terça-feira, 9 de julho de 2013

Exército dos Estados Unidos amplia direitos de militares gays


Os cônjuges dos militares americanos homossexuais terão os mesmos direitos e benefícios que os
heterossexuais, anunciou no fim do mês de junho, dia 26,  o secretário da Defesa dos EUA, Chuck Hagel, após a derrogação de uma lei federal de defesa do casamento tradicional, por parte da Suprema Corte.

"O Departamento de Defesa deve oferecer o mais rápido possível os mesmos benefícios a todos os cônjuges de militares, independentemente de sua orientação sexual", ressaltou Hagel.
Depois da derrubada do tabu gay no Exército, em setembro de 2011, que obrigava os soldados homens e mulheres a ocultar sua orientação homossexual sob ameaça de baixa compulsória, o Pentágono decidiu dar em fevereiro passado alguns benefícios aos cônjuges do mesmo sexo.
Alguns benefícios, porém, como seguro de saúde, ou auxílio-moradia, ainda não eram aplicáveis aos casais do mesmo sexo, porque o governo federal, segundo a Lei Federal de Defesa do Matrimônio (DOMA), definia o casamento apenas como a união entre um homem e uma mulher.
A DOMA foi derrogada nesta quarta por uma decisão da Suprema Corte, que agora permite aos gays casados legalmente obter os mesmos direitos que os casais heterossexuais. Hoje, 12 dos 50 estados, além da capital, Washington D.C., reconhecem a união entre pessoas do mesmo sexo.
"Toda pessoa de uniforme que serve ao nosso país mostra valentia e compromisso. Tudo o que importa é seu patriotismo, sua vontade de servir ao seu país e suas qualificações para fazê-lo", afirmou Hagel.
Como símbolo da aquisição dos novos direitos, casais de homossexuais poderão ser enterrados no prestigioso cemitério militar de Arlington, perto de Washington, onde estão sepultados cerca de 400 mil soldados junto com seus cônjuges, assim como o presidente John F. Kennedy.
O Pentágono avalia que cerca de 5.600 membros no serviço ativo - 17 mil, se forem incluídos a Guarda Nacional, os reservistas e os aposentados - serão afetados pelo fim da DOMA.


Fonte: Correio Brasiliense via France Presse, 26/06/2013 

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