Experiências

As férias... do ano passado.

Olá meninas, bom dia...
Eu estava e ainda estou devendo, alguns posts das minhas experiências
Estou tentando colocar um pouco as coisas em dia aqui no blog, postando hoje sobre as minhas férias do verão passado. Esse foi sem dúvida, mais um grande passo no meu relacionamento com a Edi.

Entre tantas conversas e debates sobre a melhor data para viajar, ficou decidido que ela chegaria no dia 30 de dezembro, um domingo, às 13h30min.
Mesmo ritual de sempre, deixar tudo em ordem para a chegada do meu amor, desta vez com um detalhe, ela ficaria 15 dias na casa da praia junto com a família toda.
Esses 15 dias, foram justamente os dias que eu estava de férias.
E assim foi; no dia 30 lá estava eu uma vez mais no aeroporto em Florianópolis. O friozinho na barriga presente enquanto espero vê-la no portão de desembarque. Não demora muito e ela chega com um sorriso lindo e cheia de bagagens kkk.
Abraço apertado e um beijo bem próximo ao cantinho da boca... Vontade enorme de lascar um beijo daqueles, mas tudo bem, afinal logo logo estaríamos no carro e poderíamos em fim nos cumprimentar de forma decente.
Almoçamos ainda em Floripa. Depois a caminho de casa paramos no Engenho do Boi, parada obrigatória por quem passa por essa região. A viagem até em casa foi tranquila, apesar de pegarmos algumas filas na BR 101, mas nada demais. Passamos na casa dos meus pais para buscarmos a filhota e depois seguimos para a casa da praia.
Os dias que se seguiram foram maravilhosos, em especial a virada do ano. Estávamos juntas há quase sete meses e iniciaríamos o ano de 2013 juntas.
Juntamente com familiares e amigos, assistimos a queima de fogos e depois caminhamos até a beira mar para pular as tradicionais sete ondas. Uma noite linda, com a lua brilhando. Andamos de mãos dadas na beira do mar, trocamos beijos e quem estava por perto não poderia deixar de perceber o quanto estávamos felizes.
Durante os dias em que a Edi ficou aqui, passeamos por diversos lugares da região. Praias, lagoas, casas de amigos, barzinhos...

A relação entre a minha família e a Edi foi aos poucos tomando forma. Claro que ainda era algo novo, mas tínhamos a esperança de que os laços se tornassem fortes.
Mudança requer determinação, paciência e acima de tudo bom senso. Durante muito tempo eu era exclusividade da minha filha e da minha mãe... A mudança que o relacionamento com a Edi trouxe na minha vida, causou um pouco de ciúmes vamos dizer assim. Nada muito acentuado, mas estava ali. Acho que por parte da minha filha e da minha mãe existia o medo da perda ou algo do gênero, no entanto, ao final dos 15 dias o resultado foi muito bom. Todos na família sabiam do nosso relacionamento. Meu irmão Lucas e a cunhada Michele puderam conhecer melhor a Edi saímos todos juntos, como casais. Eu me sentia muito a vontade, em nenhum momento pesava o fato de ser homossexual. Não posso negar que sempre dá uma certa insegurança em como as coisas vão acontecer, mas se alguém ficou desconfortável com a situação, soube disfarçar muito bem kkkk...

Foi durante esses dias, que fizemos todo um planejamento de viagens para 2013...
E agora, chegando ao fim deste ano, percebo que tudo o que planejamos aconteceu. É engraçado como muitas coisas que achei difícil de acontecer, acabaram sendo realizadas de forma natural.
As viagens em 2013 seriam:
Feriado de Páscoa – Eu iria para Teresina conhecer a cidade e a família dela.
Corpus Christi – Um ano de namoro. A Edi viria para Santa Catarina.
Meu niver – A Edi viria para santa Catarina.
Dia das Crianças – Novamente a Edi estaria por aqui
Proclamação da República – Eu e a filhota estaríamos viajando para Teresina.

Todas estas viagens foram realizadas e agora no fim do ano, acontece a que esta faltando. A Edi juntamente com a cunhada e o sobrinho estarão vindo passar o fim do ano em terras catarinenses. A Edi ficará um mês, a cunhada e o sobrinho ficarão uma semana.
Estamos começando agora a organizar todo o roteiro de férias e planejando também as viagens em 2014.

Algumas pessoas perguntam quando vamos nos casar? Ou quando eu irei de vez para Teresina? Ou quando ela vem de vez para Santa Catarina?
Essas são algumas perguntas às quais ainda não temos uma resposta. A vontade de estar juntas diariamente é grande, mas no momento muitas coisas ainda pesam para que permanecêssemos assim, nos encontrando sempre que possível.

Apesar da distância, da saudade que nos acomete durante o período em que ficamos longe, estamos conseguindo administrar muito bem tudo isso. A cada dia que passa, a relação fica mais consolidada e o nosso amor cresce mais e mais...
Por hoje é isso...
No próximo post estarei falando sobre a primeira viagem que fiz à Teresina.

Um grande beijo a todas!
Angie...
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 O terceiro encontro by Edi

Como já se tornou rotineiro, depois de cada encontro que publico, a minha namorada dá os pitacos dela e dessa vez não seria diferente. A Edi escreveu as impressões que teve sobre o nosso terceiro encontro em especial sobre o fato de conhecer a minha família.
Então aí está, que todas tenham uma ótima leitura...
Grande beijo
Angie..

O terceiro encontro foi o primeiro passo para assumirmos um compromisso uma com a outra, pois até então, estávamos vivendo um momento fora da nossa realidade. Nos encontrávamos em hotéis, longe de tudo e de todos, num ambiente impessoal e se continuássemos assim, estaríamos indo por um caminho não desejado por nós, ao contrário, a cada dia q se passava, cada vez mais estávamos mais envolvidas e comprometidas e sendo assim, era natural conhecermos e sermos conhecidas por nossas famílias.
Entretanto, as coisas precisavam acontecer devagar, a mãe da Angie ainda estava se acostumando a nova identidade sexual da filha e por isso não poderíamos impor minha presença na casa dela, sendo assim, combinamos de ficarmos na casa de praia e apenas passar lá para uma apresentação. Eu até escrevi um e-mail para Dona N, contudo nunca houve um momento certo para entregá-lo; nossa primeira conversa seria mesmo cara a cara.

A viagem dessa vez seria de noite, tarde da noite, eu inicialmente fui contra, mas a Angie me garantiu que essa era a melhor opção de vôo. Após alguns atrasos, nos reencontramos e nenhum cansaço ou irritação tirou o brilho do nosso contato, foi maravilhoso revê-la, abraça-la, beija-la, olhar nos olhos e dizer EU TE AMO! No carro, pudemos matar um pouco mais da saudade, mas não perdemos muito tempo, tratamos logo de seguir viagem porque quanto mais custa, mais demora.
O caminho foi feito com muita conversa e música e a chuva atrasou um pouco nossa chegada, mas mesmo assim, tivemos pique para trocarmos presentes e namorar até amanhecer. Por volta de 10 da manhã, chegou o momento mais esperando, conhecer a família e deu até um frio na barriga, mil coisas passavam por minha cabeça, se iriam gostar de mim, se iriam me tratar bem, se iriam me perguntar coisas constrangedoras, enfim, era muita ansiedade.

Ao chegarmos no sítio, a filha da Angie logo apareceu, abraçou a mãe e me cumprimentou também; não aparentou nenhum estranhamento, até porque, nesses meses que se passaram ela ouviu falar muito sobre mim e até conversamos por telefone, sendo assim, já estávamos familiarizadas uma com a outra. Dona N veio logo em seguida, fomos apresentadas e correu td bem. Em seguida saímos e passaríamos o dia no shopping. Na volta para casa, passamos no sítio e dessa vez conheci o Tio J e o sogrão. Correu td bem, algumas perguntas foram feitas e o primeiro passo estava dado, agora era só se acostumar e uma coisa podemos afirmar, estava iniciada uma relação sem volta, iríamos enfrentar todos os obstáculos para ficarmos juntas e nenhuma palavra ou cara feia iria nos impedir.

No sábado recebemos a visita de um casal de amigos e depois assistimos a um filme bem juntinhas, na cama, pois estava friozinho e aproveitamos para tornar mais íntimo aquele encontro. No domingo passeamos novamente, dessa vez fomos à Serra e tiramos muitas fotos, que eu aproveitei para revelar juntamente com as fotos dos encontros anteriores, iniciamos então, um álbum de nossa história. Segunda-feira era dia de ir embora, mas dessa vez tivemos a companhia da prima e eu gostei bastante, primeiro porque ela é muito simpática e segundo porque faria companhia a Angie na viagem de volta. No aeroporto ela nos sabatinou sobre como havíamos nos conhecido, deu uma bronca na Angie por não ter contado antes, e falou como ficou feliz quando soube da novidade.
Nosso terceiro encontro chegou ao fim, não sem antes termos marcado a data do próximo e termos mais uma vez confirmado nosso compromisso e nosso amor.


By Edi...

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É chegada a hora

Dois encontros haviam acontecido. Nosso relacionamento se tornava mais e mais importante com o passar dos dias. Os contatos diários, as conversas por telefones, por sms, MSN e e-mails continuavam num ritmo alucinante.Marcamos então um novo encontro e para mostrar a seriedade de nossas intenções, a Edi iria conhecer parte da família e também alguns amigos mais chegados.O encontro seria no feriado de 12 de outubro e dessa vez ficaríamos na minha casa de praia. Demos então, início aos planos. A Edi se encarregou das passagens e juntas fizemos a programação.
Ela chegaria na madrugada do dia 11 para o dia 12, viríamos direto para a casa da praia. Na sexta-feira dia 12, dia da criança, seria dedicado a minha filha. Sábado almoçaríamos com um casal de amigos. No domingo subiríamos a Serra do Rio do Rastro e na segunda-feira estaríamos de volta a Florianópolis para que ela pegasse o vôo de volta para casa.

Conversei com a minha mãe sobre a chegada da Edi, tentei fazer com que o encontro entre as duas fosse o mais tranquilo possível. A minha mãe no princípio ficou bastante relutante, mas com o passar dos dias e com a data se aproximando ela começou a se acostumar com a ideia.Eu estava bastante ansiosa como sempre, na verdade mais que o normal. Ela iria conhecer a minha família, era um passo muito importante. Eu a imaginava aqui em casa, junto da minha filha, com os meus pais e ao mesmo tempo ficava preocupada, e se algo desse errado? E se meus pais agissem de maneira grosseira? E se a minha filha ficasse com ciúmes?Eram muitos questionamentos, mas que somente seriam respondidos com a chegada dela.Apesar de toda preocupação, a alegria de poder revê-la era muito maior.

Fiz uma faxina na casa da praia que estava há meses fechada, afinal é utilizada apenas durante o verão. Fiz compras para deixar a geladeira e o armário com mantimentos suficientes para os dias em que estaríamos ali. E finalmente chegou a quinta-feira, trabalhei até as cinco da tarde e corri dar os últimos retoques na casa e aproveitar para descansar um pouco. Ahhhh e eu havia comprado as flores!
Por volta das nove da noite eu peguei a estrada em direção a Florianópolis, estava cedo, mas eu sempre gostei de chegar mais cedo ao invés de atrasada.E foi mesmo muita sorte, porque acabei pegando um grande congestionamento na região de Laguna e, além disso, ainda estava chovendo. Durante o trajeto até o aeroporto a Edi ficou me enviando sms dizendo como estava a viagem. Por sorte o vôo dela também atrasou e em vez de chegar a meia noite acabou chegando a uma da manhã. Eu cheguei ao aeroporto quando faltavam 20 para a uma da manhã, tempo suficiente para estacionar o carro, pegar o guarda-chuva e correr para o saguão do aeroporto.
Não esperei muito, logo a vi chegando no portão de desembarque. Ela continuava linda como sempre, a sensação era maravilhosa, estávamos juntas novamente.Apesar da viagem longa e do atraso, ela chegou super bem, o abraço apertado e como sempre, bateu aquela vontade de ali mesmo dar um beijo para matar a saudade, mas me contive, deixei para demonstrar a falta que sentia dela quando chegamos no carro. Aproveitei para entregar também as flores.

Depois de beijos, abraços e declarações de amor, começamos a viagem em direção a minha casa. A viagem acabou sendo longa, pois o tempo com chuva prejudicava a visibilidade e acabamos chegando depois das quatro da manhã. Cansadas, mas felizes por estar novamente juntas, trocamos alguns presentes e depois finalmente pudemos matar a saudade que nos consumia. Acordamos na sexta-feira perto das dez da manhã, tínhamos tudo planejado, era 12 de outubro e esse dia seria dedicado a minha filha. Nos arrumamos e fomos buscar a minha pequena. Da minha casa da praia até a casa do sítio são apenas 10 minutos de carro e rapidamente chegamos. Estacionei o carro e esperei a Edi descer, esse era um momento crucial. A filhota apareceu rapidinho na porta, estava terminando de se arrumar, em seguida minha mãe chegou e foi ali, naquele momento que ela conheceu a minha namorada, a mulher da minha vida. Percebi que a mãe ficou sem graça, mas a Edi agiu naturalmente, feita as apresentações, fui buscar a mochila da minha menina, afinal ela passaria o resto dos dias conosco.Foi nesse momento que minha mãe falou:
- Angie, na volta, passa aqui e pega essas coisas. Com essas palavras a minha mãe deixava subentendido que mesmo não entendendo por completo essa minha nova vida, ela estaria ali para me apoiar. E foi assim que fizemos, deixamos as mochilas e os brinquedos para pegar no fim da tarde.

Fomos para o shopping localizado na cidade vizinha, almoçamos e pela primeira vez minha filha iria ao cinema. O filme escolhido foi Madagascar 3, munidas de pipocas, refri e água, fomos assistir ao filme.Depois do filme, foi a vez do parque de diversões e por final um Happy meal no Macdonalds. Ao final da tarde eu estava exausta, mas feliz, pois a minha menina e a Edi estavam se dando super bem.Era o momento de regressar, passamos no sítio para buscar as coisas que haviam ficado. Desta vez, não apenas minha mãe, mas também o meu pai e um tio meu estavam em casa, feitas as apresentações e uma conversa bem leve, nos direcionamos a casa da praia.Chegando em casa, a Edi entregou alguns presentes que havia trazido para o meu baby, depois banhamos, jantamos panquecas preparadas por mim kkk e até que ficou boa kkk... Bebemos um vinho e não demorou muito para que fossemos para a cama, afinal estávamos cansadas.

O sábado havia sido reservado para um churrasco em que estaria presente um casal de amigos meus. Esse foi também um momento muito legal, esse casal de amigos haviam sido os primeiros a terem conhecimento da minha homossexualidade.Ahaaa, não deixei a carne queimar, não e com a ajuda da Edi na cozinha, tudo ficou muito bom. Fim de tarde, os amigos foram embora e nós tivemos que ir ao centro da cidade comprar um remédio para a minha pequena que estava começando a ficar gripadinha. Em casa medicamos a filhota e a Edi foi fazer a tapioca, prato típico da região onde mora. Ficaram ótimas e eu aprendi a fazer, claro que não com toda aquela destreza, mas dá para o gasto.

No domingo subimos a serra, o dia estava lindo e o passeio maravilhoso. Foram momentos únicos. Almoçamos em uma churrascaria fantástica, boa comida e uma ótima companhia, tudo perfeito.Voltamos para casa no fim de tarde.Estávamos chegando ao fim de mais um encontro, mas a segunda-feira ainda nos guardava uma boa surpresa. Na manhã de segunda-feira quando nos preparávamos para começar a fazer o almoço, minha mãe ligou nos convidando para almoçarmos lá. Convite feito, convite aceito. Além de meus pais estava presente também uma prima minha, que estava visitando a família, depois do almoço quando me preparava para levar a Edi para o aeroporto, acabamos levando a prima junto, assim ela me acompanharia na volta para casa. Foi muito boa a conversa entre as duas, tudo fluía super bem e com isso mais um membro da família conhecia e aceitava o nosso namoro.

No aeroporto não houve grandes despedidas, afinal não estávamos a sós, mas rolou aquele abraço apertado e com a promessa de que logo, logo estaríamos juntas novamente.A viagem para casa foi boa, afinal a minha prima quis saber de tudo e o quando vimos já estávamos em casa.Não tenho dúvidas de que esse foi um grande passo no nosso relacionamento.Agora era esperar as férias chegarem. A Edi voltaria no dia 30 de dezembro e passaríamos juntas o nosso primeiro revellion.
Pois é meninas por hoje é isso...
Grande beijo...
Angie...

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O segundo encontro...

Olá meninas bom dia...
Estamos aqui para mais um post e dessa vez falando do segundo encontro.
O segundo encontro havia sido marcado logo após o primeiro. Foram 74 dias de espera, tempo suficiente para planejar tudinho da melhor forma possível. Escolhemos a cidade; passamos uma semana pesquisando uma pousada que fosse bem localizada, com boas acomodações e claro com um preço acessível.
Depois de tudo acertado era só esperar. Nos encontraríamos no dia 24 de agosto, sexta-feira e a cidade de destino seria Garopaba.

No dia anterior ao encontro eu trabalhei normalmente, a maioria dos preparativos já estavam prontos. Dessa vez com direito a rosas e tudo, afinal não iria cometer o mesmo erro do encontro anterior.
Fui para casa por volta das seis da tarde, como de costume a Edi me acompanhou até em casa. Estava tudo perfeito até eu decidi ir à casa da minha prima que fica há uns 50 metros da minha casa. Até aí tudo bem, o problema é que havia colocado o celular para carregar e acabei esquecendo de levar comigo, fiquei fora por quase duas horas. Quando voltei ainda fui colocar a minha pequena para dormir, depois tomei banho e só então, fui dar uma olhada no celular.

-Vixii ferrou...
Havia trocentas ligações da Edi... e também duas mensagens.
“Onde você está que não atende ao telefone?”
“O horário do vôo foi alterado. Chegarei apenas as 13h30”.

Não deu outra, liguei rapidamente para saber com detalhes o que havia acontecido e ela atendeu com voz de poucos amigos. Estava chateada com a troca do horário do vôo e também pelo fato de eu ter ficado longe do telefone, afinal ela havia me pedido para ficar por perto. Depois de trocarmos uma dúzia de palavras ela desligou dizendo que iria dormir, pois estava cansada e teria que acordar cedo para viajar. Percebi que ela estava me dando um “gelo” e aceitei, afinal se fosse o contrário eu também teria ficado chateada.

Na manhã seguinte levantei às seis da manhã, finalizei algumas pendências. Acordei a minha filha, ela tinha aula logo cedo e aproveitei para ficar mais um tempo com ela. Depois de colocá-la no ônibus escolar corri para casa e fui tomar um  banho, novamente o celular tocou e eu não atendi...
- Aff ... ninguém merece... Se continuar esses desencontros no celular a coisa não vai dar certo...
Liguei de volta para a Edi que já estava em Brasília... Conversamos rapidamente, ela ainda parecia chateada com a minha bola fora do dia anterior.

Coloquei a mala no carro, me despedi da mami e segui viagem, mas antes dei uma paradinha na academia, precisava que a Beth me desse uma ajudinha. Eu havia feito as unhas na quarta-feira e não sei como eu havia consegui lascar duas delas.
Pit Stop feito, agora era seguir para Floripa, como companhia o CD com as músicas que a Edi havia gravado para mim.
Cheguei com quase uma hora de antecedência. Melhor assim, afinal depois dos telefones não atendidos só faltava mesmo eu chegar atrasada no aeroporto.
A espera foi um misto de ansiedade e alegria.

Pouco depois das 13 horas o vôo dela chegou, não demorou muito e eu a vi... Sorriso lindo, toda charmozinha empurrando o carrinho com as malas.
Eu a aguardava com uma ansiedade enorme, segurava um botão de rosa vermelho com um cartãozinho. Assim que se aproximou eu a abracei e finalmente, depois de mais de dois meses pude sentir o perfume dela novamente. Beije-a no rosto e ficamos num abraço saudoso repleto de desejos e promessas.
Nos encaminhamos para o estacionamento e no carro finalmente eu pude beijá-la como desejava.
A viagem até Garopaba foi ótima, tempo suficiente para conversarmos, colocar o papo em dia kkkk...

Chegamos à pousada sem problemas, o local era bastante agradável, o atendimento foi maravilhoso e rapidinho estávamos no nosso quarto.
Troca de presentes, abraços, beijos e muito mais. Quando vimos estava na hora de irmos jantar... Escolhemos um restaurante Mexicano, a comida estava ótima, o ambiente maravilhoso... Tudo perfeito.
Voltamos para a pousada e ficamos até tarde conversando e namorando muito.

No dia seguinte, acordamos depois das oito, tomamos banho e descemos para o café. Depois fomos cumprir a nossa agenda kkk. Iríamos até Laguna, uma cidade pitoresca que fica próxima à cidade que moro. Aqui pra essas banda é conhecida como a “Terra de Anita”.
No entanto, quando pegamos a BR 101 e estávamos na metade do caminho, ficamos presas num engarrafamento daqueles... Fiquei chateada, mas a Edi levou numa boa, super tranquila e na maior descontração. Ela não cansa de me surpreender... Sendo assim, aproveitamos o tempo para ficar juntinhas, curtindo um som legal, desfrutando de cada momento.

Quando saímos do engarrafamento já passava do meio dia. Chegamos à Laguna e fomos direto almoçar, depois disso, andamos pelo centro da cidade, tiramos várias fotos. Fomos até a barra, onde pudemos ver os botos no canal. Depois atravessamos o canal de balsa e seguimos até o Farol de Santa Marta, local muito apreciado pelos turistas, mas estava começando a chover e nem aproveitamos muito.

Na volta passamos pela minha cidade, em frente a minha casa de praia, mas nem paramos. Ainda não estávamos preparadas para encarar a família. Chegamos em Garopaba fim de tarde. Paramos num mercado para fazermos algumas compras e naquela noite não saímos. Ficamos no quarto comendo bobagens, tomando vinho e eu ensinando ela a jogar cartas... Muito interessante por sinal, afinal cada vez que uma de nós perdia o castigo era tirar uma peça de roupa kkkk...

No domingo acordamos tarde novamente, tomamos café e fomos passear. Dessa vez fomos a Imbituba, batemos várias fotos e depois fomos à Praia do Rosa, outro local muito interessante no verão. Almoçamos em um restaurante muito legal, com um som ambiente maravilhoso. Tiramos fotos e gravamos o nosso primeiro vídeo.

Voltamos para Garopaba e ficamos a tarde toda só namorando e fazendo novos planos. Tiramos fotos à beira mar, estava um friozinho muito gostoso.  À noite jantamos em um restaurante próximo a pousada, o clima já era de despedida...

Na manhã seguinte ficamos na cama até tarde. Descemos tomamos o café e voltamos para o quarto. Era hora de pegar a estrada em direção a Floripa. Iríamos almoçar por lá e depois rumaríamos para o aeroporto.

Fizemos o check in e como da primeira vez, voltamos ao nosso lugar de espera, uma rua próxima ao aeroporto. Ficamos ali aproveitando os minutos finais. Quando a deixei novamente no aeroporto não entrei. Não a vi partir, é um momento triste, mesmo tendo uma nova data marcada para o nosso encontro, não tinha como segurar as lágrimas.

A volta pra casa foi com chuva, próxima a entrada de Laguna um acidente com uma VAN escolar que seguia para a Universidade de Tubarão havia tombado. Muito movimento no local e o congestionamento foi inevitável.

Cheguei em casa passava das nove da noite. A Edi só foi chegar depois da meia noite. Assim que chegou em casa me ligou, conversamos um pouquinho e fomos dormir, essa noite em camas separadas e a milhares de quilômetros de distância, mas com a esperança de que o tempo passasse rápido para novamente estarmos juntas...

Beijos
Angie...

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O segundo encontro... by Edi


Data do encontro agendada, passagens compradas e pronto, era só esperar o tempo passar e tentar ao máximo minimizar a distância e a ausência de tantos dias de separação. Tudo isso foi pensado logo que chegamos de viagem e após esse primeiro passo, os dias que se seguiram foram de recordações, não nos cansávamos de relembrar como nos sentimos ao nos encontrar pela primeira vez, bem como das nossas conversas iniciais. As fotos também nos ajudaram a gravar as feições e detalhes uma da outra; foram poucas e combinamos que faríamos mais, dessa vez.

74 dias, foi o prazo estabelecido e o disponível para acontecer nosso segundo encontro. Foi muito tempo, mas em todos os dias que se passaram nos fizemos presente na vida uma da outra e isso amenizou a saudade e a vontade de nos ver novamente. Essa seria a primeira vez que nos encontraríamos como namoradas e programamos tudo juntas, estávamos vivendo um momento repleto de paixão, de saudade, de esperanças e de realizações.

Quinta-feira à noite, mala pronta e pensamentos a mil, pela manhã veria meu amor novamente, seria o mesmo vôo do encontro anterior, contudo, as sete na noite recebi uma ligação da companhia aérea:

- Senhora, seu vôo foi cancelado e reembarcaremos a senhora num vôo às seis e meia da manhã!

Eu fiquei bastante irritada, mas não havia jeito, eu chegaria às 13:30h e não às 09h, como havíamos planejado.  A Angie deveria sair de casa ainda de madrugada; novamente tinha deixado algumas coisas para arrumar antes da viagem, mas co m a mudança do vôo não haveria mais pressa. 

Liguei uma, duas, três, dezenas de vezes e nada dela atender. Tentei mais tarde novamente e nada. Se já estava irritada com o atraso do vôo, agora mais ainda. Onde diabos ela estava que não atendia o telefone? Á tarde eu pedi que ela não se afastasse do mesmo por causa de uma emergência e agora lá estava ela, longe do dito cujo... Então mandei uma sms dizendo que o vôo havia mudado e que eu ligaria novamente apenas quando estivesse em Florianópolis.

Algum tempo depois ela me ligou e conversamos, mas confesso que fiquei brava por não poder repartir com ela minha raiva com a companhia aérea na hora do acontecido.
Logo cedo, no aeroporto, liguei e mais uma vez não atendeu. Eu já estava achando que o universo das comunicações tinha feito um complô contra mim. Uns minutos depois ela ligou e me acalmou, disse que estava tudo bem e que nosso encontro sairia como planejamos, não precisava estresse. E de fato não precisava, tudo não passou de um misto de ansiedade, irritação e espera.

Quando desci do avião, o ritual do encontro anterior se cumpriu, cabelo, batom, perfume... Dessa vez comecei a sorrir desde a hora que desembarquei, mesmo não a vendo, sabia que a mim ela estava e queria demonstrar toda a minha felicidade desde o princípio. Ela me aguardava com rosas e estava toda arrumadinha, de batom e tudo mais. Nos abraçamos e por pouco não trocamos um beijo saudoso e merecido; mas no carro pudemos matar um pouco da saudade de nos tocar e nos ver assim, cara a cara e após alguns instantes, seguimos rumo à Garopaba. O percurso até a cidade serviu para conversarmos, ouvirmos música e almoçarmos. No hotel, fomos questionadas sobre as camas e nos identificamos como um casal e assim, uma foi providenciada.

Esse encontro foi diferente, não tínhamos ansiedade ou receios, apenas saudade e amor, muito amor pra trocar. Nossa primeira tarde passou rápido, quando vimos, já era noite e era hora de sairmos pra jantar e passear um pouco. Depois de algumas voltas pela cidade, escolhemos um restaurante de comida mexicana e não sei se era porque estávamos apaixonadas, mas tudo ao nosso redor parecia romântico, o que contribuiu para que “coraçõezinhos surgissem” de nossos olhos; declaradamente nós éramos um casal. Depois de algumas margaritas e tacos voltamos pro hotel e tivemos uma noite maravilhosa, pois não há nada mais reconfortante que dormir nos braços da mulher amada.

Pela manhã, fomos passear em alguns municípios vizinhos e quis o destino que ficássemos quase duas horas paradas num congestionamento. Mas até isso veio a calhar, pois namoramos, cantamos e conversamos bastante durante esse tempo. No resto do dia tiramos fotos e eu conheci alguns lugares históricos, e na volta passamos pela casa dela, mas não entramos, ainda não era hora da apresentação. Tudo a seu tempo...
No dia seguinte, como no anterior, fomos passear em outros municípios e por Garopaba também e almoçamos num restaurante apaixonante, foi nele que fizemos nosso primeiro vídeo que até hoje não cansamos de revê-lo.

A noite de domingo veio com um gostinho amargo, seria nossa última e por mais que tentemos nos alegrar e otimizar o tempo, não há como não pensar que passaremos mais dezenas de dias sem nos ver, bem como sempre surge uma pontinha de medo sobre quanto tempo ainda passaremos assim. Contudo, são pensamentos que vêm, mas que não devem ficar, pois em nossas mentes e em nossos corações só deve haver espaço para a esperança e a certeza de que nosso amor prevalecerá sobre todas as outras coisas e que daremos um jeito de ficarmos juntas.

Dessa vez não deixamos o agendamento para depois, nos despedimos com a próxima data marcada e com o local também, casa da Angie... O dia havia sido anunciado, eu conheceria, pais e filha. Agora era só esperar e torcer para que até lá o processo de aceitação da família tivesse sido concluído ou pelo menos em fase de “vou conhecer para decidir depois”.

Texto by Edi...

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Aniversários...


Olá meninas, depois de alguns dias na correria e sem tempo para escrever, volto com mais um post sobre as minhas experiências.
O namoro com a Edi era agora oficial. As amigas do chat sabiam, as amigas mais chegadas da vida real também e claro, a maioria da família. Após um mês do nosso primeiro encontro, a Edi estava aniversariando, mais precisamente no dia 10 de julho, uma terça-feira.
Duas semanas antes eu comecei a vasculhar a internet em busca de algum presente que pudesse comprar e que fosse entregue na casa dela... Pensei, pensei e nada que eu encontrava era interessante ou me sentia segura o suficiente para comprar. No final optei pelo tradicional, e que a grande maioria de nós mulheres gostam, flores.
Nessa hora recorri a minha amiga Beth. Depois do horário de trabalho corri para a casa dela e sentamos em frente ao computador, ela me ajudou a escolher uma floricultura que fizesse a entrega, o arranjo e me emprestou o cartão de crédito.  
Já havia decidido enviar o presente para a casa dela, pois queria ver quando ela recebesse. Eu planejei tudinho, o horário de entrega ficaria entre 14h30 e 15h. Nesse momento estaríamos conversando pelo MSN, portanto seria perfeito.
Escolhi rosas vermelhas e ela vinha acompanhada de um ursinho kkk bem mimoso eu sei, mas achei que ela iria gostar. Durante os dias que se sucederam eu fiquei na expectativa, não via a hora de chegar a data.
E finalmente chegou. Enviei uma sms logo depois da meia noite kkk queria ser a primeira a desejar um “Feliz Aniversário”... Mais tarde conversamos pelo fone, ela teria uma festinha no local de trabalho, e depois teria o restante do dia de folga.
Quando cheguei ao trabalho mandei o costumeiro e-mail e um cartão de felicidades e claro declarando todo o meu amor.
Perto das dez e meia da manhã ela me ligou. Eu fiquei toda feliz, teria um tempinho para falar com ela. Perguntei como havia sido a festinha e ela disse que estava muito legal, os amigos de trabalho presente, muita comida boa, no entanto, ela tinha algo para me falar.
Eu fiquei curiosa e perguntei:
- O que foi?
- Eu ganhei flores.
- Flores? – Ué? Como assim? Pensei eu.... As minhas flores só iriam chegar à tarde e seriam entregues na casa dela.
- É Angie, eu ganhei flores da ...
Pausa para a sessão de xingamentos. A EX decidiu enviar flores, agora me respondam vocês: é ou não é para ficar P da vida?
Confesso que eu nunca tinha sentido tanto ciúmes antes. Toda a minha expectativa para a entrega das minhas flores, à tarde, foram por água abaixo.
Não lembro ao certo como terminou aquela ligação, só sei que a cabeça latejava e o estômago estava dando voltas.
Não almocei direito e quando voltei para o escritório o meu telefone tocou, era ela...
- Oi Angie, acabei de receber as suas flores...
Ah legal, pensei eu. Além de não serem as únicas do dia ainda chegaram no horário errado...
- Que bom que chegou.
- São lindas, eu adorei.
A conversa continuou, mas não tinha como negar, eu estava mesmo chateada com todo o ocorrido e me questionei sobre o que seria agora, afinal a ex morava perto, mesma cidade, era só um telefonema e pronto, poderiam ir ao barzinho, shopping, cinema... Afff...
À noite nos falamos novamente, ela percebeu que eu havia ficado bastante encucada com o acontecido. A conversa foi longa e no final eu acabei digerindo o acontecido, mas é algo que até hoje me irrita.
O assunto todo foi finalmente superado na sexta-feira quando fui ao correio e adivinhem?
Uma carta para mim vinda diretamente de Teresina.
Fazia anos que eu não recebia uma carta, as idas ao correio eram apenas para pegar os boletos e pagar as contas kkk...
Quando abri o envelope, pude sentir o perfume dela, que coisa mais maravilhosa. Dentro do envelope tinha uma carta e também um CD.
Por si só, o conteúdo da carta já era motivo de muita alegria, mas saber que as músicas gravadas faziam com que ela se lembrasse de mim foi maravilhoso.
Nesse momento eu caí na real, muitas coisas iriam acontecer, boas e ruins, mas fazer com que o relacionamento desse certo dependeria apenas de nós duas e para tanto, confiança e respeito seriam a base de tudo...
No mês seguinte foi a minha vez de aniversariar. Comemoramos a data juntas, mesmo que distante. Ela me presenteou com um celular, desses com dois chips kkk até então eu tinha dois chips, mas o celular só comportava um. É claro que adorei...
A minha filhota também estava de aniversário e como decidi montar um quarto para ela, a Edi acabou dando o guarda-roupa de presente.
Ela nos enviou ainda cartões de aniversário, além de um lindo livro infantil para a minha pequena.
A cada dia que passava o nosso relacionamento se firmava. Faltava agora poucos dias para o nosso segundo encontro.
Tudo estava acertado, passagens compradas, horário de vôo confirmado, a cidade a qual estaríamos visitando também já estava escolhida... Esse seria um encontro diferente, pela primeira vez como namoradas...
E na próxima semana eu falo sobre ele...
Beijos
Angie...

Abaixo a lista das músicas que a Edi gravou no CD:

A volta – Roberto Carlos / Ainda bem – Marisa Monte

Amor I love you – Marisa Monte / Antes das seis – Legião Urbana

Bela flor – Maria Gadú / Chega de saudade – Leila Pinheiro

Cheiro de amor – Maria Bethânia / Colado em tuas mãos – Forró do Muído

Contra o tempo – Rita Ribeiro / Desculpe o auê – Rita Lee

Deusa da ilusão – Lulu Santos / Encostar na tua – Ana Carolina

Espere por mim morena – Leila Pinheiro / Eu amo mais você do que eu – Catedral

Eu amo você – Tim Maia / Eu não existo sem você – Oswaldo Montenegro

Eu preciso de você – Validuaté / Eu te amo você – Marina Lima

Eu te amo, eu te amo, eu te amo – Marisa Monte /Eu te amo – Gal Costa

Falando de amor – Gal Costa / Feliz – Leila Pinheiro / Frisson – 14 bis /
 Haja o que houver – Madredeus / Linda juventude – 14 bis / Luz dos olhos – Cássia Eller

Mais eu quero – Vavá Ribeiro / Mensagem de amor – Caetano Veloso

Mimar você – Caetano Veloso / N – Nando Reis / Num corpo só – Maria Rita

O meu sangue ferve por você – Patrícia Coelho / O mundo anda tão complicado – Legião Urbana

O que é o amor – Maria Rita / O que eu sempre quis – Heróis da Resistência

Onde está o meu amor – Paulo Ricardo / Pensa em mim – Darvin 
Por isso eu corro demais – Adriana Calcanhoto / Porque eu sei que é amor – Titãs

Pra lembrar de nós – Flávio Venturine / Preciso dizer que te amo – Marina Lima

Ate mais ver - Trio Virgulino / Se – Djavan / Senhorita – Zé Geraldo

Sim – Nando Reis / Sorte – Forró do Muído / Um certo alguém – Lulu Santos

Cartão de aniversário enviado para a Edi




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Saindo do armário para os amigos...


Eu sempre fui rodeada de amigos; tenho facilidade em me comunicar, sou sociável e estou sempre pronta a ajudar. Mas quando eu me deparei com essa nova fase da minha vida, eu simplesmente acabei me retraindo e não encontrando coragem para me abrir com nenhum deles.
Eu tinha medo. Eu amo minhas amizades, a hipótese deles não aceitarem, me deixava insegura e apreensiva, mesmo que intimamente eu reafirmava que o fato deles me amarem faria com que a aceitação fosse mais fácil. Mas quem disse que eu conseguia colocar em prática tantos discursos treinados em frente ao espelho?
Pois bem, a primeira amiga que ficou sabendo da minha nova fase foi a Beth. Ela era a minha instrutora na academia e todos os dias pela manhã nos encontrávamos. Depois que o meu relacionamento com a Edi se transformou em namoro, começamos a conversar pela manhã. Ela me ligava todos os dias e claro que com isso, a Beth começou a desconfiar.
Mas o que levou mesmo a Beth a descobrir minha homossexualidade, não foi o meu jeito de falar, andar ou vestir e sim uma sms que enviei para ela e que na verdade era para a Edi.
Nesse dia (na verdade era à noite) eu estava trocando sms com a Edi e com Beth ao mesmo tempo. A Beth na faculdade e acho que comentávamos algo sobre a aula ou o que iríamos fazer no dia seguinte. Enquanto isso, a Edi me enviou uma sms dizendo que iria tomar banho, a minha resposta foi imediata. “Bom banho minha linda. Beijos”.
Bem, se a Beth desconfiava, depois dessa ela teve certeza. Assim que enviei a sms, me dei conta do erro, tentei cancelar, mas não consegui. Minutos depois veio uma sms da Beth, questionando a mensagem que eu tinha enviado. Tentei remediar, desconversar, mas não teve jeito. Ela me enviou uma sms dizendo que estava tudo bem, que a hora que eu quisesse falar sobre o assunto, ela estaria ali para me ouvir. Isso foi o bastante para me abrir e contar. A reação da Beth foi a melhor possível, desde o princípio tratou o assunto com a maior naturalidade, tanto ela quanto o marido, Lipe que ficou sabendo alguns dias depois. Ambos conheceram a Edi em outubro do ano passado.
Com isso, eu fiquei mais confiante em contar para outra amiga, essa de longa data. A Gabi é uma pessoa super pra frente, mas mesmo assim, fiquei com receio e demorei em falar sobre o assunto. Fiz tantos rodeios que ela acabou apelando.
- Fala Angie. O que você anda fazendo? Por que essa enrolação?
- Ah Gabi, é difícil falar, eu...
- Escuta, as coisas só vão mudar entre a gente se você me contar que matou alguém, foi isso?
Não pude conter o riso, estávamos falando pelo msn e então eu disse:
- Estou namorando.
- Que bom amiga!
- É uma menina...
- E daí? Tá feliz?
- Sim, muito. Nunca estive tão feliz na minha vida.
- Pois é isso que importa! Eu fico feliz por você, mesmo porque estou vendo o quanto você mudou.
E foi assim, essas duas pessoinhas maravilhosas foram as primeiras fora da minha família, a saberem da minha homossexualidade.
Depois disso, foi a vez da minha chefe. O fato de estarmos juntas diariamente colaborou para ela perceber as mudanças e começasse a juntar os fatos.
Tanto ela quanto o marido sabem e também foram super discretos sobre o assunto.
Eu também acabei contanto para um amigo meu, com quem tive o prazer de estudar e trabalhar. Somos amigos há muito tempo, para ele também não foi uma surpresa.
- Você mudou muito nos últimos meses, Angie. Sabia que alguma coisa havia acontecido.
De acordo com ele, o fato de eu estar sempre grudada ao telefone e nunca pronunciar o pronome ELE... Foi uma dica de que eu estaria envolvida com uma mulher.
Em outubro passado, uma prima minha que morava em Joinville também ficou sabendo. De todas as primas que sabem, ela é a única com quem converso abertamente.
A última amiga com quem comentei o fato, foi a Debi. Da mesma forma que os outros, ela tratou o assunto da forma mais natural possível e disse que o que importava era ser feliz.
Ainda faltam algumas amigas, que pela amizade que temos, eu deveria me sentir pronta para falar, mas ainda não estou. Tenho medo que de alguma forma isso acabe mudando o nosso relacionamento.
Não é fácil sair do armário. Acho que só consegui evoluir tanto, porque me sinto amada o suficiente para assumir o risco. Além disso, tenho sempre o apoio da Edi. É reconfortante saber que se algo sair errado, eu terei para quem chorar as minhas mágoas.
Bem, por hoje é isso. Abaixo, segue os textos da Gabi e da Beth falando sobre como foi saberem da minha homossexualidade.
Tenham todas um ótimo dia...
Beijos
Angie...


Descobrindo a verdade - by Beth

Estou aqui pra falar sobre como descobri que a Angie “não curtia” kkkkk ....
Primeiramente, a conheci na academia, a gente malhava juntas, e por ela ser essa pessoa tão querida e maravilhosa acabamos criando uma amizade muito legal...
Eu, criada em uma sociedade preconceituosa, com pais preconceituosos, logo de cara fiquei com um pé atrás em relação à sexualidade de Angie. Por usar roupas muito largas, andar só de tênis, e com um Óculos de sol HORRÍVEL..... Mesmo sem querer, comecei a duvidar, (deixo aqui bem claro que não tenho preconceito, muito pelo contrario, apóio que as pessoas busquem a felicidade, seja com homens, mulheres...), mas conhecendo a família super religiosa, e a linda filha dela, deixei de lado, e realmente não me importei tanto de inicio, pra mim não fazia diferença a sexualidade dela, apenas que fosse minha amiga...
Uns meses depois de termos nos conhecido, eis que Angie começou a andar com o celular GRUDADO na mão, trocando mensagens, e parava de malhar pra atender ao telefone, e começamos a pegar no pé dela, que, segundo acreditávamos, tinha arranjado um namorado... Ela, super vermelha, sempre desconversava...
 Isso aconteceu por mais ou menos uns dois meses...
Um belo dia, quer dizer noite enquanto voltava da faculdade, estava eu trocando mensagem com Angie, quando recebo uma mensagem super incoerente no celular... “Minha linda vai tomar banho, então depois nos falamos” mais ou menos assim... Aí eu dei pulos de alegria, kkk finalmente ela tinha cometido o erro de mandar mensagem errada, o que me dava uma ÓTIMA chance para conversar sobre o assunto com ela. Então eu respondi a mensagem assim: “Banho? Como eu vou tomar banho no ônibus da facul?”
Pronto, começou ela a desconversar e fazer de conta que nada tinha acontecido. Kkkk... Mas eu sou brasileira... E não desisto nunca!!! Continuei insistindo, e ela negando, até que mandei uma mensagem pra ela dizendo que eu não iria julgar, nem deixar nossa amizade acabar por qualquer coisa... Aí ela se abriu...
Foi super estranha nossa próxima conversa ao vivo. Hehehe, ela super envergonhada e eu louca pra saber os detalhes, já querendo conhecer a namorada e tudo, e totalmente aberta para o assunto...
Foi assim que eu descobri!!! Mesmo já desconfiando... Foi muito bom que eu descobri, pude ajudar e ouvir desabafos, acho que Angie tinha muita coisa guardada, que ela tinha que contar, tirar do peito. E mesmo com todo o medo inicial por parte dela, continuamos amigas, quase irmãs e Angie sabe que sempre que precisar de qualquer coisa estarei aqui por ela!!!
Love you Angie♥♥♥



Descobrindo a verdade - by Gabi

Oláá mulherada!! Um prazer escrever neste blog tão especial.
A Angie e eu somos amigas há tanto tempo...lembro do início dessa amizade...regada a pizza, vinho e jornalismo. Foi por causa de um convite dela para escrever uma coluna no jornal, no qual ela era sócia, que minha vida mudou. Acabei descobrindo minha verdadeira paixão profissional, ser colunista/jornalista!! (Devo muita coisa a ela!). A Angie é mais que uma AMIGA!! Nossa amizade é verdadeira e amizades assim, existem porque tem respeito, humildade e confiança (os básicos, claro!!).
Desde que conheci a Angie, nunca fui de ficar questionando sobre sua vida íntima. Acompanhei um pouco do relacionamento com o pai da filha dela, para mim, um relacionamento normal nos dias de hoje. Na vida, aprendi a nunca julgar as pessoas pela aparência. E foi assim com a Angie. Não a julgava pelo seu jeito de se vestir (sempre de camiseta, calça e tênis...hehe). Algumas pessoas próximas de mim, até comentavam que ela era “sapatona” e eu, nem aí para estes comentários. Como ela nunca havia se “passado” comigo...hehehe...vivemos normalmente. Entretanto, sei que ter alguém ao nosso lado, com quem trocar carinho, beijos e algo mais..rsrsrs...é importante. Mas como a Angie sempre foi muito discreta com relação a isso, respeitava.
Agoooraaaa, quaaaaaando ela me contou da “novidade”, que estava namorando uma mulher foi muito divertido. Confesso que não me surpreendi e não sei explicar o porquê. Ela fez tanto suspense que pensei que tinha matado alguém!! Rsrsrs....Mas passado isso, fiquei muito feliz, muito mesmo!! Porque a Angiei mudou prá caramba!!! Esta mais alegre, mais vaidosa, com brilho no olhar!! E que bom ver pessoas que a gente gosta assim, não é mesmo?! O desejo da Angie por outra mulher não interferiu em nada na nossa amizade. Aliás, meu respeito por ela aumentou ainda mais. Adoro ouvir as histórias desse novo mundo!!
É bom demais ver a Angie ‘despertada’ para o amor.  Torço a cada dia por essa nova mulher, essa nova Angie !! 
Beijo grande minha amiga! E tu sabe que sempre estarei do seu lado!! 
Feliiciidadesssssssssss!!


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Namoro...

Olá meninas...
Desculpe a demora, mas a vida está corrida mesmo.
Estou aqui para mais um post, então lá vamos nós...

A vida estava mesmo muito boa. Eu tinha uma namorada linda e maravilhosa pela qual eu estava completamente apaixonada.
As nossas conversas por telefone, e-mail, msn, sms eram cada dia mais frequente e maravilhosas. Falávamos de tudo um pouco.
Aos poucos, fomos moldando a nossa rotina diária ao nosso namoro, definitivamente estávamos namorando (oh coisa boa kkk). Conversávamos regularmente pela manhã enquanto eu estava sozinha na academia e ela na secretaria de educação.
Depois chegava ao trabalho, enviava o e-mail matinal e durante a manhã, entre uma reportagem e outra eu dava um jeito de enviar uma sms ou até mesmo ligar, só para escutar a voz dela.
No período da tarde conseguíamos conversar por msn e a noite, bem a noite sempre foi meu horário preferido, poderia ficar falando com ela por horas e horas.
Em casa o assunto era pouco comentado e quando isso acontecia, minha mãe e eu acabávamos discutindo. Algumas vezes fui dormir chateada coma situação e a Edi sempre buscava apaziguar os problemas.
- De tempo ao tempo Angie.
Não foram poucas às vezes em que minha mãe reclamava de agora eu estar sempre grudada ao telefone celular. Em uma de nossas discussões ela me perguntou se eu preferia magoar toda a família para manter um relacionamento desses.
Era difícil escutar essas argumentações, mas não tinha mais volta e eu deixei isso bem claro.
Não demorou muito e minha mãe contou para o meu pai. Até hoje, eu e ele nunca conversamos sobre o assunto. Mas ele não mudou em nada em relação a minha pessoa, continuamos como éramos. O pai é mais calado e na dele, ou seja, o contrário da minha mãe. Não que isso signifique que ele aceite a situação melhor do que ela, ele simplesmente prefere não falar.
Depois do meu pai, a minha mãe falou para a irmã mais nova dela. Uma tia que estimo muito. E que na verdade,  se tornou ainda mais especial, pois agiu com naturalidade e tem me dado um grande apoio.
Aos poucos eu também fui falando da Edi para a minha filha. Até hoje não falei abertamente que ela é minha namorada, mas por algumas perguntas e comentários feitos por ela, eu tenho certeza que sabe que existe um algo mais em nossa amizade.
Em conversas com algumas amigas na net e com a própria Edi, o conselho geral foi: agir com naturalidade. É o que em tento fazer.
Vale lembrar que nesse momento já estávamos com passagens compradas para um segundo encontro. Dessa vez decidimos que não ficaríamos em Florianópolis. Na verdade, eu sugeri uma cidade aqui próxima a minha, Garopaba. É uma cidade pequena, mas muito pitoresca, fica também no litoral do sul de Santa Catarina.
Mas os preparativos para o segundo encontro é assunto para outro post. Além disso, na próxima semana estarei falando de como foi à reação das minhas amigas mais próximas quando falei que estava namorando uma menina.
Sendo assim, me despeço por aqui...
Beijos e bom fim de semana a todas...
Angie...

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É amor



Olá, meninas bom dia...
Estamos aqui para mais um post das minhas experiências.
O primeiro encontro havia sido mágico. Deixá-la no aeroporto foi um momento triste. Meu coração estava pesado, talvez pelas palavras que gostaria de falar, mas que não conseguia dizer.
Voltei para casa sozinha escutando músicas românticas e confesso que por diversas vezes as lágrimas rolaram pelo meu rosto.
Cheguei em casa perto das cinco e meia da tarde. Nem bem estacionei o carro e minha filha veio correndo em minha direção; estava cheia de saudades e abraçá-la foi um conforto enorme.
Tirei as coisas do carro com a ajuda da filhota; a minha mãe já me esperava na cozinha com um café daqueles bem estilo de sítio mesmo: pão caseiro, queijo, salame, rosca de polvilho (que eu adoro) e bolo recheado. Não, não era especial para mim, não, lá em casa é sempre assim nos fins de semana... Um exagero...
Sentei para tomar o café com a mãe e com a minha filha. Me perguntaram como havia sido o passeio e eu disse que tinha sido maravilhoso, nisso levantei e fui buscar as coisas que a Edi tinha trazido de Teresina. A minha filha adorou a boneca de pano que no mesmo instante foi batizada de Lila. A mãe provou as castanhas e o doce de buriti.
Pelo olhar da minha mãe eu sabia que na verdade ela estava curiosa para saber como foi.
Depois do café fui ao quarto para desfazer a mala, nisso minha filha já estava brincando pela casa e a mãe aproveitou a oportunidade para termos uma conversa mais aprofundada.
- Minha filha como foi lá?
- Foi tudo de bom, mãe.
- Ah, é?
- É sim mãe, se você tinha qualquer dúvida sobre o fato de eu ser lés, não precisa ter mais. Eu sou sim. Na verdade sempre fui, mas apenas agora é que me dei conta disso e aceitei os fatos.
- Minha filha, mas como será a tua vida? Você sabe que a nossa sociedade é muito preconceituosa. Você está preparada para isso? Pensa bem, Angie.
- Olha mãe, a gente conversou sobre isso outras vezes, não vou mais voltar a ser o que era, mas não se preocupe, pois nada vai mudar por enquanto. A minha namorada mora a três mil quilômetros de distância, então não se preocupe.
Ela saiu do quarto sem comentar mais nada.
Os meus pensamentos voltaram ao encontro, a Edi.
Depois de tudo em ordem fui tomar um banho e arrumar minha filha para deitar. Estava cansada e com saudades e o melhor a fazer era ir dormir.
Na cama, enquanto conversava com a minha filhota, passei uma sms para Edi falando do quanto tinha sido maravilhoso aquele encontro. Nisso a minha pequena pergunta para quem estou mandando mensagem.
- Para a tia Edi, filha.
- E o que a mãe tá escrevendo?
Eu falei por alto o que estava escrito na mensagem, que finalizava com um beijo,  e quando terminei de ler, ela olhou pra mim e disse:
- Te amo.
- Também te amo, filha.
- Não mamãe, coloca aí que você ama a sua amiga.
Eu confesso que até hoje cada vez que lembro fico toda arrepiada. A gente costuma dizer que as crianças percebem tudo ao seu redor e não tenho dúvidas sobre isso.
Minha filha sabia definir muito melhor tudo o que eu estava sentindo. E de uma forma simples me mostrou que o melhor era falar abertamente desses sentimentos.
Depois de todas essas emoções eu adormeci.
Quando acordei logo cedo, percebi que havia uma sms da Edi, quando ela ainda estava no aeroporto em Fortaleza. Infelizmente eu não tinha visto na hora que chegou.
Sai cedo e fui para a academia, esperava com ansiedade o horário em que ela normalmente me ligava: 6h40min... E dessa vez não foi diferente. Como foi bom escutar a voz dela. Sempre animada pela manhã...
Conversamos um pouco e em seguida tivemos que desligar, pois o pessoal da academia estava chegando e o mesmo acontecia no local de trabalho dela.
Quando cheguei ao trabalho enviei um e-mail todo romântico e dizendo o quanto eu estava feliz. E ficamos trocando sms durante todo o dia. À noite conversamos até tarde, era véspera do dia dos namorados. Nessa noite nos declaramos e eu me senti nas nuvens. Estava amando.
Como sempre, ela me surpreendeu uma vez mais e comprou as passagens para o próximo encontro no dia 13 de junho; as passagens foram marcadas para o dia 24 de agosto, uma sexta-feira e ficaríamos juntas até o dia 27.
Os dias que se seguiram foram uma mistura de saudade, ansiedade, mas acima de tudo de muita felicidade... Iríamos nos encontrar novamente, estava longe ainda, seriam 71 dias de espera, mas isso era o que menos importava.
Eu estava vendo tudo muito colorido e lindo, me sentia e na verdade me sinto uma pessoa de muita sorte por tê-la encontrado e a cada dia que passa tenho mais certeza do meu amor, do nosso amor...
Bem meninas por hoje é só..
Fiquem bem e um ótimo fim de semana..
Beijos
Angie...
  
Obs: Abaixo o cartão que enviei para Edi na manhã de segunda-feira, dia 11 de junho de 2012.





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O outro lado...


Esse post foi escrito pela minha namorada Edi, contando como ela se sentiu em relação ao nosso primeiro encontro, ou seja, é o outro lado da moeda.. Confesso que gostei muito mais da versão dela do que da minha kkkk... E diferente de mim ela foi um pouco mais além nos detalhes, portanto para quem estava curiosa para saber como foi, aí está uma versão mais completa do nosso PRIMEIRO ENCONTRO.... 
Espero que gostem...

O Primeiro Encontro

by Edi

1h – Meu celular despertou. Estou ansiosa, pois o encontro tão aguardado está próximo, nem consegui dormir direito, apenas cochilei, pois mil coisas se passavam por minha cabeça, entretanto não tenho muitas dúvidas, uma intimidade foi construída e há sinceridade e respeito na nossa relação; creio que não haverão muitas surpresas....

2h – Checkin realizado; aviso a ela que já estou no aeroporto; ela acorda, foi dormir tarde, pois teve muito trabalho durante a semana e nem teve tempo de fazer a mala, na verdade preferiu fazê-la apenas após colocar a filha para dormir, nos falamos um pouco e embarco enquanto ela se arruma para pegar a estrada.

2:40h – O vôo com destino à São Paulo segue no horário marcado, não há muitas pessoas e tudo corre tranquilo, até consigo cochilar um pouco.

5:55h – Muita chuva em São Paulo, ficamos aguardando vários minutos até conseguirmos descer do avião, uma coisa me preocupa, a hora, pois o tempo entre as conexões é pequeno e temo perder o vôo para Florianópolis...

6:30h – Vou correndo até o guichê da companhia aérea apreensiva e me vendo não chegando a tempo, mas graças a Deus estava olhando o horário errado, o que vi foi a hora de embarque e não do vôo em si.

8:15h – Saímos um pouco atrasados, mas pouco coisa, ela não esperaria tanto e surpreendentemente não estava nervosa, passei a hora seguinte imaginando tudo o que queria fazer e dizer...

09:15h – Desembarco em Florianópolis e fazia sol, estava um vento frio, mas o sol estava brilhando naquela manhã. Antes de pegar a mala me arrumo um pouco, o cabelo, a roupa, retoque no batom, gotas de perfume e saio em direção ao saguão.

Muitas pessoas estavam ali, e procuro, procuro e nada, até que lá no fim, a vejo, está sorrindo, parece apreensiva e nesse momento eu também fiquei. Falei com ela, a abracei e disse prazer em conhecê-la. Ela era mais loira do que imaginava e mais bonita também. Pagamos o ticket de estacionamento e ela gentil levou minha mala.

Ao chegarmos ao carro perguntou onde poderíamos ir e eu disse que estava com fome, precisava tomar café. Paramos na padaria do Joca; eu a olhava de relance, queria vê-la de perto, conferir seus traços, queria ouvir sua voz, temia ficar sem assunto, portanto, já imaginava que temas poderia puxar para não ficarmos mudas.

Tomamos café, o mesmo pedido, mais uma vez gentil pagou a conta e perguntou se eu queria algo mais.
No carro, outra vez perguntou onde queria ir e eu disse que poderíamos ir a um shopping, visto que estava muito cedo para irmos para o hotel. Conversamos amenidades, as coisas aos poucos estavam se encaixando, afinal, ela era a mulher com quem falava toda manhã, toda tarde, toda noite... Andamos por Florianópolis e ela me contou que queria me dá flores, até tentou comprar, me contou que esteve em vários lugares perto do aeroporto, mas em vão, não encontrou. Eu também pensei em levar, mas não deu certo. Estacionamos numa rua, e ao parar o carro pintou um clima, mas nada aconteceu, ainda não era hora. Andamos um pouco e fomos até o shopping, olhamos lojas, algumas roupas e fomos almoçar. Depois do almoço iríamos para o hotel, acho que essa foi a hora mais nervosa do dia, pois depois do almoço ficaríamos sozinhas, entre quatro paredes e uma cama...

Quando eu pensava na nossa primeira vez eu imaginava que seria à noite, após o jantar, depois de duas ou três taças de vinho, achei que seria calmo, que seria romântico e que não teria pressão, eu a deixaria à vontade para fazer ou não algo, me sentia responsável por fazer daquele momento um momento de boas recordações e tinha certeza que seria, pois já havíamos falado bastante sobre sexo e sobre desejos.

A ida ao hotel foi tranquila, ouvimos a música que intitulamos nossa e chegamos depois de algumas perguntas acerca da localização de onde ficaríamos. No quarto, lhe entreguei os presentes regionais que havia levado, arrumamos nossas coisas e a pergunta que não queria calar: vamos fazer o quê agora?
Ligamos a TV e deitamos na cama, ela olhou para mim meio boba, sorrindo, aliás, ela tinha um sorriso lindo, adorei desde o princípio e logo que tocou minha mão eu disse: vem aqui, deita no meu colo. Mas ela não deitou coisa nenhuma, me beijou, um beijo tenso, sôfrego, saudoso... Eu me surpreendi, achei que ela não tomaria a iniciativa, mas tomou, me beijou, tirou minhas roupas, estava sedenta, com pressa e eu disse: calma, deita aqui, e a beijei devagar, tirei suas roupas, toquei sua pela, beijei seus seios e fiz tudo o que tinha que fazer, tudo o que falamos, desejamos, planejamos e esperamos desde o dia em que nos sentimos atraídas uma pela outra. Logo em seguida ela virou o jogo, deitou sobre mim e começou a me beijar, a repetir tudo o que eu tinha feito e eu falei: não precisa fazer agora, deita aqui e relaxe, teremos muito tempo. Falei isso porque temia que ela não estivesse preparada ainda, queria dá espaço e tempo para que ela assimilasse, mas ela disse que não queria esperar, que estava preparada e que me desejava mais que tudo.

Ficamos na cama entre beijos e carícias a tarde toda, quase não conseguimos levantar para jantar. Tomamos banho juntas e de repente não havia mais distância, nada mais nos separava, nenhum estranhamento existia e parecia que há muito nos conhecíamos. O que mais me impressionou foi a espontaneidade dela, entre nós não houve pudores, tabus, medos, receios, nada disso, apenas uma combinação perfeita de dois corpos e duas almas sedentas de amor e de desejo. Cada dia que passamos juntas foi perfeito, nos entendemos de todas as maneiras e parecia que estávamos vivendo um sonho, uma realidade paralela onde não tínhamos problema algum e num lugar onde só havia nós duas, o mundo era nosso.

No primeiro dia fomos jantar num restaurante italiano, o escolhemos depois de dar uma volta pela redondeza, era pequeno e belo, com um ar acolhedor. Nossos pedidos não foram de todo aprovado por nós, mas o que menos importava era o sabor do alimento, o fato de estarmos ali, no nosso primeiro jantar, é que era importante. Nos arrumamos, nos perfumamos uma para a outra, saímos de mãos dadas, escolhemos tudo juntas e iríamos para “casa” juntas...
Demoramos pouco no restaurante, tínhamos urgência em voltar, precisávamos saciar nossa vontade de beijar, abraçar, tocar e gozar. Quase não dormimos nessa noite, nos amamos e conversamos muito, quando vimos, o dia estava chegando; levantamos com muito custo, tomamos banho juntas, café e saímos, fomos até a orla do centro de Florianópolis onde tiramos algumas fotos e elegemos um banco como sendo nosso. Após, fomos a outro shopping, almoçamos e desistimos de ver um filme, preferimos voltar ao hotel, pois já estávamos com saudade de ficarmos grudadinhas novamente. Nessa tarde, vimos um espetáculo humorístico, tomamos vinho e comemos algumas coisas que ela havia levado. Mais uma vez observei seus cuidados, levou copos, facas, lanches e até pano de prato. Decidimos não mais sair, estava tudo perfeito e queríamos ficar assim, daquele jeitinho.

Na manhã seguinte fomos ao Mercado Público, eu queria conhecer o artesanato e andamos de braços dados, estava frio e era a justificativa perfeita. Almoçamos num restaurante perto do hotel, tiramos mais fotos, compramos água no supermercado e voltamos ao quarto. Outra tarde perfeita, conversamos, tomamos mais vinho, vimos o jogo da seleção e namoramos mais. Nossa última noite começou com um nó na garganta, fomos a um barzinho, mas nossos corações já estavam apertados, podíamos sentir isso uma na outra. O dia seguinte seria difícil...

Acordamos, tomamos café e fizemos a mala, por uma decisão da companhia aérea minha passagem comprada para sair no fim da tarde, foi antecipada para as 13h. Falamos pouco na ida ao aeroporto, tentamos encontrar um restaurante nas proximidades, mas não encontramos. Nos dias em que passamos juntas, fez sol o tempo todo, mas naquela manhã estava chovendo, uma chuva fina, parecida com um choro, com aquele ar de melancolia, o que aumentou nossa tristeza e angústia com a partida.
Fizemos um lanche no aeroporto e resolvemos sair um pouco, fomos até o carro nos despedir, e ela lembrou que atrás do aeroporto havia uma rua pouco transitada e sem saída. Nos despedimos lá, não falamos de futuro, tivemos medo de tocar nesse assunto, vi tristeza em seus olhos e isso me deu um nó na garganta. Eu não sou melosa, sou objetiva e já tinha decidido que iria ficar com ela, custasse o que custasse, eu voltaria para ela, cedo ou tarde, bastava ela esperar. Logo em seguida veio o momento inevitável, ela não me viu partir, me deixou na porta de embarque e seguiu em frente. Eu fiquei triste por vê-la triste, mas sabia que ia passar, que iríamos voltar a nos ver logo e sempre nos veríamos. Ao entrar no aeroporto, imediatamente embarquei no avião, de volta a São Paulo e de lá para meu destino final. Ela não demorou a chegar em casa, não havia trânsito e pôde curtir um pouco a filha e a mãe; contou sobre os passeios e entregou a boneca que havia levado, já estava bem, para minha alegria e até achei providencial a antecipação da passagem. Depois de longas horas em aeroportos do país, a 0:30h consegui chegar em casa em paz.

No dia seguinte fomos trabalhar e nos falamos logo cedinho, ela passou a me acompanhar para o trabalho todos os dias e à noite nos declaramos, era véspera do dia dos namorados e dissemos o nosso primeiro EU TE AMO! 

Texto escrito por Edi



OBS: Vídeo enviado pela Edi dias antes de nos encontrarmos
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A hora da verdade


A chegada ao aeroporto foi quase como eu esperava, não contei, no entanto com o nervosismo. Depois do primeiro contato, roçar de lábios no rosto, um abraço meio inseguro, trocamos algumas palavras, mas eu só percebia o sorriso dela e nossa... Que perfume... Ajudei com a bagagem, paguei o estacionamento e fomos até o carro.
A conversa fluiu um pouco nervosa, tipo:
- Como foi à viagem?
- Tranquila. E você esperou muito?
- Não, quase nada. Com fome? Vamos parar em algum lugar e tomar um café?
- Sim, claro.
Bem, o papo girou em torno de amenidades. Paramos na saída do aeroporto, na padaria do Joca kkkk... Tomamos uma média (café com leite para mim e para ela na verdade, leite com café) e pão de queijo.
Durante o café a conversa finalmente começou a fluir.
Foi só depois que saímos da padaria, a caminho do centro da cidade que me lembrei de ligar o som e aí fluiu o que chamo de “nossa música”... QUANDO TE ENCONTRAR... (essa foi a música do primeiro vídeo que ela fez para mim)...
Era uma quinta-feira, feriado de Corpus Christi, a cidade de Floripa estava tranquila. Muita gente preparando aqueles típicos tapetes nas ruas no centro da cidade. Demos algumas voltas pela e decidimos ir até o Shopping Beira Mar Norte. Ficamos andando de um lado para o outro, passando em frente às lojas até chegarmos a um local muito interessante, decidimos sentar e a conversa engrenou de vez.
Foi ali no shopping que tivemos o nosso primeiro almoço juntas, nada muito romântico kkk, mas bem legal. Conversamos mais um pouco e finalmente decidimos ir para o hotel.
Nossa reserva era em um hotel em Canasvieiras, um lugar muito interessante mesmo estando no inverno.
Chegamos no hotel e devo dizer que me deu o maior frio na barriga.
Fizemos o check in...
E seguimos em direção ao quarto.
Ummm.... Abri a porta e a primeira coisa que vi foi a cama... Vixiii engoli em seco... Algumas dúvidas passaram pela minha cabeça.
E se eu não me sentisse a vontade o suficiente para que algo acontecesse. E se eu não soubesse como agir... E se ela não tivesse me achado interessante o suficiente para irmos além do roçar de lábios no rosto.... E se.... Opa opa opa... pára pára tudo...
Chega de tanto SE, pensei, vamos deixar as coisas rolarem...
E foi assim...
Entramos, conversamos. Ela trouxe várias lembranças regionais. Pela primeira vez eu comi castanha de caju, bebi cajuína, experimentei doce de buriti e ainda refrigerante Jesus kkkk, além disso, trouxe para a minha filha uma boneca de pano estilo regional....
Um hum, pois é... E eu de mão abanando kkkk... Nadinha eu tinha pra oferecer a menina, vixiii, mais um MICO...
Ok, presentes recebidos, comentários feitos... A bagagem toda colocada no seu devido lugar... Hora de utilizar o banheiro... Escovar os dentes, lavar o rosto, passar um hidratante nas mãos, dá uma renovada no perfume...
Volto ao quarto ligo a TV... Ela entra no banheiro...
Deito na cama, quer dizer, arrumo os travesseiros de forma que posso me encostar na cabeceira da cama... Fico zapeando na TV a cabo e nada de bom parece surgir... Ummm me lembro de ter deixado em um seriado, acho que CSI alguma coisa kkkk.... ela volta senta ao meu lado e a gente fica ali vendo TV e trocando algumas palavras... Até que eu toco a mão dela e a gente se olha... É, foi de se perder naquele olhar... E aí eu não resisti e a beijei...
Devagar no começo, sorvendo cada momento e depois... Bem depois vocês podem imaginar. Foi tudo de bom. Foram quatro dias de pura magia.
Aproveitamos ao máximo, mas foi tudo rápido demais e quando percebemos era domingo cinco horas da tarde e lá estávamos nós de volta ao aeroporto de Floripa...
Algumas dúvidas mais que sanadas e outras surgiram...
Eu não tinha mais dúvidas sobre a minha homossexualidade, sabia agora com toda a certeza que gostava de meninas...
As dúvidas surgiram em relação a mim e a Edi. E agora como seria? O que iriamos fazer?
Pela primeira vez na minha vida eu me sentia apaixonada... E a mulher em questão mora a três mil 444 quilômetros de distância...
A viagem de volta para a casa foi feita com um peso estranho no coração, lágrimas sem querer rolaram pela minha face... Acho que era uma mistura de alegria com tristeza... Alegria pelo momento mágico vivido e tristeza pela incerteza desse relacionamento que aos poucos se tornou extremamente importante para mim...
Pois é meninas, foi assim que aconteceu...
Beijos a todas e até mais...
Angie... 

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Ou vai ou racha II


Confesso, que depois de ter proferido a sentença, “Sim estou namorando e é uma mulher”, eu até pensei: vixii será possível apagar essa afirmação? No entanto, pela cara da minha mãe naquele momento, eu sabia que não tinha mais volta.
- Como assim Angela? Uma mulher? Do que você está falando? (detalhe especial aqui, ela só me chama de Angela quando a coisa é feia mesmo).
- Uma mulher mãe, uma menina... É isso..
- Você está brincando comigo? Eu não consigo acreditar nisso! De onde veio essa ideia? Como você pode falar isso assim? Onde e como vocês se conheceram?
A lista de questionamentos foi enorme. Desde: onde eu estava com a cabeça? E o famoso: Você sabe que isso é pecado? E não contente ela proferiu o que me deixou realmente balançada: Você não pensa na sua filha não?
Esse último questionamento, fez com que o meu coração quase parasse. Eu já havia feito a mesma pergunta uma série de vezes. Será que sou uma mãe “desnaturada”? Eu teria direito em mudar tanto a vida da minha filha, para buscar a minha felicidade? Ela vai sofrer no futuro e a culpa será minha? Será que o fato de eu finalmente aceitar a minha homossexualidade irá decepciona-la?
Eu não tinha a resposta para nenhuma dessas perguntas... A única certeza que tinha, era que eu não poderia mais me esconder detrás de dúvidas e temores. Era hora de enfrentar a realidade...
Nesse momento, a minha mãe já estava em lágrimas e se questionando onde foi que errou?
De nada adiantava eu dizer que a culpa não era dela...
E então eu disse:
- Não pense que é só você que está sofrendo. Eu venho sentindo essa angústia há tempo. Eu preciso saber, preciso entender e aceitar de vez. E para isso eu preciso de você mãe...
Fui deitar naquela noite com uma baita dor de cabeça e minha mãe ficou no quarto chorando...
Eu me odiei naquele noite... Odiei tudo isso. Naquele momento eu entendi porque algumas pessoas preferem simplesmente ficar no armário...
A minha sorte foi a Edi, que durante todo esse processo esteve ao meu lado, mesmo que a milhares de quilômetros de distância.
Os dias que se seguiram foram uma mistura de culpa, medo e ansiedade...
Culpa pela tristeza que via nos olhos de minha mãe. Medo de não dar certo, de estar fazendo a coisa errada e ansiosa, afinal iria encontrar essa pessoa que se tornou tão importante em minha vida.
Como boa leonina que sou, coloquei todas as dúvidas e culpas para o lado e fui aos preparativos finais. Precisa de roupas novas, calça, camisetas, camisas, pijamas, roupas intimas e um sapatinho, não iria aparecer só com tênis né...
Ah... Também tinha que dá uma geral em mim mesmo. Uma amiga disse que eu fiz “barba, cabelo e bigode kkkk”, não necessariamente nessa ordem, mas... Afff... Depilação, unhas do pé e da mão, cabelo, corte e luzes... kkkkk
Além disso, fiquei responsável em levar um vinho, alguns aperitivos para degustarmos e eu queria levar flores. Ah também tinha que colocar a nossa música para o pen drive, assim quando estivéssemos no carro e eu ligasse o som, seria a primeira música que escutaríamos juntas.
Trabalhei no dia anterior ao encontro até nove da noite. Lá se foram às flores, teria que compra-las a caminho do aeroporto.
Em casa naquela noite, fiz a minha filha dormir e só depois fui arrumar a mala.
Faltavam apenas algumas horas. A Edi chegaria às nove da manhã em Floripa, com isso eu teria que sair de casa cedinho, tipo cinco e meia da matina.
Quase não dormi, a expectativa era enorme.
Levantei às quatro e meia. Antes de tudo coloquei a mala no carro, depois fui tomar um banho e me arrumar. Antes de sair do quarto beijei a minha filhota que dormia tranquilamente em minha cama. E quando já estava na porta a minha mãe apareceu. Aproveitei para beija-la e me despedir...
- Boa viagem filha. Dirige com cuidado.
 E eu pensei: Agora sim o coração ficou mais leve. Não vai ser fácil, mas com o tempo as coisas se acertam.
Mês de junho aqui na minha terra faz frio pacas, mas pra dizer a verdade o clima estava bem gostoso. Acho que a Edi trouxe um pouquinho de calor da terra dela kkkk...
Cheguei em Floripa cedo e comecei a vasculhar uma floricultura, mas por ser cedo, as que encontrei estavam fechadas...
Nas proximidades do aeroporto me informaram que havia uma. Perfeito, pensei eu.
Doce ilusão. Não encontrei nadinha, até que uma senhora me informou que no aeroporto havia uma floricultura. Ah agora sim...
Entrei no estacionamento do aeroporto eram oito e meia. Tempo suficiente para fazer tudo que tinha que fazer e esperar tranquilamente a chegada da Edi...
Ok, averiguada básica no meu cabelo (estilo Maria Bethânia kkk), batom bem discreto, presente de uma amiga minha... E lá vou eu...
Primeiro a procura das flores... Onde está? Onde está a floricultura? Adivinhem? Não tinha... Não tem uma floricultura no aeroporto Hercílio Luz... Ok, primeiro furo... Como eu vou encontrar uma mulher e não levo flores? Afff...
Bem, o jeito era recebê-la de mãos abanando mesmo... Faltavam poucos minutos agora...
Nove e cinco e o avião já havia aterrissado... Naquele momento eu estava com os nervos a flor da pele. E se ela não me reconhecesse? Será que ela veio realmente? Aixiiii...
Mandei uma SMS dizendo que já estava no saguão esperando e aproveitei para dizer a cor da minha blusa kkkk... Claro, assim não teria como ela não me achar...
Perto das nove e meia eu a avistei. Vinha caminhando de forma altiva e cheia de si.
Enquanto isso, eu não conseguia me mover, as pernas pareciam pesar toneladas. E aí ela me viu, um sorriso naqueles lindos lábios foram o suficiente para fazer meu coração disparar e finalmente consegui me encaminhar até ela...
Ela estava a poucos metros e tenho certeza que eu estava com a maior cara de boba. Quando ela chegou pertinho e nos cumprimentamos, rocei meus lábios em seu rosto e pude sentir a pele macia e o perfume, hummmm e que perfume... Delícia pura...
Esse foi sem dúvida alguma, um momento maravilhoso...

Bem é isso... Parece insano, mas aconteceu bem assim e continua acontecendo, a cada dia construímos mais um pedacinho dessa história...

Beijos a todas e uma boa semana...
Angie...





Obs: Acima o cartão que enviei a Edi no dia anterior ao nosso encontro...


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Ou vai ou racha 


Mais um post chegando meninas...
Dando continuação ao post anterior, voltamos a falar da preparação para o primeiro encontro...
Como falei anteriormente, foi assim bem de supetão que a Edi falou da possibilidade de nos encontrarmos. Na verdade não era uma opção, de acordo com ela, ou era ou não era... Ou seja, ou nos encontraríamos ou acabaria por ali todo o nosso flerte.
De acordo com ela, nós não tínhamos mais idade para ficar nesse namoro virtual, sem um caminho certo. Ela costuma dizer que: Ou vc F... ou sai de cima...
Eu fiquei muito P da vida, afinal quem era ela pra me fazer uma exigência assim de uma hora pra outra? Poxa, eu tenho uma filha, como vou sair e deixar tudo assim? O que eu falo pra mãe? Pro pai? A minha cabeça começou a rodar... E então eu parei e pensei: o que eu quero da vida? É a oportunidade de conhecer alguém que mexe verdadeiramente comigo, com quem eu venho compartilhando tudo nas ultimas semanas. Com quem eu sinto um prazer enorme em conversar por horas e horas... Foi aí que eu disse SIM...
Depois disso foi como se eu tivesse tirado um peso das minhas costas.
Começava agora todo o preparativo.
Data? Local do encontro? Quantos dias? ...
Nosso encontro foi marcado para o feriado de Corpus Christi que nesse ano caiu no dia 07 de junho, quinta-feira... Ela viria até Florianópolis e eu a encontraria no aeroporto às nove e meia da manhã. Depois iríamos para Canasvieiras e ficaríamos ali até domingo quando ela retornaria para casa...
Nos dias que se seguiram foi uma correria louca atrás de passagens, reserva de hotel e uma programação para ter o que fazer durante os quatro dias, afinal vai que a coisa não engrenasse como esperávamos, era necessário ter um plano B certo?
Bem confesso que depois de toda a euforia eu fiquei super preocupada. Seria a minha primeira vez com uma mulher. Eu estava com 38 anos e pela primeira vez iria vivenciar algo que mesmo quando eu não aceitava estava ali presente no meu interior.
Me perguntava, e se não desse certo e se não fosse real?
Bem eu só teria certeza se chegasse a acontecer, portanto chutei pra bem longe o medo e a preocupação tola de ser ou não ser e fui cuidar de algo que era primordial.
Como explicar para a minha mamãe que eu iria viajar por todo o feriado e com quem? Afinal ela conhece todas as minhas amigas e demais a mais eu sempre fui muito caseira. Até então pouquíssimas vezes eu deixava a minha filha sozinha com a mãe e as vezes que aconteceram foram viagens a trabalho...
Uma coisa que eu não consigo fazer é mentir para a minha mãe, ela sabe de cara quando eu estou aprontando algo... Sempre foi assim... Horrível eu não consigo controlar a gagueira e o vermelhão no rosto...
A única solução era pedir ajuda ao meu irmão... E foi o que fiz. Liguei para ele e falei que tinha algo muito importante para dizer e que ele entrasse no msn...(ok ok para tudo... eu sei, eu sei que parece tolo... mas eu não tive coragem de falar pelo telefone, o jeito foi apelar para o msn). Mas como eu esperava a reação dele foi, a melhor possível, claro que não deu pulos de alegria, mas rolou aquele lance de que “se você está feliz é o que importa”...
Era tudo o que eu queria ouvir. E assim começamos a traçar alguns planos para justificar a minha viagem.
Encontro de jornalistas?... Não tinha como, minha mãe conhece meus chefes, era bem capaz de encontrá-los na missa e falar sobre o assunto. Descobriria em dois tempos que eu tinha mentido.
Viagem com as amigas? Não... Porque teria que pedir apoio para as amigas (todas héteros e sem noção alguma da minha homossexualidade).
Encontro de escritoras?... Afinal a Edi escreveu um conto, eu escrevo reportagens... é, quem sabe daria certo...
A missão do mano era ligar para a mami e dizer o quanto era importante, para mim, participar desses tipos de encontros kkk...
Enquanto isso, meu amor já estava com as passagens compradas e, muito simplesmente, dito em casa que estaria viajando no feriado. Parece que para ela era algo mais comum, afinal viaja muito a trabalho, não tem filhos e também não tem uma mãe xereta como a minha kkkk
Faltando pouco mais de uma semana para a viagem eu deixei escapar assim como quem não quer nada que estaria viajando.
- Ah mãe semana que vem eu acho que vou viajar no feriado, mas ainda tenho que acertar algumas coisas... Isso foi logo cedo pela manhã antes de sair para trabalhar, deixei um beijo, peguei a mochila e a chave do carro e cai no trecho...
Claro que a noite ela me esperava para saber mais dessa viagem repentina.
Mas tudo bem, eu estava preparada, estava tudo organizado aqui dentro da minha cabeça... Cada resposta, cada detalhe...
Cheguei em casa, beijo na filhota, oi pra todo mundo, deixo a mochila, celular e chave no quarto. Volto à cozinha para tomar um café, depois... , banho, papo furado e quando eu pensei que passaria ilesa na situação, já tinha até baixado a guarda quando ela me perguntou:
- Filha vais pra onde?
Engasguei, isso acontece com frequência quando eu fico nervosa.
- Eu vou a Florianópolis
-Ah então está certo a viagem?
- É, está sim mãe...
- É do trabalho?
- Na verdade não... (como sempre engasguei)
Bem não tinha outro jeito, tudo o que eu tinha treinado durante o dia pra falar ficou travado, não saiu e meio que num sussurro eu disse que precisava contar algo...
Fomos para o quarto dela, sentamos na cama e antes que eu falasse, ela disse:
- O que tem de errado Angie?
- Por que a senhora diz isso mãe?
- Porque você está diferente, vive com esse celular na mão o tempo todo, conversa até altas horas, alguma coisa está acontecendo.
Agora me digam o que fazer em uma situação assim? A vontade era de sair correndo...
Mas não tinha mais como evitar, eu devia isso a ela e a mim mesmo, estava mudando a minha vida por completo e não poderia ser através de mentiras...
- Eu vou me encontrar com alguém mãe...
- Você está namorando?
- Sim estou e é uma mulher...

Por hoje é isso, prometo escrever em breve, apesar da correria do fim do ano...
Beijos a todas...
Angie...

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Assim, de repente...(Parte II)


Olá pessoal, passando para deixar mais um post...
Dando continuidade ao relato de quando conheci meu “amorzinho” ...
Depois de alguns desencontros na net, finalmente tivemos momentos interessantes no chat do Outro Espaço. Após muita conversa, descobri que ela estava escrevendo um conto, era a oportunidade certa para buscar um contato mais pessoal.
Falei que adoraria ler e que ela poderia me encaminhar pelo e-mail. Viram como eu sou espertinha? Eu não precisei pedir o e-mail em si, apesar de estar morrendo de vontade kkk...
Pois bem, ela me passou o e-mail com o conto, não preciso nem dizer que li tudo rapidamente né? O conto era mesmo muito bom, fiz alguns comentários básicos e reenviei.  Estava criado o nosso primeiro laço mais íntimo.
Um momento bastante interessante foi quando descobri a cidade natal da EDI. Não sei por que cargas d’água eu achava que ela era de São Paulo, mas na verdade ela era de uma cidade um pouco mais longe, conhecida como a capital do sol e da luz. Confesso que quase cai da cadeira. Afinal qual seria o futuro dessa relação? Três mil e seiscentos quilômetros nos separam...
Mas o baque foi só momentâneo, pois acabei empurrando essa informação para a parte mais escondidinha do meu cérebro.
Claro que ela sacou na hora a minha hesitação e ficou pegando no meu pé. Até então o papo era sempre tranquilo, sem muitas investidas de minha parte e claro dela menos ainda, pois ela já havia deixado bem claro que namoro a distância nem pensar.
Para piorar a situação, ela se propôs a me ajudar a encontrar alguém. De acordo com ela eu não sabia flertar e teria que seguir algumas regras básicas.
Primeiro: a idade.  No meu caso como eu tenho 38 teria que namorar apenas meninas entre 28 e 48... Ummm até aí tudo bem eu pensei, afinal ela tinha 33 na época kkk
Segundo: localização. Nada de namorar alguém fora do meu estado. Pronto, aqui ferrou geral; na época conhecia apenas uma menina do meu estado, mas que na verdade estava fora dos limites de idade e porque também nunca rolou o tal click. E o pior de tudo é que nessa nova regra ela se auto excluía da lista de possibilidades...
Lembro de ter ficado P da vida com todas essas dicas, afinal a menina que eu queria era ela...
Pois bem, pensei eu, se ela quer guerra, guerra terá... Comecei a bombardeá-la diariamente com cartões de bom dia e muitas conversas pelo msn, entre as quais eu acabei passando o meu número de telefone de uma forma displicente, tipo como quem não quer nada.. . Isso foi numa segunda-feira e nos dias que se seguiram eu fiquei esperando ela ligar, mas nada aconteceu.
Mesmo assim não desisti, os cartões continuaram, até que num domingo pela manhã enquanto ainda estava no quarto conversando com a minha filhota, o meu celular toca.
Olhei o número e não reconheci, mesmo assim atendi.
- Alô...
- Oi
- Quem é?
- Sou eu, EDI...
Cri cri cri... Momentos de tensão, engasguei e lasquei...
- Nossa que surpresa boa.
- Só estou ligando para dar oi e desejar um bom domingo...
Afff... Imagina se foi um bom domingo?
Naquele dia fiquei com a maior cara de bunda literalmente. A minha mãe chegou a perguntar o que tinha acontecido... E eu pensei ... Ah se ela soubesse kkk...
Não demorou muito para as ligações pela manhã e a noite (além de muitas sms) fazerem parte do nosso dia a dia, claro que os e-mails com os cartões continuaram, na verdade,continuam até hoje...
Com o passar dos dias e com a intensidade dos nossos sentimentos aflorando o resultado só poderia ser um: encontro
E foi assim, em um e-mail logo cedinho que começou essa ideia...
Abri minha caixa de e-mail e lá estava ela respondendo ao meu cartão de bom dia com o seguinte texto:
- Amore, obrigada! Sabe, tenho pensando tanto em você... E pensei em uma coisa, quem está na chuva é pra se molhar, né? À noite falaremos sobre isso...
Ummmm... A verdade é que fiquei grilada com esse texto, não pensei que resultaria em um dos momentos mais maravilhosos da minha vida.
Era uma quarta-feira, dia de trabalho pesado para mim e a única coisa que martelava na minha cabeça era que a noite algo sério iria acontecer. Nos encontramos no msn e começamos a conversar banalidades até que eu perguntei sobre o que seria a conversa.
E ela me responde assim...
- Angie, acho que é hora de nos encontrarmos...
É, minha gente foi bem assim, como diz um amigo meu... “Foi de supetão”...
Pois então, o desenrolar dessa nossa conversa virá no próximo post, por hoje é isso...
Beijos
Angie...

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Assim, de repente...




Eu nunca fui feliz em meus relacionamentos anteriores, mesmo porque tentava levar uma vida hétero quando tudo apontava para outro caminho.
Quando finalmente decidi que tinha que aceitar e vivenciar essa minha nova maneira de ser, eu encontrei a felicidade...
Ela veio de forma inesperada, não estava procurando um relacionamento sério ou de me apaixonar. Na verdade, baseada em experiências vividas até o momento, eu não acreditava que algo pudesse mudar a minha forma de pensar em relação ao amor.
Estava enganada, e muito por sinal.
Entrei no “Outro Espaço”, como sempre e percebi que não havia mais ninguém ali no momento, mas vi que alguém tinha publicado algumas piadas no chat. Dei boas risadas e claro, comentei...
No dia seguinte, lá estava a mesma pessoa com novas piadas. Uma vez mais, ela estava Off. Lembro de ter feito alguns comentários em relação às piadas. No fim da tarde acabei falando com uma das meninas que frequentava o chat há mais tempo para saber quem era a moça.
Depois de colhidas as informações, o jeito foi ficar de olho e contar com a sorte. Até que um dia deu certo de encontrá-la no chat. A conversa foi tranquila e a menina tinha mesmo um senso de humor bem aguçado, além de ter um EGO super inflado e não deu outra fiquei encantada, mesmo depois que ela trocou a minha companhia no bate papo para levar o gato ao veterinário. A menina adora bicho kkk...
Nos dias que se seguiram, eu fiquei atenta às visitas dela no chat, mas acabou que ela simplesmente desapareceu.
Foram dias intermináveis, entrava no chat diariamente e quando a curiosidade acabou superando a discrição, comecei a questionar se alguém sabia por onde ela andava.
Até que uma amiga dela ( ummm, ficará aqui como N) que estava no chat me informou que a EDI (abreviatura do nome de meu amore) estava viajando.  Perguntei se eram férias e ela me respondeu.
- Não, com o emprego que ela tem, não precisa de férias.
Caramba, isso só me deixou mais curiosa...
Os dias passaram e nada, eu já estava perdendo as esperanças de encontrá-la novamente. Uma colega minha do chat (vou chama-lá de Sax) tinha o msn da menina e até se ofereceu para perguntar a ela se poderia passar para mim, mas achei melhor dizer que não...
Quando pensei que não mais a veria, ela apareceu...
Nossa que alegria kkkk...
Bobagem da minha parte eu sei, mas não tinha como evitar.
E conversamos muito, acabei contando tudo ou quase tudo sobre a minha vida e ela também falou muito e sobre vários assuntos... (vale ressaltar aqui que quando digo falou quero dizer teclou, ok meninas?)
Era véspera de feriado, ela é funcionária pública e com isso estaria de folga no dia seguinte e eu estaria trabalhando, perfeito, afinal, trabalhar no feriado em alguns casos até que não é de todo mal...
Conversamos durante todo o dia. Os assuntos? Os mais diversos, filmes, música, contos, família, relacionamentos.
É, ela era perfeita. Mas a tola aqui não teve coragem de pedir o telefone, nem o msn e nos dias que se seguiram ela sumiu novamente, confesso que dessa vez fique P da vida...
E lá fui eu novamente questionar se alguém sabia por onde ela andava...
De tanto perguntar ela acabou sabendo e me deixou uma mensagem no chatango, mas quem disse que eu sabia ver essa mensagem?
E como eu fiquei sabendo da tal mensagem? Simples, a minha coleguinha Sax que nesse momento já fazia o típico papel de cupido comentou com ela que eu a estava procurando e mais tarde fique sabendo que a N também tinha falado algo...
E do nada ela apareceu.
Eu de boa, no maior papo com as coleguinhas do chat e ela chega.
Sabe aquela sensação de prazer que invade o coração e que parece que vai sair pela boca? Pois é, foi assim que me senti, na verdade é assim que me sinto diariamente, quando falo, quando penso nela...
Bem daí por diante as coisas foram acontecendo rapidamente, mas é claro que não irei contar tudo hoje, mas sem problemas, logo, logo estarei dando continuidade...
Beijos
E bom fim de semana
Angie...



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Conhecendo o Outro Espaço


Mesmo participando assiduamente do chat Elas e Elas eu acabei encontrando vários outros sites com temáticas lés, mas nenhum deles me chamou tanto a atenção quanto o “Outro Espaço” da Saiph.
Eu gostava da forma como o site estava disposto, era agradável. A forma do chat ali utilizado era diferente do que eu estava acostumada, me parecia mais clean.
Entrei algumas vezes só procurando filmes, mas cada vez que você entrava no site automaticamente entrava no chat como anon. Em uma dessas visitas eu loguei e comecei a participar das conversas.
A primeira a me dar as boas vindas foi Mafalda, sempre presente e disposta a dar as boas vindas...
Diferente do Elas e Elas, o Outro Espaço sempre foi mais tranquilo. Os diálogos aconteciam de uma forma que era possível entender sem grandes dificuldades ,  sem  aquele aglomerado de informações que eu estava acostumada, e claro que se quisesse falar algo em particular era só acionar o chatango.
Foi no Outro Espaço que conheci pessoas maravilhosas entre elas a minha namorada e outra que considero uma irmã. Além disso, claro, fiz grandes amizades.
Lembro que a primeira vez que entrei em uma polêmica foi em relação ao filme “I Can´t Think Straight”, como vocês já perceberam eu sou fã do filme e das atrizes e uma das novas coleguinhas simplesmente detonou o filme. Ficamos um bom tempo nessa discussão que resultou em boas risadas e bons argumentos, mas não teve jeito, no final cada uma seguiu com sua opinião.
Os assuntos no “Outro Espaço” sempre foram mais sérios, falávamos de tudo um pouco, não era apenas um local de azaração ou curtição e sendo assim, com o tempo fui conhecendo pessoas que se tornaram parte do meu dia a dia.
Uma delas é a minha “hermanita”. Quando a conhecia ela era simplesmente “muda”. No início achei que fosse algo contra a minha pessoa, pois por mais que eu dissesse bom dia, olá entre outras coisas ela simplesmente não respondia. Em vez de ficar P da vida pela falta de educação (ela vai detonar esse meu post) kkk comecei a perceber que esse comportamento não era somente com a minha pessoa e isso aguçou a minha curiosidade.
E como diz aquele ditado que água mole em pedra dura tanto bate até que fura, consegui  num certo dia trocar uma meia dúzia de palavras com ela. Para a minha surpresa ela é Argentina kkk. Foi na verdade uma agradável surpresa.
Essa mulher faz parte da minha vida diariamente, trocamos ideias, experiências, sempre tem uma palavra de otimismo a oferecer e está me ensinando a escrever em Espanhol, mas como não sou uma aluna aplicada o aprendizado vai lento...
-.’Hermana, es muy gratificante tenerte en mi lista de amigos... Besos y besos’.-
A partir do próximo post estarei falando sobre o amor da minha vida, como a conheci,  como foi e como está sendo...
Beijos
Angie...


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Enfrentando o medo...


Comentei aqui no meu primeiro post que para me ajudar a entender todas as mudanças que aconteciam dentro da minha cabeça eu fui procurar ajuda junto a uma psicóloga. No post o assunto passou quase que despercebido, mas em conversa com uma amiga aqui no chat mesmo, descobri que o assunto chamou a atenção e decidi escrever um pouco mais contando como foi essa experiência.
A decisão de procurar ajuda veio quando eu já me encontrava no fundo do poço interiormente. As pessoas que conviviam comigo não percebiam, eu vivia num mundo a parte, quando próxima a familiares e amigos eu era só sorrisos, no entanto quando só, era um poço de pensamentos obscuros, confusos. Não, eu nunca pensei em me matar. Sou covarde, mas não tanto e mais... eu tinha uma filha que precisa de mim e eu queria ser feliz.
A minha primeira sessão foi estranha. Não consigo explicar a sensação, mas podem ter certeza, para mim foi pior do que ir ao dentista e olha que eu odeio ir ao dentista...
Eu cheguei com meia hora de antecedência. Tolice de minha parte. Foram trinta minutos que mais pareciam horas. Eu tive tempo para pensar, repensar e a única coisa que eu queria era sair dali. “Por que estou fazendo isso comigo mesmo?” ... eu pensava. Entre um pensamento e outro, a secretária me chamou e disse que podia entrar.
Ok... As pernas pesaram e um medo irracional tomou conta de mim. Nesse momento a Dra. Dae (vamos ficar só com o apelido, melhor assim), apareceu na porta. Um sorriso tranquilo e diferente do que imaginei, ela não vestia jaleco branco e nem estava com os cabelos presos num coque... Com voz macia me pediu para entrar.
Eu sentei na cadeira por ela indicada e aguardei enquanto ela mexia na papelada. Conferiu alguns dados e então veio a pergunta que eu tanto temia:
- Bem, Angie, o que te trouxe até o meu consultório?
Cri, cri, cri... (é... isso é o danado do grilinho na minha mente), eu fiquei muda e quem me conhece sabe que falar não é o meu problema...
- Eu não sei ao certo.  (respondi sem graça)
O tempo que até então vinha se arrastando resolveu parar por completo.
Eu só pensava em sair correndo.
E não teve jeito. A minha primeira vez foi mesmo horrível. As perguntas vieram. Casada? Solteira? Tem filhos? Trabalha com o que? Gosta do que faz? Como foi a infância? Adolescência? Relacionamento familiar, como é? ... Minhas respostas eram curtas. O tempo todo me policiando para não dar uma bola fora. Falei pouco e o pouco que falei nada tinha a ver com os meus questionamentos. No fim da sessão eu já havia me decidido interiormente de que seria a primeira e única vez.
Mas antes de sair ela ficou entre a porta e eu e de forma muito tranquila falou:
- Angie você está me pagando para te ajudar, mas para que eu possa te ajudar você tem que querer. Você tem que ter pré-disposição pra melhorar seja lá qual for o seu problema. Acredite em mim, 90% aqui depende de você e se estais aqui é porque precisa e queres ajuda.
Eu agradeci e saí o mais rápido que pude. Voltei para casa e para meu mundinho sem nada comentar. Quinze dias depois, após muito debate comigo mesma eu voltei.
Era a minha última tentativa.
Cheguei bem próximo do horário, esperei pouco tempo e entrei antes mesmo da Dra. aparecer na porta. Ela estava sentada confortavelmente na poltrona e novamente sentei no sofá.
No início falamos sobre o tempo, fim de semana e como tinha sido os meus últimos 15 dias.
E então a conversa enveredou para as amizades e relacionamentos. Acho que foi aí que me entreguei.
Não demorou muito e eu falei o que estava martelando na minha mente havia tempos.
- Eu acho que sou gay. (fechei os olhos e até hoje ainda tenho a mesma sensação de alívio de quando falei isso). Era a primeira vez que falava abertamente com alguém, em alto e bom tom como se diz. Era a primeira vez que enfrentava de frente o meu medo.
- E como você se sente em relação a isso?
Perguntinha cafajeste eu pensei. Afinal se me sentisse bem não estaria ali certo?
- Perdida.
- Por quê?
- Como assim por quê?
- Por que você se sente perdida Angie?
- Simples eu não quero sentir isso. Eu não quero ser diferente.
- Você tem preconceito em relação à homossexualidade?
- Claro que não, mas eu não quero viver isso Doutora. Eu tenho uma filha, família, amigos, eu não saberia vivenciar isso.
Bem, foi nesse momento que tudo despencou. Chorei horrores. Ela falava e eu balançava a cabeça concordando e às vezes não querendo concordar.
Ela falou de coisas que eu nem sabia, que sentia, e contrariando as minhas expectativas ao final de sétima sessão eu estava em paz comigo mesma.
Na verdade parei porque a Dra. Dae estava voltando a terra de origem, ela me passou o nome de uma amiga e caso eu sentisse necessidade poderia me encaminhar para essa outra profissional.
Bem, pra encurtar a história que está mais do que longa, eu decidi que era hora de assumir e parar de fugir.
Quando digo que assumi, não foi para o mundo todo. Aconteceu aos poucos e contei com a ajuda de uma pessoa muito especial...
Hoje, minha família e amigos mais próximos sabem, a caminhada está apenas iniciando, mas pelo menos agora ando em paz comigo mesma.
Por hoje é só...
Beijos
Angie...


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Meu primeiro filme



Nossa mas é linda... Esse foi o meu primeiro pensamento quando pela primeira vez vi em cena a atriz Lisa Ray no filme “I Can´t Think Straight”. Não que Sheetal Sheth também não seja linda, na verdade as duas são simplesmente lindas juntas.
Quando fiz o download do filme eu já havia visto o trailer no youtube trocentas vezes...
O filme começa meio água com açúcar e de acordo com uma certa amiga o filme termina parecendo soro caseiro kkkk Eu ao contrário gostei muito, achei mimoso e não tenho vergonha em dizer que assisti várias vezes. Outra confissão que tenho a fazer é que Lisa Ray foi meu primeiro amor lés kkkk...
Tala e Leila fizeram com que a minha imaginação simplesmente não parasse de pensar em como seria fazer amor com outra mulher? A cena de amor entre as duas é repleta de sensualidade, mas também de muita ternura. As trocas de carícias e olhares são para deixar qualquer uma com água na boca...
Mas além da questão amorosa envolvendo as duas, o filme traz mesmo que de uma maneira superficial, a aceitação de uma das personagens em ser lés e dos familiares e amigos em relação à homossexualidade de ambas. Também de uma forma bem leve mostra discussões sobre os conflitos do Oriente Médio, tradições e religião...
O que eu não sabia e só mais tarde fiquei sabendo através de algumas pesquisas na net é que o filme é uma autobiográfico da escritora e diretora Shamim Sarif e da namorada Hanan Kattan e de que na verdadeI Can´t Think  Straight é um livro que foi adaptado para o cinema.
I Can´t think Straight foi vencedor de melhor filme pelo público no Festival de Cinema Gay e Lésbico de Miami, Melhor Filme e Escolha da Audiência no Festival de Cinema Queer de Melbourne e Prêmio de Melhor Filme e Escolha da Audiência do Festival de Cinema Queer de Vancouver.
Para quem não assistiu e ficou curiosa aqui vai o link do filme completo...
Beijos e bom filme...
Angie...



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Amor virtual



Olá meninas, bom dia…
Estamos aqui para mais um post…
As conversas no Elas e Elas eram cada vez mais calorosas, uma mulherada animada, e muitas é claro em busca de um alguém especial. Casais se formavam e se desfaziam com a mesma velocidade, mas sempre existem aquelas que resistem à distância e à saudade.
Lembro da primeira vez que falaram em casamento virtual. Seria realizado no chat e com a presença de toda a galera em um sábado à noite. Eu conhecia pouco do casal em questão e infelizmente também não estive presente no momento da referida cerimônia, mas os comentários foram os melhores possíveis.
Na época eu ainda achava tudo isso muito louco... Namoro virtual? Casamento virtual? Amor virtual? Não sei, mas não era pra mim, pelo menos era o que eu pensava.
Mas existia, na verdade existe e muitas vezes esse amor virtual consegue superar todas as barreiras. Conheci uma menina de Aracajú, gente fina da mais alta qualidade, engraçada, sempre muito afável e prestativa. Ela namorava uma menina de Recife e depois de muitos meses namorando pelo telefone, sms, MSN, skipe e sabe-se lá o que mais, ela decidiu que era hora de arrumar as malas e ir ao encontro desse amor.
Corajosa, a menina recolheu os pertences que tinha, deu adeus aos amigos, familiares, ao trabalho de professora de Educação Física com carteira assinada e tudo o mais e foi viver esse grande amor.
Desde que partiu as nossas conversas se restringiram a algumas palavras trocadas no MSN, nossos horários na net não coincidem, mas as notícias que tenho são sempre positivas. Perrengues existem claro, mas pelo menos agora enfrentam esses problemas juntas.
Hoje conheço mais casais que estão em um relacionamento sério e que se conheceram através da net. O meu namoro é um exemplo disso e de que as coisas podem acontecer de uma forma inusitada e que faz toda a diferença.
Mas esse assunto é mais pra frente.
O que aprendi durante esse novo período é que não importa a onde, ou quando, ou como você encontrou a pessoa, mas sim o sentimento que nutre por ela.
A vida é curta, não dá pra viver pensando que pode se deixar pra depois, afinal pode acontecer de o depois ser tarde demais...
Por hoje é isso...
Beijos e um bom dia...
Angie...           


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Pé de Anjo



Olá, e lá vamos nós para mais um POST
Na publicação de hoje estarei falando das primeiras amizades virtuais, da sensação de estar em um mundo a parte. Era assim que me sentia no início, tinha a minha vidinha “normal e camuflada” e então eu chegava à net e podia ser eu mesma, sem mascaras, sem falsa pretensão.
Foi sempre assim que encarei a net. Era o lugar onde eu poderia ser verdadeira, não havia necessidade de esconder meus medos, ou de falar sobre os meus anseios e de como a minha cabeça ainda era confusa.
A primeira pessoa com quem tive um relacionamento de amizade virtual foi uma mulher maravilhosa de 40 anos e claro por questões obvias irei apenas chama-la de Pé de Anjo.
Como sempre fazia nas últimas semanas, entrei no chat Elas e Elas e fiquei esperando algum papo rolar. Não demorou muito e Pé de Anjo lascou...
- Aixiii morrendo de vontade comer a caixa de bis da minha irmã...
Não pude deixar de rir, afinal quem resiste a uma caixa de bis ao alcance? Eu não kkk
- Pegue um, acredito que ela não vai se importar.  Disse eu.
- Um só não tem graça. O nome do chocolate é bis kkkk eu não paro enquanto não vejo o fim da caixa kkk
E foi assim que a minha amizade com Pé de Anjo teve início. Nunca a conheci pessoalmente, o que é o caso na maioria das amizades virtuais. Mas ela foi muito importante na busca de respostas para os meus questionamentos.
O apelido Pé de Anjo surgiu depois de saber que tinha como hobby correr quilômetros e mais quilômetros, tanto pela manhã quanto a tarde... Só de ler o que ela teclava já me deixava cansada kkkk... Ah e ela calçava o número 34 kkk ela dizia que era uma vergonha para uma SAPA calçar esse número kkk
Tivemos ótimas conversas, era rotineiro eu entrar entre 10 da manhã e encontra-la por lá...
Mas como tudo que é bom, dura pouco, ela desapareceu. Estava com alguns problemas pessoais e decidiu dar um tempo...
Senti muito a falta dela no início, mas amizades virtuais têm dessas coisas.
No entanto guardo com carinho os momentos compartilhados durante aquele período.
Nessa época eu ainda não compartilhava meu msn, tinha medo da exposição e com isso nunca mais tive contato com ela.
Talvez num desses acasos da vida ela apareça por aqui para dar um oi ...
Entre tantas assuntos e ideias trocadas marcaram o gosto peculiar pela música ...
Aqui vão umas bandas que ela curte kkk, compartilho por que acho interessante conhecermos um pouco de tudo e alguns nomes aqui não são tão conhecidos pela maioria...
Marylin Manson,
Alice In Chains
 Katatonia
 L7
 Khold
Beijos meninas e um ótimo fim de semana, a gente se fala na segunda.
Bye...


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Descoberta




Olá bom dia...
Iniciando mais um POST...
Pois então, a partir de agora irei compartilhar como foi a minha descoberta no mundo lés, através da internet. Nessa o Google foi maravilhoso, era apenas digitar sobre qualquer dúvida e lá vinha ele com milhões de respostas...
SITES LÉS, click e voilà ... O primeiro que entrei foi no ELAS e ELAS...
De cara um poster do filme Elena Undone, naquela época ainda sem problemas com o megaupload... Mas claro que não baixei o filme logo de cara, fui averiguando o site, afinal era apenas o início...
Escutei um barulho estranho e desci para o fim da página, para minha surpresa tinha lá no lado direito um box , na verdade um Chat (XAT) kkk.
Achei o máximo.
Fiquei observando a conversa que rolava e claro que nem pensar em logar e conversar com alguém... Iria dizer o que? Oi sou uma lés recém assumida e estou procurando ajuda na net? E assumida pra quem? Não melhor não pagar mico pensei eu...
Voltei ao google e novamente pesquisei, desta vez por FILMES LÉS, queria uma lista e ela apareceu kkkk
Nossa que maravilha, pensava eu, agora sim eu terei uma ideia melhor de como esse mundo funciona.
Nas semanas que se seguiram eu vasculhei diversos sites, baixei muitos filmes e seriados com personagens lés.
Também comecei a ler diversas reportagens falando sobre homossexualidade, umas inspiradoras outras nem tanto.
Depois de algum tempo eu criei coragem e comecei a interagir nos chats.
O Chat do Elas e Elas era o que se poderia chamar de muvuca... A mulherada falando tudo ao mesmo tempo, muita azaração, brincadeiras, pegação no pé e claro também rolava o papo sério.
Quando pela primeira vez fiz o  log in e entrei no chat, fiquei meio que,  sem saber o que fazer. Lembro de ter dado um tímido Oi, mas que ninguém percebeu kkk...
Quando pensava em sair uma das meninas lascou a pergunta:
- E aí gata você joga em que time?
Ok, momento de hesitação e eu falei:
- Acho que não entendi a pergunta.
Pronto estava feito a burrada, imaginem a zoação geral.
Nesse momento para salvar a minha pele surgiu um anjo:
- Ah gente não faz assim não, ela deve ser nova por aqui.
Pronto kkk daí por diante o papo rolou tranquilo e em poucas semanas eu era mais uma assídua frequentadora do chat.
Conheci meninas de diversos lugares desse nosso Brasil...
Sempre tem aquelas com quem você se identifica mais e essas acabam fazendo parte da lista do e-mail, msn, skipe e algumas até na agenda telefônica do celular kkkk
Por hoje é só...
Volto amanhã..

Beijos a todas...
Angie...

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O início


Vou aproveitar esse espaço para contar um pouco sobre a minha história.
Aos 38 anos, depois de muitas idas e vindas, nem tantos amores, muito mais dissabores, eu acabei me achando nesse mundo que até então, me parecia por demais cinza.
O colorido só começou a existir depois de muitos tropeços e de uma busca interior que fez com que finalmente eu aceitasse a minha homossexualidade.
Imaginem o que é uma pessoa viver a vida toda buscando se encaixar na sociedade e negando qualquer sentimento que não fosse tido como "normal" pela maioria, pois bem essa era eu.
Dois relacionamentos héteros frustrados, no qual só não foi pior, por que um deles resultou no nascimento da minha filha, que com certeza é o melhor de mim...
Há dois anos decidi procurar ajuda de uma profissional ( uma psicóloga) e eis que após algumas sessões, meus olhos, mente e coração finalmente começaram a estar em sintonia.
Sem sombra de dúvida, esse é o primeiro passo, a aceitação...
Não é fácil, sair do mundinho seguro que se constrói e começar a rever tantas ações feitas no passado. Assumir para si mesmo, que você é homo é uma questão de coragem e acima de tudo de sobrevivência, pois quanto mais tempo se leva para aceitar, mais sufocada você vai ficando.
Ok... Passada a fase de aceitação, começa a fase da pesquisa, do querer conhecer, saber e a internet me fez maravilhas...
Jamais imaginei que existisse tantas mulheres passando pelos mesmos questionamentos, e pasmem quanto mais "experiente", mais complicado fica para aceitar. As meninas mais jovens, levam esse assunto de forma muito mais tranquila, são mais decididas e enfrentam as situações de frente.
A net foi sem dúvida alguma a janela que se abriu para um mundo até então desconhecido...
Em chats lés conheci inúmeras meninas, cada qual com sua história, cada qual com seu dilema. Umas assumidíssimas, outras nem tanto, outras ainda completamente no armário.
Tem as que são engraçadas, as galanteadoras, as pegadoras, as tímidas, as up front, as depressivas, vixiii você encontra de tudo...
Algumas pessoas dizem que nada vindo da internet presta quando a questão é amizade ou relacionamento, pois bem eu sou a prova viva de que se encontra sim pessoas maravilhosas através da net. Não vou dizer que não existe pessoas má intencionadas, mas até o momento dei muita sorte...
Com essas amigas, aos poucos fui aprendendo como gira o mundo lés e entre tantas eu acabei conhecendo a minha namorada. Não estava procurando um relacionamento, mas aconteceu. Ainda é novo, tem apenas cinco meses, moramos distante uma da outra, mas estamos fazendo o máximo para aproveitar cada momento que passamos juntas, cada ligação, cada sms trocada...
Ok, hoje foi apenas o primeiro post, parece meio sem pé nem cabeça né, mas a partir dos próximos dias eu irei postando como as coisas chegaram até aqui.
Como conheci minha namorada, como foi a reação da minha família e amigos próximos quando contei sobre essa NOVA mulher. Espero que algumas meninas, mulheres possam também utilizar o espaço para compartilhar experiências...

Beijos a todas...
Angie...



7 comentários:

  1. Ficou diferente com a mudança, mas o bom é que o texto continua ótimo.
    Beijos Angie.

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  2. Eu estou adorando essas suas histórias. Parecem contos, mas o bom é que é verdadeiro.
    Beijos

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  3. Uiiiiii... voc~e está enrolando né! Eu quer saber logo o q rolou Angie. Não pode deixar a gente na espera desse jeito rsrsrsrs.
    Beijos

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  4. Angie onde está a continuação? Eu quero saber como foi o encontro rsrsrsrs...

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  5. As flores da ex deve ter sido mesmo um horror hehehehe

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    1. Oi anon... Legal alguém ainda ler esse texto kkk... Foi sim, as flores da ex me deixou P da vida kkkkk, mas depois desse niver já comemoramos outros!

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  6. Sou Sonja McDonell, 23, Swiss Airlines Stewardess com 13 cidades em ultramarinos, muito concurso com muitas fantasias, também durante casos de emergência no meu trabalho maravilhoso. Onde estão as lésbicas cultivadas neste país? Muitas vezes estou surpreso no Rio, quando me sento em uma pequena mesa em frente ao hotel Hilton, o que fantasia que algumas garotas já têm com 12 a 16 anos!
    Com amor
    Sonja (sonjamcdonell@yahoo.com)

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