terça-feira, 11 de junho de 2013

Professoras se casam em escola particular com a presença de alunos e pais

Casamento de professoras em colégio particular desperta debate sobre a necessidade de instituições de
ensino abordarem de forma natural questões relativas à homossexualidade
Em uma sociedade marcada pela intolerância, uma escola na Asa Norte deu exemplo de cidadania e respeito à diversidade ao servir de palco para o casamento de duas professoras nas dependências do colégio. Na ocasião, tratada com naturalidade entre a comunidade escolar, pouca diferença fez para crianças, pais e docentes se o casal era de homossexuais. A relação entre pessoas do mesmo sexo, que, para muitos ainda é um tabu, deve ser tratada como uma situação normal dentro do ambiente de aprendizagem e no contexto familiar, segundo especialistas ouvidos pelo Correio. Também não há uma idade certa para tocar no assunto com os pequenos e alguns defendem inclusive que a abordagem seja feita já nos primeiros seis anos de vida de meninos e meninas.
Durante três meses, toda a comunidade da Vivendo e Aprendendo se envolveu com os preparativos para o casamento de Andressa Vieira de Oliveira, 24 anos, e Dianne Prestes, 26. “Foi uma bonita oportunidade de trabalharmos valores como respeito e tolerância ao diferente. Mais do que uma cerimônia, houve um processo de construção coletiva”, opinou a mãe de uma ex-aluna do colégio e psicóloga Carla Dozzi, 36, moradora do Lago Norte. Para ela, o tema deve ser tratado nas escolas como parte do cotidiano já na primeira infância, que vai até os 7 anos. “Esse é um momento em que as crianças não trazem preconceito, o afeto vem em primeiro lugar”, completou.
Carla contou que o grupo de pais e alunos se reunia constantemente para decidir qual roupa usaria na cerimônia, qual música seria escolhida, além de detalhes da decoração da festa. Todos tocavam no assunto com muita naturalidade. “Essa situação não causou estranhamento algum, pelo contrário, ser dois homens, duas mulheres ou um homem e uma mulher, não uma era uma questão para as crianças. O que tínhamos ali era a celebração de duas pessoas queridas que estavam se unindo, não houve constrangimento ou questionamento negativo”, afirmou a psicóloga.
A professora do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia da instituição, Valdenizia Bento Peixoto, também defende que a questão seja tratada na tenra infância, levando em conta apenas o nível de cognição dos pequenos. “Uma criança de 2 anos, por exemplo, ainda não vai entender muitos dos termos. Mas o debate deve ser inserido de forma natural e não pode ser encarado como estranho ou anormal e fora do padrão, mas como uma nova forma de sociabilidade e de família dentro da sociedade”, explica. 
Sobre como abordar o tema, Valdenizia sugere que os pais esperem o filho perguntar e tirar dúvidas sobre o assunto. “A resposta deve ser simples e natural, sem fantasias e, acima de tudo, combater preconceitos”, reforçou. Para ela, familiares e educadores devem trabalhar juntos nesse processo. “A escola tem o papel da educação formal, mas é fundamental também na construção da personalidade das crianças, desse sujeito que está se formando”, completou.

Na casa da professora Adriana Tosta Mendes, 40 anos, moradora da Asa Norte, nunca foi preciso dar muitas explicações ao pequeno Tedros Tosta Mendes de Oliveira, 6, sobre o tema. “Temos muitos amigos homossexuais e convivemos bastante com eles. Somente uma vez ele perguntou se existia casal de homens e nós dissemos que sim, foi o suficiente”, contou.
Para o presidente da Associação de Pais de Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa-DF), Luis Claudio Megiorin, o assunto pode ser tratado na escola desde que os pais sejam informados sobre como se dará a abordagem. “Deve ser abordado do ponto de vista dos direitos humanos, do respeito às pessoas. Somos contra qualquer tipo de discriminação, social, racial ou de orientação sexual”, comentou.

“Foi uma bonita oportunidade de trabalharmos valores como respeito e tolerância ao diferente” Carla Dozzi, psicóloga

Fonte: Correio Brasiliense

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Lutadora brasileira de MMA assume ser lésbica

Jessica “Bate Estaca” Andrade, que será, em julho, a primeira lutadora brasileira de MMA a competir no

“Não tenho vergonha de me assumir sexualmente. É uma escolha que cada um faz para si. Eu acho que se as pessoas têm preconceito, cada um tem sua opinião de pensar. Eu sou feliz do jeito que sou”, afirmou a atleta.

Coincidentemente, em sua primeira luta no UFC, em 27 de julho, Jessica vai enfrentar a primeira lutadora a sair do armário, Liz Carmouche. A competição, portanto, será histórica: um duelo inédito com duas atletas lésbicas.
UFC, assumiu-se lésbica para a revista “Tatame”, especializada em artes marciais.

Fonte: Parou Tudo

Mesmo amor

Um rap que fala de amor, um amor incondicional e pelo mesmo sexo.
Uma musica que fala da luta constante contra o preconceito. Vale a pena conferir o vídeo, sem falar que a letra do rap é show de bola...

And I can't change                                E eu não posso mudar
Even if I tried                                        Mesmo se eu tentasse
Even if I wanted to                                Mesmo se eu quisesse
And I can't change                                E eu não posso mudar                           
Even if I tried                                        Mesmo se eu tentasse
Even if I wanted to                                Mesmo se eu quisesse
My love, my love, my love                    Meu amor, meu amor, meu amor


Esta é a hora... de acabar com a discriminação no casamento!

Adorei o vídeo, vale a pena conferir..



sexta-feira, 7 de junho de 2013

O nosso aniversário

Hoje completamos um ano do nosso primeiro encontro. Um momento mágico em nossas vidas...
Para mim um divisor de águas...
Eu amo você, profunda e imensamente, e me sinto uma mulher completa ao pensar que posso contar com a sua companhia. Nada é mais confortável e prazeroso do que estar com você, do que sentir o calor da sua pele, ouvir a sua voz...
Amor, nesse um ano de namoro, eu descobri que você tem a dose certa para meus sonhos, se encaixa nos meus dias, me faz rir quando quero chorar, você é a dose certa para meu desespero, a dose certa da minha loucura, quando me acorda tem a dose exata para me despertar para o dia, e mesmo sem dormir ao meu lado, tem a dose certa para trazer meu sono. Em doses pequenas, você tem a gota que me completa.

Obrigado por todos os momentos de felicidade.
Te amo...

Angie...


Pesquisa indica que 3 de 4 americanos consideram casamento gay 'inevitável'

Quase três de quatro americanos consideram a legalização do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo
algo "inevitável", independentemente de serem a favor ou contra, segundo uma pesquisa do instituto americano Pew publicada nesta quinta-feira.
A pesquisa foi realizada por telefone com 1.504 pessoas nos Estados Unidos durante os primeiros cinco dias de maio, um mês antes de a Suprema Corte dos Estados Unidos se pronunciar sobre o tema.
No total, 72% dos consultados acreditam que a legalização do casamento gay é "inevitável". E entre aqueles que se opõem ao matrimônio homossexual, 59% acreditam que esta mudança é "inevitável".
Quase nove em cada dez americanos conhece um gay ou uma lésbica (contra 6 de 10 em 1993). Dentro deste grupo, composto em sua maioria por mulheres e jovens urbanos pouco religiosos, um terço conhece homossexuais que criam filhos e dois terços apoiam o casamento gay.
"No entanto, a oposição ao matrimônio gay continua sendo grande", disseram os pesquisadores do Pew. Entre os americanos, 45% acreditam que o homossexualismo é um pecado (contra 55% em 2003)
Embora 51% dos americanos sejam a favor do casamento gay, 40% dos consultados disseram que é difícil, e 19% consideram muito difícil, aceitar ter um filho gay.
O matrimônio entre pessoas do mesmo sexo é legal em 12 estados do país e na capital federal, Washington. As constituições de 31 estados de 50, e em nível federal, definem o casamento como a união entre um homem e uma mulher.
O Pew publicou os resultados de sua pesquisa no site: www.pewcenter.org

Fonte: Correio Braziliense

Com informações do FrancePress

O terceiro Encontro by Edi

Como já se tornou rotineiro, depois de cada encontro que publico, a minha namorada dá os pitacos dela e dessa vez não seria diferente. A Edi escreveu as impressões que teve sobre o nosso terceiro encontro em especial sobre o fato de conhecer a minha família.
Então aí está, que todas tenham uma ótima leitura...
Grande beijo
Angie..

O terceiro encontro

O terceiro encontro foi o primeiro passo para assumirmos um compromisso uma com a outra, pois até então, estávamos vivendo um momento fora da nossa realidade. Nos encontrávamos em hotéis, longe de tudo e de todos, num ambiente impessoal e se continuássemos assim, estaríamos indo por um caminho não desejado por nós, ao contrário, a cada dia q se passava, cada vez mais estávamos mais envolvidas e comprometidas e sendo assim, era natural conhecermos e sermos conhecidas por nossas famílias.
Entretanto, as coisas precisavam acontecer devagar, a mãe da Angie ainda estava se acostumando a nova identidade sexual da filha e por isso não poderíamos impor minha presença na casa dela, sendo assim, combinamos de ficarmos na casa de praia e apenas passar lá para uma apresentação. Eu até escrevi um e-mail para Dona N, contudo nunca houve um momento certo para entregá-lo; nossa primeira conversa seria mesmo cara a cara.
A viagem dessa vez seria de noite, tarde da noite, eu inicialmente fui contra, mas a Angie me garantiu que essa era a melhor opção de vôo. Após alguns atrasos, nos reencontramos e nenhum cansaço ou irritação tirou o brilho do nosso contato, foi maravilhoso revê-la, abraça-la, beija-la, olhar nos olhos e dizer EU TE AMO! No carro, pudemos matar um pouco mais da saudade, mas não perdemos muito tempo, tratamos logo de seguir viagem porque quanto mais custa, mais demora.
O caminho foi feito com muita conversa e música e a chuva atrasou um pouco nossa chegada, mas mesmo assim, tivemos pique para trocarmos presentes e namorar até amanhecer. Por volta de 10 da manhã, chegou o momento mais esperando, conhecer a família e deu até um frio na barriga, mil coisas passavam por minha cabeça, se iriam gostar de mim, se iriam me tratar bem, se iriam me perguntar coisas constrangedoras, enfim, era muita ansiedade.

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

"Gays são minoria desprotegida"

É o que declarou o indicado ao STF durante sabatina no Senado 

O indicado pela presidente Dilma Rousseff à vaga de ministro do STF, o advogado Luís Roberto Barroso, defende as uniões homoafetivas porque, segundo ele, gays são uma minoria desprotegida. "As minorias não são protegidas pelo processo político majoritário", afirmou em sabatina no Senado nesta quarta-feira.

Veja vídeo com a fala do advogado: Clique aqui


Fonte: UOL

Entrando no clima

O Ator Thiago Fragoso está em Amor à Vida como Niko, um gay casado com Eron, personagem de
Marcello Antony. E para encarnar o papel, ele viveu uma experiência nova - que deixaria muito marmanjo com medo! O ator encarou a depilação com cera quente, praticamente no corpo todo.
"Nunca tinha me depilado", diz o ator, que contou com a solidariedade da mulher, Mariana Vaz. "Ela me falou que eu ia sofrer muito. Quis saber o que eu ia depilar e eu respondi: 'tudo'. Ela perguntou: 'Peito?'. Eu falei: 'Peito, perna, braço, costas. Tudo.'", conta, corajoso.
"Ela olhou para mim e falou: 'coitado'", conta Thiago, rindo. "Fiquei duas horas naquela mesa, sofrendo, mas faço tudo pelo personagem", afirmou o ator.
Thiago está empenhado em conquistar o público. Revela estar preocupado com os detalhes e o tom certo para encarnar Niko. "Ele tem essa coisa de ser o único gay – gay da novela. Ele não é bissexual, ele é efetivamente gay. É o gay que se veste como gay, que usa base na unha", conta o ator. Tudo para fugir do caricato e fazer com que as pessoas se envolvam na história do personagem, como explica Fragoso: "O personagem precisa ter uma credibilidade, para que aconteça, para que as pessoas gostem e comprem a história."

Fonte: Globo

quarta-feira, 5 de junho de 2013

É chegada a hora


Dois encontros haviam acontecido. Nosso relacionamento se tornava mais e mais importante com o passar dos dias. Os contatos diários, as conversas por telefones, por sms, MSN e e-mails continuavam num ritmo alucinante.
Marcamos então um novo encontro e para mostrar a seriedade de nossas intenções, a Edi iria conhecer parte da família e também alguns amigos mais chegados.
O encontro seria no feriado de 12 de outubro e dessa vez ficaríamos na minha casa de praia. Demos então, início aos planos. A Edi se encarregou das passagens e juntas fizemos a programação.
Ela chegaria na madrugada do dia 11 para o dia 12, viríamos direto para a casa da praia. Na sexta-feira dia 12, dia da criança, seria dedicado a minha filha. Sábado almoçaríamos com um casal de amigos. No domingo subiríamos a Serra do Rio do Rastro e na segunda-feira estaríamos de volta a Florianópolis para que ela pegasse o vôo de volta para casa.
Conversei com a minha mãe sobre a chegada da Edi, tentei fazer com que o encontro entre as duas fosse o mais tranquilo possível. A minha mãe no princípio ficou bastante relutante, mas com o passar dos dias e com a data se aproximando ela começou a se acostumar com a ideia.
Eu estava bastante ansiosa como sempre, na verdade mais que o normal. Ela iria conhecer a minha família, era um passo muito importante. Eu a imaginava aqui em casa, junto da minha filha, com os meus pais e ao mesmo tempo ficava preocupada, e se algo desse errado?  E se meus pais agissem de maneira grosseira? E se a minha filha ficasse com ciúmes?
Eram muitos questionamentos, mas que somente seriam respondidos com a chegada dela.
Apesar de toda preocupação, a alegria de poder revê-la era muito maior.
Fiz uma faxina na casa da praia que estava há meses fechada, afinal é utilizada apenas durante o verão. Fiz compras para deixar a geladeira e o armário com mantimentos suficientes para os dias em que estaríamos ali.
E finalmente chegou a quinta-feira, trabalhei até as cinco da tarde e corri dar os últimos retoques na casa e aproveitar para descansar um pouco. Ahhhh e eu havia comprado as flores!