
A resposta da primeira pergunta depende muito de cada um, a segunda fica um pouco mais complicada. Construir a intimidade é um exercício diário.
Muitas pessoas hoje reclamam da falta de intimidade nos seus relacionamentos, dizendo que são frios ou distantes. E é verdade que temos uma sociedade que preza pela distância disfarçada de independência, como diz  a música do conjunto Capital Inicial; “procuramos independência acreditamos na distância entre nós”.
No entanto, muitas vezes essa independência não traz um contentamento para o casal.
 
No domingo, eu estava trabalhando na rádio e um dos programas era Casados Para Sempre, claro que era um programa voltado para o mundo hétero, mas falava de relacionamento e sobre questões financeiras. Portanto, na minha opinião,  vale para todos héteros ou homos. Em uma das falas do apresentador, ele disse assim: “hoje o casal tem contas separadas no banco, dividem as contas da casa e decidem sozinhos o que fazem com o dinheiro que sobrou. Essa independência aos poucos gera discussão. Afinal a esposa queria sapatos e bolsas novas, já o esposo queria um novo aparelho de som para o carro, essas pequenas coisas,  minam um casamento”
Pois é, até na independência tem que ter a intimidade. É necessário conversar.
 
A palavra intimidade implica uma habilidade; a habilidade em ser íntimo. Íntimo é uma qualidade que reflete “algo em comum”. Assim, intimidade significa “a habilidade para ter coisas em comum”. O que tornamos comum é escolha nossa e conheço vários casais que são super íntimos na briga e na discórdia, conheço outros que são íntimos em sonhos e desejos e outros sem intimidade alguma.
Como se constrói uma intimidade? São os momentos de paz, alegria ou são os de turbulência? Quando vamos conversamos, estamos sabendo o que queremos ou estamos esperando que a outra adivinhe? Quando queremos carinho, vamos até a nossa companheira  e fazemos carinhos ou ficamos cobrando? Quando fica chateada, conversa e fala sobre o assunto ou coloca para debaixo do tapete?
Construir uma intimidade verdadeira, onde existe o diálogo, o respeito, o carinho e a compreensão não é tarefa fácil, mas também não é impossível . É necessário empenho, dia após dias, só assim, vamos conseguir  ter e preservar essa intimidade com a parceira.
Quanto mais dispostas estivermos de viver uma intimidade, mais conseguiremos cultivar o amor, a beleza, a paz e  a compreensão nos relacionamentos.
Dá trabalho? Com certeza, mas, no entanto, o que recebemos em troca não enche o nosso bolso, mas sim a nossa alma.
Beijos
Angie...
Texto com base no artigo de:  Akim Rohula Neto

Flores Raras

Vou postar aqui, um artigo que li sobre o filme Flores Raras, artigo escrito pela jornalista Clarissa Peixoto, com a qual eu tive o prazer de compartilhar os anos acadêmicos.
Espero que vocês gostem.

Flores Raras
O cinema anos leva a infinitas possibilidades. Entre elas, duas são, ao menos a mim, essenciais. A
primeira é o recorte histórico, o elemento do filme interligado ao tempo em que representa e ao tempo em que foi constituído. A outra, diz respeito às particularidades que uma boa personagem pode nos apresentar. Ela [a personagem], tão única, pode nos remeter a tantas outras possíveis que compõem a vida coletiva.
O filme é um lugar em que podemos tratar, através do tempo e do espaço, da experiência individual relacionada ao mundo que a cerca, que de certa forma também a traduz. 

Flores Raras me leva para esse lugar. Inicialmente, porque recria uma atmosfera de passado sem ser plasticamente antipática com o presente e sem faltar a semelhança com o tempo que se propõe descrever. É delicado. É de bom gosto.
A trama nos apresenta personagens que, a partir de seu mundo particular, constituem importantes contribuições à vida em sociedade. A história de duas mulheres, que tiveram vidas públicas essencialmente marcadas pela grandiosidade de suas obras, mas que não se eximiram de viver intensamente seus desejos e seus sentimentos. E visibilizá-los. Sobretudo, porque ser quem eram tornara-se essencial para produzir o que produziram. Lota e Elizabeth foram exatamente o que podiam ser e, por isso, suas marcas na história foram tão relevantes.
O romance entre a arquiteta brasileira Lota Soares e a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop pode ser contado e absorvido pelo espectador de Flores Raras por meio de muitos olhares. A mim, duas coisas essencialmente marcantes: uma delas é a intensa relação entre a produção das artistas e a afetividade, a vivência plena de seus desejos. Tanto Lota quanto Bishop são mulheres que, em meio a todas as suas agruras pessoais, conseguem encontrar um lugar de plenitude no exercício da afetividade e da produção artística. A genialidade de cada qual parece-me fluir em medida que se permitem transbordar - em todos os sentidos que esse verbo possa ter.
Aliás, uma coisa dependia da outra. O poder criativo, em ambas as artistas, estava ligado às formas que encontraram para lidar com seus dilemas particulares. Embora não devam ter percorrido um caminho simples ao assumirem-se lésbicas, diante de uma sociedade essencialmente conservadora, o exercício das suas individualidades as fizeram fundamentais para alargarmos as fronteiras rumo a transformações do estado atual das coisas.  Em Flores Raras, trazemos à tona histórias esquecidas de mulheres que se permitiram ser mulheres plenamente, diante da força implacável de padrões que transpõem o 'ser' pelo 'parecer ser'. E é por isso que Elizabeth e Lota são atualíssimas. Ainda vivemos sob a égide de pré-conceitos arcaicos, com padrões de vida pública e privada calcados no patriarcalismo. E na propriedade do corpo e da mente. Da criatividade e do saber.
Nesse lugar reside o outro ponto que interessa Flores Raras e que é bem-vinda a sua produção. Visibiliza o que historicamente se reprimiu. Traz para a cena o protagonismo das mulheres, em todas as suas nuances, e abre espaço para que elas o construam a partir daquilo que sentem, do lugar que se encontram e daquilo que desejam.

Flores Raras são cada vez mais comuns, não porque antes não existiam, mas porque se fazem existir publicamente, se visibilizam num cenário de luta cotidiana para a transformação da vida coletiva.
Fonte: Blog Para não desaprender by Clarissa Peixoto

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Daniela Mercury perde patrocínio no carnaval por causa de preconceito

Nesta semana, Daniela Mercury deu uma coletiva de imprensa junto à promoter Lícia Fábio explicando que
após 18 anos elas não fariam mais parceria no carnaval baiano e que o camarote da cantora não existirá mais em 2014. O motivo alegado foi a dificuldade em conseguir patrocínio.

A colunista Fabíola Reipert, do “R7, informou que a falta de apoio financeiro foi por causa da saída do armário de Daniela, que assumiu namoro com a assessora Malu Verçosa este ano. Os patrocinadores não queriam se aliar ao nome de Daniela. Em pleno século 21, uma das cantoras que mais atraem mídia e público no País e uma mentalidade desse tipo no marketing das empresas! Será que é verdade?

Fonte: Parou Tudo

“The Out List” mostra a vida fora do armário de 16 personalidades gays

Estreando nesta sexta-feira no HBO, documentário enxuto alterna momentos tocantes e divertidos de


celebridades e anônimos
Como é se assumir gay? O documentário “The Out List” colocou 16 personalidades da comunidade LGBT dos Estados Unidos para responder a esta pergunta, inclusive artistas como a apresentadora  Ellen DeGeneres e o ator Neil Patrick Harris . Mas não são as histórias das celebridades que mais chamam atenção no divertido e tocante filme, que estreia nesta sexta-feira (30) no canal HBO, às 22h.
Os gays anônimos do filme protagonizam depoimentos mais interessantes e surpreendentes do que as celebridades, que têm parte das histórias contadas já conhecidas pelo público. Este é o caso da texana Lupe Valdez , que quebrou três paradigmas em Dallas, no conservador estado do Texas. Ela foi a primeira mulher, a primeira latina e a primeira lésbica a ser eleita xerife na cidade.
Durante sua eleição, Lupe conta que recebeu um conselho fundamental de um amigo, quando os rumores sobre sua sexualidade começaram a pipocar. Ele disse a ela algo como: “Nunca esconda que você é gay, mas não deixe que isso seja a única e nem a primeira coisa pelo qual as pessoas te conheçam”.
Também desconhecido do grande público, o dramaturgo Larry Kramer é outro destaque do filme. Histórico ativista gay, ele não se acanha em dizer que o movimento LGBT é o grande responsável pelos avanços no tratamento da AIDS, muito mais que os governos e que os laboratórios farmacêuticos. Kramer ainda diz que a raiva causada pelo preconceito é sim um grande impulsionador na luta por mais respeito na sociedade.
É claro que os artistas têm momentos a se destacar em “The Out List”, especialmente pela forma bem-humorada que tratam o assunto homossexualidade. Neil Patrick Harris, por exemplo, se diverte falando de como o seu relacionamento com o marido David Burtka avançou rapidamente. “Como boas lésbicas, fomos morar juntos depois de três meses de namoro”, brinca o astro de “How I Met Your Mother”.
Famosa como a Miranda da "Sex and the City”, a atriz Cynthia Nixon aponta um aspecto curioso, o fato de a bissexualidade ser vista com descrença pela própria comunidade LGBT. Apesar de se ver como bissexual, ela explica que aceita ser definida como lésbica por entender que o movimento gay tem mais força se todos estiverem unidos e não separados.
Dirigido pelo premiado fotógrafo e diretor Timothy Greenfield-Sanders , “The Out List” ganha pontos por mostrar os depoimentos dos entrevistados de maneira enxuta, sem enrolação nos seus 59 minutos de duração. Todos falam apenas o essencial, em pouco tempo. 
Por outro lado, o formato de alguém falando para a câmera na frente de um fundo neutro se mostra repetitivo no decorrer do documentário. São poucas as imagens externas que ilustram as falas, fica a impressão de que “The Out List” podia ilustrar melhor a história de seus perfilados.
Além dos já citados, o documentário também traz os depoimentos da comediante Wanda Sykes (The New Adventures of Old Christine), o roteirista Dustin Lance Black , premiado com o Oscar por “Milk - A Voz da Igualdade”, e o vocalista do grupo Scissor Sisters Jake Shears , entre outros.


Fonte: Igay

Florianópolis realiza sua 8ª Parada lutando por direitos e aquecendo a economia da cidade


Com o tema “O Amor tem Todas as Cores”, a 8ª edição a Parada da Diversidade de Florianópolis vai ser realizada no próximo dia 8, um domingo, a partir das 14h, na Avenida Beira Mar Norte. Antes, no dia 3, começa a programação da 4ª Semana da Diversidade, que inclui debates, bate-papo com membros da OAB, jogos e feira da diversidade, sessão de cinema e ainda o primeiro casamento coletivo homoafetivo do Estado.
Apesar de Florianópolis ter sido a última capital a ter sua Parada da Diversidade, após oito anos de trabalho, atualmente a capital catarinense se vangloria de ser a cidade gay friendly mais procurada por turistas LGBT. “A comunidade LGBT sabe que em Florianópolis será bem tratada e por isso nossa Parada atrai tantos turistas. Somos politizados e acreditamos no respeito à diversidade, apesar de estarmos sempre lutando e combatendo a homofobia, utilizando a informação”, afirma o idealizador do evento, o vereador Tiago Silva.

Segundo Tiago, apesar do título de 'Parada mais bonita do Brasil', o evento nunca se mostrou como um Carnaval. “A Parada sempre foi um movimento de reivindicar direitos e dignidade. Ela está inserida no calendário da cidade como uma manifestação legitima em prol dos direitos dos homossexuais”, defende.


Campanha multimídia
Para destacar o evento, a 8ª Parada da Diversidade conta com um amplo trabalho de divulgação na web a começar pela divulgação do vídeo viral (veja abaixo), produzido pela equipe da agência 1Click Comunicação. Mostrar como Florianópolis vive, convive e divulga a diversidade é o objetivo da produção e por isso personagens como a travesti, o casal hétero, a mãe e filha, a avó de homossexual, a drag queen e o gay bem sucedido estão representados no vídeo.


Movimentação da economia
Os números apresentados por uma pesquisa realizada em 2012 pela Fecomercio, consolida a Parada da Diversidade como o segundo evento que mais atrai turistas à capital catarinense. No total foram entrevistados 419 turistas e 149 empresas através de seus responsáveis no momento da abordagem.
A avaliação geral do evento pelos turistas foi positiva, 54% avaliaram o evento como excelente e 29% como bom. Este dado, mais o elevado percentual de participantes que manifestaram o desejo de retornar no próximo ano (95%), mostra o sucesso da 7ª edição da Parada da Diversidade. Considerando as despesas com hospedagem, viagem, alimentação, comércio e festas, o gasto médio diário durante o período de permanência dos turistas foi de R$ 121,04.
Quanto à avaliação do movimento nos estabelecimento durante o período do evento, 9,6% dos entrevistados classificou como excelente, 43,8% como bom e 36,3% como médio. A avaliação deste item também mostra coerência na percepção dos empresários em quanto à variação no faturamento.
A avaliação geral do evento pelos turistas foi positiva, 54% avaliaram o evento como excelente e 29% como bom. Este dado, mais o elevado percentual de participantes que manifestaram o desejo de retornar no próximo ano (95%), mostra o sucesso da 7ª edição da Parada da Diversidade. Considerando as despesas com hospedagem, viagem, alimentação, comércio e festas, o gasto médio diário durante o período de permanência dos turistas foi de R$ 121,04.
Quanto à avaliação do movimento nos estabelecimento durante o período do evento, 9,6% dos entrevistados classificou como excelente, 43,8% como bom e 36,3% como médio. A avaliação deste item também mostra coerência na percepção dos empresários em quanto à variação no faturamento.
Quanto à avaliação do movimento nos estabelecimento durante o período do evento, 9,6% dos entrevistados classificou como excelente, 43,8% como bom e 36,3% como médio. A avaliação deste item também mostra coerência na percepção dos empresários em quanto à variação no faturamento.

O perfil da maioria dos turistas que vai a Florianópolis é jovem, tendo idade entre 18 e 25 anos (49,2%) e entre 26 e 35 anos (29,4%). Quanto à orientação sexual, a maioria dos entrevistados, 69%, declarou ser homossexual, 20% declararam ser heterossexual e 11% bissexual. Grande parte dos turistas pertence à classe média (40,1% com renda entre R$ 1.126 e R$ 2.990 e 22,4% com renda entre R$ 2.990 e R$ 4.854), a ocupação mais citada foi assalariada (44,4%), também é expressivo o número de turistas estudantes que participam do evento, 22,4% e de autônomos, 14,3%.

Fonte: Mix Brasil

Autobiografia revela a verdadeira história de fé e amor entre pastoras evangélicas lésbicas

O Diário de uma Filha Pródiga" é a autobiografia da pastora Lanna Holder, que está lançando a obra para contar sua história em busca de ser ela mesma. De pois de anos tentando fugir de sua sexualidade, Lana decidiu assumir quem ela realmente era – com direito a se casar com outra pastora e fundar em São Paulo uma igreja inclusiva (Cidade de Refúgio) para receber evangélicos e outros cristãos que também queriam ser eles mesmos.
A pastora diz que o leitor terá em suas mãos as chaves que abrirão a porta para quem não tem coragem de se assumir diferente da maioria. "O Pai está ansioso à espera dos pródigos", diz Lana na introdução do seu livro. O alvo, no entanto, não é se expor a julgamentos ou condenação dos legalistas e religiosos, ela já estava pronta para isso quando resolveu seguir adiante.
O alvo é nobre, ela quer chacoalhar as estruturas da instituições religiosas, confrontando tudo o que se tem pregado acerca da homossexualidade. Seu livro traz sua experiência de 34 anos de vida, dos quais a maioria deles foi travada em um cenário de guerra, onde ela quase sempre saía derrotada por si mesma e a arma que sempre debilitava era sua própria sexualidade.

Convertida aos 21 anos de idade, acreditou que tudo que já tinha sofrido nessa luta desvantajosa havia chegado ao fim, pregou por anos seguidos de forma enfática e convincente que a homossexualidade era uma causa demoníaca, não um condicionamento de nascença, mas uma ação maligna. Cresceu em nome, ministério e fama.

Casou e teve filhos, mas seu cenário de guerra era o mesmo e ainda estava lá, e ela continuava sendo vítima da mesma espada empunhada pela sua fraqueza, que parecia ser cada vez mais forte do que ela mesma. Lanna Holder abriu mão de seguir o ministério, afinal, havia algo imutável dentro dela mesma e o sentimento da rejeição e incapacidade parecia afastá-la ainda mais.

"O Diário de uma Filha Pródiga"
Editora Atual Brasil
262 páginas
R$ 24


Fonte: Mix Brasil