terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Mães de primeira viagem, lésbicas se revezam na amamentação da filha: “Nos deixou ainda mais próximas”


Maryellen Olson se submeteu a um tratamento de lactação induzida para também poder dar o peito à filha gerada pela companheira. As duas se revezam na alimentação da pequena Sequoia e se sentem igualmente conectadas à filha
Um casal de lésbicas decidiu dividir uma das experiências mais importantes da maternidade: amamentar o bebê. Heidi e Maryellen Olson resolveram se revezar na tarefa de alimentar a filha Sequoia, nascida há um mês.
Para isso, Maryellen, que não deu à luz, induziu a lactação e tomou alguns medicamentos naturais pra produzir o leite. De acordo com as novas mães, a experiência mudou tudo.
“Vale muito a pena pela proximidade que eu sinto da Sequoia e também pela tranquilidade que nos deu”, disse Maryellen, de 25 anos, ao “Daily Mail”. “É incrível ver o que nosso corpo pode fazer e temos sorte de ambas podermos dividir essa experiência.”
O casal, que oficializou a relação em 2012, descobriu o tratamento – normalmente oferecido a mães adotivas - em um grupo de mulheres lésbicas que desejam engravidar e concordaram imediatamente em realizá-lo.
Chamado de “Procoloco Newman-Goldbarb”, mas também conhecido como “lactação induzida”, ele estimula o corpo a simular uma gravidez através da ingestão de pílulas anticoncepcionais e de um medicamento que reforça a produção de leite materno, o Domperidone.
 
O remédio não é aprovado pelo FDA – órgão governamental dos EUA que controla alimentos e medicamentos –, mas pode ser encontrado na Europa, em alguns Estados norte-americanos e no Canadá, onde o casal adquiriu as doses.
Os procedimentos foram adotados por Maryellen quatro meses antes do nascimento da bebê. Mas seis semanas antes de Sequoia nascer, ela precisou interromper o uso dos anticoncepcionais para que seu corpo “entendesse” que ela também havia dado a luz. O passo seguinte foi bombear as mamas seis vezes por dia para estimular a lactação.

Quando a pequena veio ao mundo, no dia 7 de novembro, ambas estavam preparadas para amamentá-la. “Nós até conseguimos dormir por longos períodos, porque qualquer uma das duas pode amamentar durante a noite”, conta Heidi. “Não temos um cronograma, quem estiver mais perto é a responsável. O que significa que Sequoia também não precisa esperar.”
Para elas essa possibilidade é uma conquista extra à maternidade tão sonhada. Heidi precisou enfrentar uma batalha contra a endometriose e ovário policístico, que afetou sua fertilidade. Foi necessário um ano para que ela estivesse apta a se submeter à inseminação artificial, que rendeu cinco ciclos de negativa.

“Foi muito doloroso para gente. Mas agora estamos completamente apaixonadas por Sequoia. E posso dizer que me sinto completamente conectada a ela desde quando estava no útero de Heide”, diz Maryellen. “Eu conheço outras mães lésbicas, que não se sentem tão próximas de seus filhos quanto à companheira que engravidou. E agora eu sei que a amamentação me fez sentir completamente ligada à nossa filha.”

Fonte: Marie Claire 

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