terça-feira, 2 de junho de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
Para Fernanda Montenegro, reação negativa ao beijo gay é uma “caça às bruxas”
“Todos temos o direito de se posicionar. O problema é a
radicalização desse pensar e no que ele pode se transformar. Não pertenço aos
exércitos que estão se formando por aí. Não precisamos desses exércitos. É uma
caça às bruxas o que estão propondo”, afirmou.
Na entrevista, a atriz disse ainda que não entende o tamanho
da grita em relação a cena, uma vez que o beijo veiculado foi um “beijo casto”,
sem a erotização usualmente utilizada em novelas na relação entre casais
heterossexuais. Para Montenegro, há problemas muito maiores, nesse momento, a
se importar.
“Percebo que temos problemas muito mais graves. O país está
enfrentando uma crise bastante vívida e sentida, e tem gente disposta a se
voltar contra o beijo de duas atrizes de quase cem anos de idade dado dentro de
uma relação sacramentada pela vida afora”, analisou.
Antes da estreia da novela, Fernanda Montenegro já esperava
por alguma reação diante de sua personagem e afirmou, à época, que
“conservadores vão ter que nos aturar”.
Fonte: Portal Fórum
SBT explora rejeição a 'Babilônia' usando chamada oportunista
O SBT jogou sujo essa semana na tentativa de explorar parte
da rejeição do público à novela “Babilônia”. A emissora de Silvio Santos fez
chamada para a trama infantil “Chiquititas” dizendo: “Novela pra família é
aqui”.
O anúncio corrobora com a opinião de políticos evangélicos
que esta semana pediram boicote à novela da Globo por causa do beijo entre
Fernanda Montenegro e Nathália Timberg e disseram que não é uma trama
apropriada para a família.
Mas o SBT parece ter se esquecido que foi ela a primeira
emissora a exibir um beijo lésbico em uma novela, em 2011, entre as personagens
de Gisele Tigre e Luciana Vendramini em “Amor & Revolução”.
Fonte: Parou Tudo
quarta-feira, 18 de março de 2015
Beijo gay entre Teresa e Estela na novela Babilônia
Tem muita gente criticando, mas também tem muita gente parabenizando a
atitude dessas duas atrizes maravilhosas em fazer um papel de um casal
homoafetivo. Elas não têm mais nada a provar, mas as atitudes de ambas provam
que tem muita gente que adora espalhar o ódio de graça. É inacreditável alguns
comentários no youtube ou em reportagens sobre essa cena. Uma pena que ainda existem pessoas que
pensem de uma forma tão mesquinha. Não estou aqui querendo que todos adorem ou
que achem certo, não gosta? Tudo bem, troca de canal, não procure notícias
sobre isso... E por favor, não use DEUS ou CRISTO para justificar o
preconceito!
Vem aí a segunda temporada de RED
No fim do ano foi comentado aqui no blog e em tantos
outros blogs sobre a série RED, primeira websérie lésbica do Brasil, que chegou arrasando
e caiu no gosto da galera. Para quem está com saudades, já tiveram início as
gravações da segunda temporada. Abaixo um entrevista com o casal da série feita
pelo blog SAPATÔMICA.Vale lembrar que RED é uma produção independente! Pra ajudar essa galera a continuar fazendo RED acontecer, você pode doar um cascalho. É só clicar no botão ‘TIP THIS VIDEO’ que tem embaixo da descrição de cada vídeo no canal Vimeo – RED Webseries. Apoie a arte e a cultura, galera!
Entrevista com Luciana Bollina e Ana Paula Lima que falam
tudo sobre a 2a Temporada de RED
S: Vocês já tinham interpretado algum personagem homossexual
antes?LU: Não, nunca.
ANA: Não.
S: Como funcionou o casting? Vocês que souberam do projeto e procuraram teste ou foram escolhidas a dedo?
LU: Eu sou amiga do Fernando Belo, que é o diretor, há dez anos, eu estava querendo trabalhar com ele em algum projeto quando ele começou a vir esporadicamente para o Brasil. Temos afinidade artística desde muito novos. Quando ele me perguntou se eu faria RED adorei a ideia de cara. Eu confio muito nele também. Eu adoro a Mel e sua complexidade.
ANA: Foi curioso porque não foi através de um agente ou
produtor de elenco. Uma das autoras, Germana Belo, conhecia meu trabalho e por
email me chamou para o teste.
S: Qual foi a sensação quando vocês receberam o roteiro?
Quando souberam de fato qual seria a história e sobre o romance entre as
personagens.
LU: Eu achei intrigante. Tudo muito silencioso e cheio de
subtexto. Também me animei muito em fazer a Scarlet, que é a personagem da
personagem. Um desafio delicioso.
ANA: Me encantei pelo roteiro de cara. Gosto da delicadeza da história, do romance florescendo aos poucos e o universo da ficção dentro da ficção.
S: RED é a primeira websérie lésbica do Brasil e virou queridinha de muitos blogs especializados, tanto aqui quanto na gringa. Como vocês encaram esse trabalho? Como apenas entretenimento ou como algo que tem certo pode político/ativista?
LU: Sinceramente, eu acredito que a arte tem um poder, sim, mas nós só nos deixamos tocar por aquilo que nos identificamos. Acho que a intenção é apenas retratar algo que existe (que é o amor entre mulheres) de uma maneira diferente e bonita. Acho que RED não tem esse intuito de chocar ou polemizar nada. É um romance, uma novela como qualquer outra.
ANA: Fico muito feliz com a repercussão que RED teve e acredito que a segunda temporada tem tudo pra ir além. Não temos a pretensão de sermos ativistas, mas mesmo como entretenimento é essencial termos uma opinião sobre o que está se tornando público. A beleza de RED é que se trata do amor de dois seres humanos, independente do gênero.
S: Nós divulgamos a primeira temporada e acompanhamos o boom
de garotas apaixonando por vocês. O público lésbico é muito caloroso! Como tem
sido o assédio pós-RED?ANA: Me encantei pelo roteiro de cara. Gosto da delicadeza da história, do romance florescendo aos poucos e o universo da ficção dentro da ficção.
S: RED é a primeira websérie lésbica do Brasil e virou queridinha de muitos blogs especializados, tanto aqui quanto na gringa. Como vocês encaram esse trabalho? Como apenas entretenimento ou como algo que tem certo pode político/ativista?
LU: Sinceramente, eu acredito que a arte tem um poder, sim, mas nós só nos deixamos tocar por aquilo que nos identificamos. Acho que a intenção é apenas retratar algo que existe (que é o amor entre mulheres) de uma maneira diferente e bonita. Acho que RED não tem esse intuito de chocar ou polemizar nada. É um romance, uma novela como qualquer outra.
ANA: Fico muito feliz com a repercussão que RED teve e acredito que a segunda temporada tem tudo pra ir além. Não temos a pretensão de sermos ativistas, mas mesmo como entretenimento é essencial termos uma opinião sobre o que está se tornando público. A beleza de RED é que se trata do amor de dois seres humanos, independente do gênero.
LU: Rsrs. Sendo muito sincera, eu já ri bastante dos comentários no Twitter! Elas são muito engraçadas e calorosas ao mesmo tempo. É um carinho sem invasão e uma admiração muito doce de todas elas. Não recebi cantadas absurdas e nem loucas obcecadas vieram atrás de mim. Acho que é um público muito participativo e bem-humorado! Eu adoro!
ANA: É maravilhoso o carinho com que fomos recebidas e gratificante ver que cresce a cada dia. Amo ver as meninas interagindo com o universo das personagens.
S: Conta pra gente como está sendo trabalhar uma com a outra. Como vocês se enxergam e lidam uma com a outra no set?
LU: A Ana é aquela colega que a gente pediu a Deus. Divertida, talentosa e comprometida. Me dei bem com a Ana desde o comecinho. Ficamos o tempo todo arrumando uma a outra no set para sairmos bonitas no vídeo. Rs. Também damos muita risada e filosofamos sempre que podemos. Ela é muito pra cima! A Ana é daquelas pessoas que tem o olhar transparente. Ela é o que ela é e não há maldade. Muito bom conhecê-la e trabalhar com ela. Torço muito pra que ela brilhe muito por aí sempre.
ANA: A Lu é muito talentosa, desde o princípio a conexão foi imediata. Nos divertimos muito no set, é descontraído. Ao mesmo tempo que sempre conversarmos sobre nossas percepções sobre o todo e qual o melhor caminho a seguir nas cenas! Ela é uma atriz muito generosa, sinto que desenvolvemos uma relação de respeito e confiança.
S: Pergunta louca: se vocês pudessem mudar algo no roteiro da primeira temporada, mudariam o quê?
LU: Eu acho que a Mel não merecia aquele esporro da Laura na porta do banheiro! Hahaha. Achei muito deselegante da parte dela e foi uma situação trash pra Mel. Mas estou sendo super defensora com a minha personagem!
ANA: Não sei se mudaria algo…gostaria de ver mais das próprias situações apresentadas, mas infelizmente em 8 minutos você tem que abrir mão.
S: O que a gente pode esperar da segunda temporada? Dá um spoilerzinho só
LU: Rsrs. Podem esperar um aprofundamento nessas duas personagens. Acho que vai dar pra conhecer melhor essas duas e o mundo que as cerca. Teremos também muitos dilemas, conflitos, escolhas e fortes emoções!
ANA: Na segunda temporada o clima entre Mel e Liz esquentou… bastante…
S: Aquele recadinho maravilhoso pras leitoras do Sapatômica!
LU: Meninas lindas e maravilhosas, sou muito orgulhosa de representar um casal homossexual nessa série! Eu amo ser mulher e amo as mulheres da minha vida. Acho que entramos muitas vezes em conflito por causa da maneira que a sociedade ainda cobra e enxerga a mulher, mas acho que a feminidade é, com certeza, uma das forças que podem salvar o mundo da barbárie que enfrentamos. A energia feminina deve triunfar em nós e nos fazer poderosas e brilhantes! Acho que o amor lésbico e todas as questões que surgem a partir desse amor, devem ser cada vez mais e melhor representadas pela arte, seja através de filmes, séries, teatro, pintura, etc. Um beijo carinhoso e obrigada!
ANA: Muito obrigada pelo carinho dedicado a nós!! Vocês são demais! Ainda não conhece RED? Nos de uma chance de 8 minutos, quem sabe você se apaixona assim como nós, que adoramos contar essa história! Beijos, nos vemos em breve.
Fonte: Site Sapatômica
terça-feira, 17 de março de 2015
"Público estava pronto", diz autor sobre beijo gay na estreia de "Babilônia"
Personagens gays já fazem parte do vocabulário das novelas
recentes, mas beijar ainda é um verbo pouco conjugado pelos homossexuais nos
folhetins. Quando acontece, é só depois de "preparar" os
telespectadores por meses a fio antes de mostrar um momento mais íntimo entre
eles. "Babilônia", que estreiou na última segunda-feira (16), no
horário nobre, quebrou todas as regras, ao mostrar um selinho do casal Teresa
(Fernanda Montenegro) e (Nathalia Timberg) logo na estreia
Sem pretensão de causar alarde, o folhetim dá, no entanto,
um passo a frente em relação a suas antecessoras. Félix (Mateus Solano) e Niko
(Thiago Fragoso) só se beijaram no último capítulo de "Amor à Vida";
Cláudio (José Mayer) e Leonardo (Klebber Toledo), na semana final de
"Império"; e Clara (Giovanna Antonnelli) e Marina (Thaís Müller),
após meses de relacionamento na novela "Em Família".
"É um beijo de duas mulheres que estão casadas há 35 anos,
e foi escrito no primeiro capítulo justamente pra quebrar com a expectativa,
pra não ficarem perguntando: 'Vai ter beijo?'", afirma Ricardo Linhares,
que escreve a novela ao lado de Gilberto Braga e João Ximenes Braga.
Segundo Linhares, a trinca de autores não recebeu nenhuma
orientação da emissora sobre o tratamento da cena. Mas ele admite que esse
ainda é um tema que precisa ser discutido nos bastidores antes de se
concretizar.
"Tivemos toda liberdade pra fazer da maneira que a
gente acha que deve ser feito. Mas é um assunto delicado, e a última palavra
não é nossa, é da direção artística da casa. E respeitamos. Só que a gente
explicou que era importante pra mostrar a relação das duas e pra mídia não
ficar gerando especulação. Porque isso não é relevante. A gente vai mostrar uma
relação muito legal, é natural que tenha beijo. O público está totalmente
pronto pra isso. Não há necessidade de chupão nem cena de cama, até porque não
teria a ver com as personagens", analisa.
A diretora geral da novela, Maria de Médicis, também
ressalta que o mais importante é traduzir o sentimento do casal. "O fato
de contarmos essa história com Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg já fala
muito sobre a maneira como queremos contar essa história. Não vai ter nada
vulgar. São duas pessoas que se amam. Ter ou não beijo depende muito da forma
como a história é contada. No caso do Félix e do Niko, aquele amor estava sendo
construído. De repente o beijo antes ganharia uma importância que não devia.
Nesse caso, de 'Babilônia', cabe", explica.
Nathalia, por sua vez, é contra dar muita importância ao
beijo em si. Ela concorda com a colega Fernanda Montenegro, que acredita que a
trama de Estela e Teresa precisa ser contada com naturalidade. "Meu Deus,
isso acontece. Quanto mais continuarmos isso, mais alimentamos o
preconceito", afirma Nathalia. "Além do mais, as duas não são
personagens no auge dos hormônios, têm uma vida juntas. Tem uma carga de emoção
e de carinho ali. E elas já enfrentaram muito preconceito na vida", lembra
a atriz.
Mas, depois de enfrentar tanta resistência, as duas hoje são
queridas e respeitadas, aponta Linhares. E estão prestes a dar um passo
importante na relação: no capítulo 35, as duas vão oficializar a união.
"Existe uma dignidade na relação delas, que acho que é o ponto mais
importante: a aceitação e a naturalidade. Não existe ninguém atacando as duas,
elas já passaram por isso, mas hoje são um casal como qualquer outro. E vão
realizar um casamento oficial, de papel passado. Isso que é importante
mostrar", afirma. Fonte: UOL
Beijo de Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg empolga o público na internet
Há pouco mais de um ano, a Rede Globo exibiu pela primeira
vez um beijo gay no horário nobre. A tão esperada (e criticada) cena entre
Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) só foi ao ar no último capítulo
de Amor à Vida, após meses de suspense e dúvidas sobre a exibição. A novela
seguinte, Em Família, mostrou alguns selinhos entre Clara (Giovanna Antonelli)
e Marina (Tainá Müller), mas com muito menos repercussão. Recentemente, em
Império, José Mayer só "saiu do armário" na última semana da novela,
com um inocente e rápido beijinho de Cláudio e Leonardo (Klebber Toledo).
É por isso que Babilônia já chegou causando comoção nacional.
Logo no primeiro capítulo, Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg
protagonizaram um beijo que entrou para a história. Sem rodeios ou suspense,
Estela e Teresa trocaram carinhos como qualquer casal, selando a cena com um
beijo bem mais demorado do que outros que já foram mostrados no horário nobre.
Gilberto Braga, João Ximenes Braga e Ricardo Linhares
estrearam com o pé direito e movimentaram as rede sociais. Na internet, só se
falava de Babilônia, que já começou ganhando a simpatia de muita gente. Houve
comentários críticos e agressivos, é claro, mas a maioria comemorou a ousadia
das cenas.Fonte: DG
Levy Fidelix é condenado a pagar R$ 1 milhão por declarações homofóbicas em debate presidencial
Em debate realizado em 2014, político fez declarações
homofóbicas e afirmou que “aparelho excretor não reproduz (…)”O ex-candidato à presidência da República Levy Fidelix (PRTB) foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a pagar uma multa de R$ 1 milhão numa ação civil pública por danos morais movida pelo movimentos Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT). A decisão da última sexta-feira refere-se a uma fala durante sua participação de um debate na TV, no dia 28 de setembro de 2014. À época ele foi questionado pela candidata Luciana Genro (PSOL) sobre o motivo pelo qual muitos dos que defendem a família se recusam a reconhecer o direito de casais de pessoas do mesmo sexo ao casamento civil, e respondeu que “dois iguais não fazem filho” e que “aparelho excretor não reproduz”. A decisão é de primeira instância e cabe recurso. O valor da multa, segundo o texto, será revertido para ações de promoção de igualdade da população LGBT, conforme definição do Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT.
Na ocasião, Levy comparou a homossexualidade à pedofilia,
afirmando que o Papa Francisco vinha promovendo ações de combate ao abuso
sexual infantil, afastando sacerdotes suspeitos da prática. O candidato teria
afirmado ainda que o mais importante é que a população LGBT seja atendida no
plano psicológico e afetivo, mas “bem longe da gente”. Segundo o jornal Extra,
o TJ-SP considerou que as declarações de Levy haviam “ultrapassado os limites
da liberdade de expressão, incidindo em discurso de ódio”.
As declarações de Levy causaram uma grande reação nas redes
sociais. “Aparelho excretor não reproduz. Como é que pode um pai de família, um
avô ficar aqui escorado porque tem medo de perder voto? Prefiro não ter esses
votos, mas ser um pai, um avô que tem vergonha na cara, que instrua seu filho,
que instrua seu neto. Vamos acabar com essa historinha. Eu vi agora o santo
padre, o papa, expurgar, fez muito bem, do Vaticano, um pedófilo. Está certo!
Nós tratamos a vida toda com a religiosidade para que nossos filhos possam
encontrar realmente um bom caminho familiar”, disse, à época. No exterior, o
britânico “The Guardian” criticou as declarações do então candidato.A sentença destaca também que muitos homossexuais sofrem agressões por causa de sua orientação sexual — algumas chegando a resultar em morte: “isso reflete uma triste realidade brasileira de violência e discriminação a esse segmento, a qual deve ser objeto de intenso combate pelo Poder Público, em sua função primordial de tutela da dignidade humana”. E concluiu, então, que, por esses motivos, “agiu de forma irresponsável o candidato Levy Fidelix e, em consequência, o seu partido ao propagar discurso de teor discriminatório. Na qualidade de pessoa pública formadora de opinião, que obteve número relevante de votos no primeiro turno das eleições presidenciais de 2014, ao discursar em rede televisiva a todo o Brasil, tinha o dever ético e jurídico de atuar em consonância com os fundamentos da Constituição”.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Thiago Rodrigues viverá conflito por ser filho de casal lésbico
O advogado Luís, personagem de Thiago Rodrigues na próxima
novela das seis, “Sete Vidas”, viverá um conflito por ser filho de um casal
lésbico.
“Luís tenta abafar a verdade dele, de ser um cara muito mais
ligado às artes e a um mundo de criatividade do que ao lado das exatas, do
Direito e dessa vida séria, com uma família certinha. Acho que em algum momento
ele tem uma virada, de realmente romper com todas essas mentiras”, disse
Thiago, ao site GShow.
Na trama, escrita por Lícia Manzo, Luís será irmão gêmeo de
Laila (Maria Eduarda de Carvalho). Ambos são frutos de uma inseminação
artificial feita por Esther (Regina Duarte) e sua mulher. Esther, no entanto,
já começa a trama viúva. A novela estreia em 9 de março.
Fonte: Parou Tudo
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Contra a imposição do rosa para garotas, pai deixa filha de 3 anos escolher as próprias roupas
Basta entrar no setor infantil de uma loja de roupas que uma
antiga lógica mercadológica salta aos olhos: rosa é para meninas e azul, para
os garotos. Cansado dessa máxima, o dono de casa e pai de uma garotinha de 3
anos Simon Ragoonanan criou o blog "Man vs pink" ("Homem contra
o rosa"), para questionar essa segmentação através de textos e imagens.
Para provar que isso é uma mera imposição mercadológica, o britânico deixa a
filha escolher suas próprias roupas e, em seguida, compartilha várias fotos nas
redes sociais.Para fazer jus aos argumentos do pai, boa parte das peças escolhidas pela menina, cujo nome Ragoonanan prefere preservar, são em tons de azul e vermelho e trazem estampados personagens como Homem-Aranha e Darth Vader no lugar das tradicionais princesas. O desafio, entretanto, é encontrar peças com estes personagens para meninas. Segundo ele, não existem itens com essas características para garotas.
- Durante os três primeiros anos de nossa filha, minha esposa e eu fazemos o melhor para apresentá-la uma ampla ideia do que é ser menina. Agora, precisamos deixá-la descobrir quem ela é por si própria. Escolher o que usar diariamente é apenas uma pequena parte disso - disse Ragoonanan ao "The Independent".
Para ele, os consumidores não precisam ser informados de que um vestido rosa é para meninas da mesma forma que uma camiseta de dinossauro é para meninos. Eles podem fazer suas próprias escolhas, assim como seus filhos.
- Minha filha não vê "Star Wars" ou "Homem-Aranha" como algo exclusivo dos meninos. Espero que nunca pense isso - disse.
Deixar a garotinha fazer suas escolhas e observar seus hábitos só reforçou a posição de Ragoonanan. Para ele, as pessoas precisam lembrar que as meninas não são geneticamente predispostas a "rosa, princesas, babados, brilhos e flores".
- Muitas meninas gostam dessas coisas e outras não. Mas isso é o que é comercializado para garotas desde os primeiros anos de vida. É por isso que este material é tão popular entre elas. Não deixe que os marqueteiros definam o que é ser uma menina. Ajude sua garota a se definir - recomenda.
Fonte: O Globo
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